2007-09-26

Layers Magazine Podcast

Da NAPP (a associação que criou e produz o Photoshop Users TV) surge um novo podcast, ligado à sua revista Layers Magazine. Layers Tv, como a revista, são dedicados a "tudo" Adobe, desde o Photoshop e inDesign ao Flash e Dreamweaver. Os episódios são mais curtos (12min) e podem ser vistos directamente na página.

Links:
LayersMagazine
LayersMagazine - episódios
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2007-09-24

Muita coisa de uma só vez...

Detesto deixar o blog parado tanto tempo, mas eventualmente acontece. É ciclico. Mas aqui vão alguns links e novidades e tal:

Hasselblad H3D-II e os Flextight X1 e X5

A Hasselblad apresenta novidades, principlamente a nova H3D-II - a 4ª geração de máquinas digitais da marca. 22,31, e 39MP são as resoluções de captura, todas com LCD de 3", entre outras coisas.

O site tb apresenta a linha de scanners da Haselblad, e recomendo ver a forma interessante de funcionamento da Flextight. Ao contrario da horizontalidade dos habituais scanners de mesa, o Flextight funciona com base num cilindro sobre a qual o suporte de película flexível enrola. É visivel na animação no site.

Polaroids

E por falar em película, finalmente chegou aquilo que espero há 24 dias. Películas Polaroid. As caixas da 55 são gigantes! Sério, tem as dimensões de um 20x30 / A$ e uma espessura de uns 6 cm. O cartão grosso protege bem a película.. o mais dificil foi encontrar espaço no frigorífico para o guardar. Também veio packs de 690, mais pequenos. Espero poder fazer proximamente uma analise da película aqui no blog para apresentar as características.

Recibos Verdes

Nesta(s) ultima(s) semana(s), tem surgido perguntas de colegas meus sobre o uso de recibos verdes. Para quem trabalha como freelancer, os recibos verdes são a principal forma de comprovativo de pagamento ao trabalhador independente. A contrapartida do estatuto é, principalmente, a falta de protecção social que o regime tem. É estúpido, mas é verdade. como costumo dizer, somos a escumalha do sistema fiscal nacional. Ainda por cima, infelizmente, há empresas que tentam abusar do estatuto e tentam "empregar", com sucesso, trabalhadores neste regime, o que é ilegal.

Aos meus colegas, já lhes dei as minhas dicas e a minha sabedoria limitada sobre fiscalidade, e em concreto, deste regime. Para quem não conhece bem o estatuto, fica aqui um link para um artigo com o regime bem explicado (e o tom sarcástico necessário) no site/blog do Luis Silva.

E nunca esquecer o Blog do FERVE (fartos destes recibos verdes).

2007-09-17

Concurso de Fotografia Juv.Move

O Concurso de Fotografia Juv.Move organizado pela Divisão de Juventude da Câmara Municipal de Aveiro, pretende seleccionar a melhor reportagem fotográfica sobre a Semana da Juventude de Aveiro, a decorrer de 22 a 29 de Setembro de 2007. Pretende, igualmente, contribuir para estimular competências e talentos na arte da fotografia.

Candidatos: Podem participar todos os jovens a partir dos 14 anos de idade.

Candidaturas: Todos os interessados podem candidatar-se até 20 de Setembro de 2007, na Casa Municipal da Juventude de Aveiro, mediante o preenchimento de ficha própria, na qual constará: nome, morada, idade, telefone, número de contribuinte, e-mail, e indicação do pseudónimo.

Entrega do trabalho: Até dia 03 de Outubro, na Casa Municipal de Juventude de Aveiro


Prémios: 1º Prémio: 250,00€
2º Prémio: 150,00€
3º Prémio: 100,00€

Regulamento e Ficha de Inscrição disponíveis em:

www.cm-aveiro.pt (Área de actuação Juventude)

2007-09-14

500GB por 89€!!

Com problemas de espaço para dados? Agora é a melhor oportunidade para adquirir muito e a bom preço. A Staples tem uma produção para discos externos de 500GB por apenas.. 89€! Óptimo preço para tanto espaço de armazenamento, e uma óptima oportunidade não só para reforçar ou alterar a capacidade de armazenamento de qualquer sistema, ou para ter um backup extra de dados. Ao preço q está, 2 discos ficam a um preço acessível para montar em RAID.

http://staples.pt/Produto.as*x?*d=25055

2007-09-13

Work for free?

Há algo recorrente na área fotográfica (em especial) mas que presumo estender-se a todas as áreas artísticas. Trata-se da ideia do trabalho gratuito. Não é necessariamente o voluntário, em q propões o trabalho. Nem uma simples participação, para dar uma opinião (que em muitas profissões também é pago) É uma oferta de trabalho, que é trabalho, e que te propõem fazeres em troca de .. nada. Ou supostamente de crédito fotográfico (i.e. - o teu nome lá no sítio) ou o uso em portfólio.

Já estive metido nisso.. bastante até. Duvido que isso não aconteça a ninguém que se envolva na área. Independentemente de ser profissional ou amador. E quando se perde bastante, a dura lição é aprendida. Eu já aprendi. E felizmente agora há muito mais informação disponível - o blog do John Harrington (donde encontrei o artigo q apresento de seguida), o Freelance Switch, etc..

Isto tudo a propósito de um excelente artigo que publicado no site NO-SPEC, dedicado principalmente a este fenómeno recente de trabalho especulativo. Gostei principalmente das frases:

"So, given that they are less rare, and therefore less in demand, would it make sense to ask your mechanic to work on your car for free? Would you look him in the eye, with a straight face, and tell him that his compensation would be the ability to have his work shown to others as you drive down the street?

Would you offer a neurosurgeon the “opportunity” to add your name to his resume as payment for removing that pesky tumor? (Maybe you could offer him “a few bucks” for “materials”. What a deal!)"


ou em 'tugues'

"Dados que são mais abundantes, e portanto em menos demanda, faria sentido pedir ao mecânico para trabalhar gratuitamente no teu automóvel? Olharias olhos nos olhos a ele, com cara séria, e dizer-lhe que a compensação dele seria ter a possibilidade de ter o trabalho dele à vista de outros enquanto segues pela estrada fora?"

Oferecias a um neurocirurgião a "oportunidade" de adicionar o seu nome ao curriculum dele como pagamento pela remoção de um tumor chato? (Talvez pudesses oferecer-lhe uns trocos para "materiais"... Grande negócio!"

Depois disto, parece ridículo, não parece?...

2007-09-12

Debugging is fun!...

E porque hoje faz exactamente uma semana desde o último post... É verdade.. desta vez estiquei-me um bocado em termos de ausência, mas que foi algo forçado. E não, nem foi pelo S.Paio (a que nem fui este ano, infelizmente).

Está a chegar um momento crítico no projecto de software que tenho desenvolvido nos últimos meses, e a atenção ao detalhe tem de ser redobrado. Há muitos formulários web ainda a fazer no backoffice da aplicação, com detalhes de funcionalidades que por fezes são técnicamente complicados de resolver. Isso e os problemas de debugging...

O que é "debugging"? É o processo de apurar os erros e suas causas em software. Em termos de método, permite correr o código que define a aplicação, linha a linha, e ver os valores que as variáveis tem. O cumulo surgiu no sábado, que, devido a UMA LETRA TROCADA, estive das 3 da tarde até às 4 da manha a olhar constantemente para as mesmas linhas de código vezes sem conta. Só descobri na manha seguinte. Pelo menos aquela funcionalidade da aplicação ficou bem mais rápida com as mudanças que apliquei!

Alias, só saí no fds para ir jantar (e que calhou e bem no mesmo sábado em que me andava a passar com o código). Fui a Águeda jantar com colegas, mas não necessariamente ao local da festa do leitão que se fazia nessa terra. Foi uma muito boa escapatória, em especial para passar o jantar a gozar com o Nuno Gomes ao ver o jogo. (Porque é que não dá o rugby???). Foi bom para descarregar. E descansar um pouco para a maratona que se seguiu.

Outra coisa que foi acontecendo, em especial na semana passada, mas também na anterior, foi a filmagem e produção de uma pequena curta metragem em stop-motion no estúdio do Dom Rubirosa. O trabalho era um projecto em falta para a finalização do curso de NTC, e devido a uma série de complicações com o grupo envolvido, o trabalho não foi efectuado em tempo devido.

Stop-motion define um método de animação de objectos em filme/vídeo em a a animação é criada imagem a imagem. Cada imagem do filme é tirado individualmente. A combinação de todas em sequência produz a animação. Dá MUIIIIITTTOOOO trabalho. São milhares de imagens para fazer os 3 minutos ou pouco mais de filmagem. A produção acabou por ser bem realizada e com muito pessoal amiga envolvida para conseguir acabar a tempo. Eu estivo, naturalmente a ajudar mais na área de iluminação, mas também andei a resolver alguns problemas técnicos a nível do site da curta (requisito do trabalho) e do software utilizado.

A captura foi feita com uma miniDV. É complicado usar uma mini-DV, especialmente as q tem muito pouco controlo ao nível da focagem e exposição. Usei a modelação das cabeças de flash do meu kit Profoto para iluminar. Foi um setup simples - Softbox á frente e por cima para uma luz global suave, e uma atrás com a grelha para recorte. Apesar de a modelação ser efectuada com lâmpadas de 250W, continua a ser uma potencia baixa para filmar; Mais, tendo em conta q a miniDV n tem controlo nenhum e que o tempo de exposição máximo (mais longo) rondava os 1/60s... parece qeu o ganho de luminosidade subiu e com ele o ruído de imagem. É claro que, se fosse uma D3, não havia problema - até a 1600ISO a imagem está limpa. Mas com uma miniDV, sem possibilidade de prolongar a exposição... é complicado.

E porque a miniDV e não a máquina fotográfica? Duas razões - primeiro, as imagens já saiem dimensionadas correctamente; Segundo, a aplicação que usamos - o Stop Motion station - tem funcionalidade de onion-skinning aliada à captura. O onion-skinning permite sobrepor o que a câmera está a captar com o que foi captado na imagem anterior para ter a possibilidade de ver o movimento realizado e facilitar o posicionamento dos bonecos. Foi um detalhe técnico que dependeu muito da solução de compromisso onde, neste caso, foi escolhido a questão da eficiência.

Espero brevemente colocar por aqui o resultado, até para poder comentar alguns detalhes. Ficou bastante giro, e foi muito interessante de se fazer (se bem que requer muita paciência, mas foi um bom momento passo).

Também tive a oportunidade de finalmente ver o "Noites Assim" - uma curta metragem filmada em Aveiro há alguns meses, onde tb ajudei a iluminar a cena. Nessa criei uma softbox custumizada para o filme - uma caixa 1mx1m, tremendamente arcaico, e com 6 lâmpadas de 100W lá dentro. Substituiu um candeeiro da sala. O resultado também ficou bem fixe. Essa devo conseguir colocar on-line mais rapidamente, penso eu.

Relativamente ao D.I.Y. tripé, esteve muito parado por me faltar uma ferramenta essencial - a serra de cortar ferro. Mas já regressou a casa. :D

2007-09-05

Construir um Laboratório

builddarkroom

Se há algo que gostava de experimentar, é a experiência de laboratório. Completo. Até agora, apenas revelei uns rolos.O que não é mau, mas não entra aquele momento mágico de ver a imagem a formar-se no papel fotográfico. Já usei bastante película de vários formatos, mas nunca tive a experiência da impressão, com grande pena minha. Nem no 8º ou 9º ano na EB 2/3, quando a minha turma tinha um grupo no laboratório em Ed. Tecnológica. Revelei, mas não imprimi...

Portanto, impressão está no meu TODO list. Portanto, adorava ter lab próprio. O problema no meu disto tudo é ter as condições mínimas para realizar a tarefa. Nomeadamente o espaço e o equipamento. Se bem que a nível de equipamento a coisa "faz-se" (a GF é modificável para um ampliador; moveis constroi-se ou modificam-se...), o espaço é que complica. A minha casa até tem diversos espaços úteis e óptimas, mas devido aos hábitos de utilização, não é possível usa-los sem conflitos. A garagem tem um veiculo q ocupa o espaço; A cozinha exterior é quase impossível de vedar... enfim.

A minha ideia agora prende-.se com a montagem de um "cubículo" semi-permanente num dos cantos do meu espaço de trabalho. Há diversos problemas para resolver, seja a nível da montagem das paredes falsas, seja de transporte de agua, seja de ventilação. E especialmente de vedação de luz. 1,5mx2m, ou 2mx2m penso que seriam suficientes para montar uma banca com bacia, uma pequena mesa auxiliar e a mesa do ampliador(em L). Pelo meaos fiquei com essa ideia depois de ler um pouco do "Build Your Own Home Darkroom" de Lista Duren e Will McDonald.

O livro já me esta a abrir os olhos para as imensas possibilidades de construção de acessórios, desde bancas e afins adequados. As instruções são suficientemente detalhadas e simples para serem entendidas, e a diversidade de projectos é optimo. Começa por falar do design do espaço do lab e escolha de equipamentos, depois tem info essencial de trabalho de madeira, depois a vedação e ventilação do lab (com instruções para construir as partes da ventilação necessária, e segue com diversos moveis - mesa de trabalho, suporte de parede para a coluna do ampliador, base ajustável para o ampliador, caixa de luz, bacia (feita em madeira e recorrendo a uso de tintas e tratamentos para vedar), o painel da distribuição de água, e um móvel para secagem das impressões. O livro é mesmo feito para o D.I.Y.er!

Se bem que ainda é cedo para construir o lab (por diversos factores), pelo menso o livro vai permitir começar a pensar de forma eficiente o espaço e começar a imaginar a construção dos acessórios.

Can't wait! ;)

2007-09-03

"Using the View Camera"

ViewCamera

As câmeras de grande formato, em termos de técnica de utilização, têm muito que se lhe diga. Têm toda a complexidade inerente a uma máquina fotográfica normalissima, com a adição dos movimentos técnicos de rise/fall, shift, swing, tilt e nalguns casos "yaw". Adiciona-se a isso regra de Scheimpflug (ligada à alteração da orientação do plano de focagem), a as alterações da abertura com a extensão do fole...

Pela web existe bastante informação. Basta ver os forums do http://www.largeformatphotography.info/forum/, por exemplo. Eu pessoalmente tenho muito gosto em ter um bom livro nas mãos e obter a informação daí. Sempre permite-me afastar do ecrã do PC.

Um que eu já tinha, em formato electrónico, era o "Using the View Camera", de Steve Simmons e publicada pela Amphoto Books. Infelizmente o livro é um scan do original, e portanto de reduzida qualidade. É mau de ler no ecrã e maus de ler impresso. Mas é perfeitamente notório que o conteúdo do livro é claro e de grande qualidade na informação. E daí decidi comprar o livro para o adicionar à colecção.

O livro é bastante completo e serve sem duvida como uma introdução completa - tem desde a informação das máquinas e formatos, das objectivas e obturadores, os princípios ópticos, os movimentos das máquinas, os modos de operação da máquina, películas, revelação, o sistema de zonas, e no fim uma série de exemplos de imagens usando a grande formato. Um livro pequeno mas completo.

2007-09-02

D.I.Y. Tripod... meu próximo tripé?

O D.I.Y. é contagiante, sem dúvida. Agora que tenho uma Grande formato funcional, necessito de um suporte tb funcional. O tripé que tenho em uso actualmente, o Slik U212 não é propriamente das melhores coisinhas do mundo.. até o tripé mais "fraco" da Manfrotto deve ser melhor.

Para ser sincero, não dou muito uso ao tripé. Grande parte do que faço é "handheld". Com o grande formato não pode ser - é necessário um suporte seguro e estável. Caso contrario, o movimento e instabilidade serão notórios na película de área maior.

No vídeo, usei o 161MK2 da Manfrotto, que me foi emprestado pelo Victor Martins, por um tempo (enquanto continua o estágio em Lisboa). É um fabuloso ( e caro!!) tripé. Extremamente estável, é enorme - extensível até os 2,67m e pesa quase 8 kg! Infelizmente, n terei acesso continuo ao tripé, e n é muito agradável acartar aquele peso nem numa curta distância, pelo que necessito de encontrar uma solução.

Na verdade, não quero fazer grande investimento num tripé, pelo menso para já. Reconheço a importnacia do acessório em qualquer kit, e que, a comprar, justifica-se comprar de qualidade. O Slik em termos de pernas até nem é mau. O problema é a cabeça, que sendo de plástico, é extremamente maleável, O peso da máquina de grande formato facilmente o torce. Substituir a cabeça é uma solução possível, mas penso que n ficaria muito satisfeito depois com as pernas.

Tripés de madeira geralmente tem boa fama. Mas as versões comerciais são caríssimos. Vejam só o caso dos Ries. Mas é uma bela peça. E bons tripés custam dinheiro e justificam-se.

E é aqui que entra o D.I.Y. Será possível construir um bom tripé, com pouco dinheiro? Não considerando a cabeça do tripé, acredito que sim. Aliás, até acredito que seja bastante simples. Tão simples que, olhando para algumas imagens e fazendo umas pesquisas pela web, aprecebe-se que é.Aquilo que me "aflije" são 3 peças - o aperto das pernas, a montagem da cabeça, e o modo de travão da abertura das pernas. E acredito que todos tem soluções perfeitamente viáveis. Aliás parece que construir tripés é até bastante comun no mundo da astrónomia para os telescópios.

E portanto decidi dar o passo e iniciar a tarefa. preparei no papel aquilo que queria e os modos de apertos e afins. Alguns links para inspirar:

  • Make a stirdy wood tripod

  • Make your own tripod head

  • DIck Streff's Camlock Tripod

  • Ries tripods


  • De manhã passei no IZI para comprar algumas peças. a madeira por acaso até já estava cortada ao comprimento que eu queria (ou quase). Vou utilizar caibre aplainadas 90x30x20. A outra opção era 40x15, que ao mesmo preço, era mais largo mas mais fino. Para as abraçadeiras, tenho duas barras de aluminio. Mais uma caixinha de cavilhas e parafusos e anilhas e porcas, a juntar a material que sobrou da máquina anterior... Pouco mais de 20€ em material para produzir o q espero ser um tripé decente.. vou fazer por isso :D

    Mais um pouco de diversão!