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2008-06-25

Como lixar as fotos dos outros, de uma maneira gira

 

Publicado no Strobist estava este vídeo com uma amostra genial de como tramar as fotos dos turistas (não que isso seja coisa boa de se fazer, mas é giro). Julius von Bismark, um artista alemão, converteu uma máquina fotográfica em projector - em vez de captar luz pela objectiva, ele transmite luz pela objectiva, de dentro para fora. A fonte de luz é um flash, e é activado por uma célula que o dispara quando é detectado o flash de outra camera (a do turista...). Sobre o flash, esta a imagem que é pretendido transmitir e q é focada pela lente.

A partir daí é só esperar!... :D

2007-08-28

30fps.. alguem?

Veja só este "rig" que o fotografo da USA Today Robert Hanashiro montou para captar a sequência de uma tacada de basebol do Bary Bonds, jogador que acabou de bater o recorde de homeruns da carreira (que esta assim meio defraudado pelo facto de ele ter usado esteróides em anos anteriores...).

Anyway, 3 câmaras que disparam a 10fps, 3 objectivas de 600mm montadas em paralelo, e arduamente alinhadas, e pocketwizards com um atraso definido. Deste modo, as 3 máquinas captam aproximadamente a mesma composição e perspectiva, e o atraso definido nos disparos permite as maquinas dispararem desfasadamente , em sequência (maquina A, depois B, depois C depois A...)de modo a elevar os 10fps aos 30fps.

O vídeo: http://www.sportsshooter.com/special_feature/30fps/
A sequência: http://www.usatoday.com/sports/graphics/bonds-756/flash.htm

2007-08-26

Test shots

Ontem finalmente "acabei" a máquina. Entre aspas porque na realidade ainda n está completamente acabada. Há melhoramentos a fazer e problemas a corrigir. De qualquer forma dei um salto á bestida no fim da manhã para efectuar os primeiros testes.

bestida1

Esta foi a primeira :D. Só para situar, tinha um pack de Fuji FB100 num back de packfilm próprio para maquinas 4x5. A área da imagem é naturalmente mais pequena. De qualquer forma não me recordava qual o tempo de revelação da película, mas arrisquei uns 60 segundos. Fiz a medição (1/30 @ f22.7). A focagem é aproximado do infinito portanto não tive que compensar pelo comprimento do fole. Aguardei pelos 60 segundos da revelação e quando abri, naturalmente não estava correcto. Tentei o mesmo com uma segunda imagem, mas baixando o tempo de revelação para uns 40s e o resultado foi aproximadamente o mesmo. Mais que um problema de revelação (o resultado era muito parecido) parecia-me um problema de entrada de luz. Também, logo a seguir descubri que cada película tem lá o revelação impresso - 30s @24º. Tava quentinho potanto supus os +20º.

Para tentar detectar a verdade da entrada de luz, fiz uma exposição apenas retirando o darkslide durante 30 segundos. Após a revelação - o resultado :

fog

Tendo em conta a inversãoi da imagem, a luz vinha a entrar da parte superior. Para verificar, tapei o back com o casaco (que estava a ser usado como pano de focagem) e fiz uma terceira exposição:

bestida2

Esta um pouco sujo do scan , mas o contraste esta bem melhor e a entrada de luz foi convenientemente combatida.do painel frontal e fole, não vejo luz absolutamente nenhuma, nem qualquer pinhole no fole. Além do mais, ontem dei uma camada de tinta acrílica (preto matt) sobre as madeiras interiores para remover os brilhos internos.

Há pouco apliquei uma camada de autocolante aveludado no back na zona de encaixe do suporte de película a ver se resolve. o papel aveludado tinha resultado bem no pinhole do género que criei há tempos. espero resultar bem novamente. Por fim ainda fiz uma para ver o efeito de desfoque numa proa que ainda n conhecia - a abertura esta a f8 e estou aproximadamente a 2 metros da proa nesta imagem:

proa

E ainda alguma fuga de luz...

2007-08-23

Já não era sem tempo!

Parece que a Nikon volta a ser a marca a responder aos avanços da concorrente, e desta vez parece uma resposta bem boa - as novas D3 e D300! A D3 é o avanço significativo - a Nikon entra na gama das full-frames com a nova maquina. Mantém os 12Mpx da antecessora, mas agora num sensor full-frame, com ISO base entre 200 e 6400 (o sensor maior permite melhor rendimento em situações de iluminação fraca), e sequências de 8 a 11 fps - considerada a mais rápida das DSLRs no mercado! Outra vantagem - o preço. a nova D3 custa aproximadamente $5000, 3000 a menos que a MkIII da Canon, se bem que a MkIII tem uma resolução superior. Já a D300 iguala os 12MPx mas num sensor mais pequeno de formato DX.

Os reviews completos estão no D-Preview: D3 e D300

2007-08-21

Scanner Camera

Uma das belas coisas do D.I.Y. é que o limite é a imaginação (e a carteira). A parte dificil é resolver as questões técnicas que nem sempre são evidentes.

Um belo projecto que por aí anda é a da câmara com scanner para a captação de imagem. As câmaras com scanner resolvem parcialmente um dos problemas que as digitais de nível de consumidor comum tem, ou mesmo ao nível das médio formato digitais - resolução. Máquinas de consumo tem geralmente 10MP, e as médio formato tem entre os 16 e os 40MP (naturalmente as Mark II/III são excepções no formato/resolução). No entanto, para máquinas de grande formato, não existe um sensor de dimensões apropriadas - simplesmente seria demasiado caro de produzir para ser viável.



Para as grande formato, há backs de scanner apropriados e que conseguem elevadas resoluções. Um exemplo são os scanners da Better Light. O seu modelo Super 10k-HS consegue uma resolução de 416Mpx - são 10,200 x 13,600 pixeis e um ficheiro de aproximadamente 800Mb com 48bits de cor. Gigante! A elevada resolução permite melhor detalhe nas ampliações em relação a maquinas de consumo e mesmo os backs de médio formato. Esta pagina demonstra a comparação entre o scan e a imagem de uma DSLR. E ainda aproveita os movimentos técnicos da máquina!

Naturalmente, ha desvantagens associadas, também. Primeiro, o scan envolve um sensor móvel que vare a imagem que a lente forma, e portanto demora tempo. Movimento no sujeito é problemático - portanto a aplicação será mais para elementos estáticos. Imagina quadros, peças de museu, still-life. São sem duvida objectos que requerem muitas vezes a resolução extra, e são estáticos. O preço também é problemático. O modelo referido anteriormente custa apenas $22,000. Há modelos mais baixos - o 4000E-HS rende 3750x5000px por $6500. De qualquer forma, estão dentro da gama de preços para backs de médio formato, mas apresenta a limitação do movimento do sujeito.

E o D.I.Y.??? Onde há a versão comercial, há sempre uma versão caseira. Basicamente a camera em maior - digamos que equivalente a uma 8x10", mas o back é um scanner de consumidor. Os scanners Geralmente são abertos e é removido o array de microlentes internas para que a imagem formada no sensor seja a proveniente da lente da maquina e n as do scanner. Naturalmente controlar os tempos de exposição por linha requer manipulação de software, mas é possivel, especialmente tendo em conta bibliotecas abertas de controlo de scanner.

O primeiro projecto que vi do género foi o do Mike Golembewski. Ele aproveitou muito bem o tempo de demora do scanner para efectuar algumas experiências interessantes. Também tem informação técnica sobre as câmaras.

Outros projectos bem interessantes são o do John Van Horn e o que é apresentado em Stockholmviews.com. No primeiro há um paper sobre o assunto com informação detalhada do projecto; o segundo fala de alguns problemas do scanner, nomeadamente os riscos e como superar o problema.