2007-08-26

Test shots

Ontem finalmente "acabei" a máquina. Entre aspas porque na realidade ainda n está completamente acabada. Há melhoramentos a fazer e problemas a corrigir. De qualquer forma dei um salto á bestida no fim da manhã para efectuar os primeiros testes.

bestida1

Esta foi a primeira :D. Só para situar, tinha um pack de Fuji FB100 num back de packfilm próprio para maquinas 4x5. A área da imagem é naturalmente mais pequena. De qualquer forma não me recordava qual o tempo de revelação da película, mas arrisquei uns 60 segundos. Fiz a medição (1/30 @ f22.7). A focagem é aproximado do infinito portanto não tive que compensar pelo comprimento do fole. Aguardei pelos 60 segundos da revelação e quando abri, naturalmente não estava correcto. Tentei o mesmo com uma segunda imagem, mas baixando o tempo de revelação para uns 40s e o resultado foi aproximadamente o mesmo. Mais que um problema de revelação (o resultado era muito parecido) parecia-me um problema de entrada de luz. Também, logo a seguir descubri que cada película tem lá o revelação impresso - 30s @24º. Tava quentinho potanto supus os +20º.

Para tentar detectar a verdade da entrada de luz, fiz uma exposição apenas retirando o darkslide durante 30 segundos. Após a revelação - o resultado :

fog

Tendo em conta a inversãoi da imagem, a luz vinha a entrar da parte superior. Para verificar, tapei o back com o casaco (que estava a ser usado como pano de focagem) e fiz uma terceira exposição:

bestida2

Esta um pouco sujo do scan , mas o contraste esta bem melhor e a entrada de luz foi convenientemente combatida.do painel frontal e fole, não vejo luz absolutamente nenhuma, nem qualquer pinhole no fole. Além do mais, ontem dei uma camada de tinta acrílica (preto matt) sobre as madeiras interiores para remover os brilhos internos.

Há pouco apliquei uma camada de autocolante aveludado no back na zona de encaixe do suporte de película a ver se resolve. o papel aveludado tinha resultado bem no pinhole do género que criei há tempos. espero resultar bem novamente. Por fim ainda fiz uma para ver o efeito de desfoque numa proa que ainda n conhecia - a abertura esta a f8 e estou aproximadamente a 2 metros da proa nesta imagem:

proa

E ainda alguma fuga de luz...

2007-08-23

Já não era sem tempo!

Parece que a Nikon volta a ser a marca a responder aos avanços da concorrente, e desta vez parece uma resposta bem boa - as novas D3 e D300! A D3 é o avanço significativo - a Nikon entra na gama das full-frames com a nova maquina. Mantém os 12Mpx da antecessora, mas agora num sensor full-frame, com ISO base entre 200 e 6400 (o sensor maior permite melhor rendimento em situações de iluminação fraca), e sequências de 8 a 11 fps - considerada a mais rápida das DSLRs no mercado! Outra vantagem - o preço. a nova D3 custa aproximadamente $5000, 3000 a menos que a MkIII da Canon, se bem que a MkIII tem uma resolução superior. Já a D300 iguala os 12MPx mas num sensor mais pequeno de formato DX.

Os reviews completos estão no D-Preview: D3 e D300

2007-08-22

MAGNAchrōm



E eis uma óptima forma de começar a manha de hoje. MAGNAchrōm é uma revista electrónica dedicada ao médio e grande formato, seja ele de captura química ou electrónica. A revista está muito bem produzida, com detalhes para melhorar a experiência de leitura no ecrã (páginas à medida e texto bem dimensionado). As revistas contém entrevistas a fotógrafos, portfólios de imagens, e reviews comparativos de equipamentos (por exemplo, cabeças de tripé) além de muita informação técnica.

Actualmente existem 5 edições, e para aceder ás revistas é necessário registar-se (merece o esforço, na minha opinião).

http://www.magnachrom.com

2007-08-21

Scanner Camera

Uma das belas coisas do D.I.Y. é que o limite é a imaginação (e a carteira). A parte dificil é resolver as questões técnicas que nem sempre são evidentes.

Um belo projecto que por aí anda é a da câmara com scanner para a captação de imagem. As câmaras com scanner resolvem parcialmente um dos problemas que as digitais de nível de consumidor comum tem, ou mesmo ao nível das médio formato digitais - resolução. Máquinas de consumo tem geralmente 10MP, e as médio formato tem entre os 16 e os 40MP (naturalmente as Mark II/III são excepções no formato/resolução). No entanto, para máquinas de grande formato, não existe um sensor de dimensões apropriadas - simplesmente seria demasiado caro de produzir para ser viável.



Para as grande formato, há backs de scanner apropriados e que conseguem elevadas resoluções. Um exemplo são os scanners da Better Light. O seu modelo Super 10k-HS consegue uma resolução de 416Mpx - são 10,200 x 13,600 pixeis e um ficheiro de aproximadamente 800Mb com 48bits de cor. Gigante! A elevada resolução permite melhor detalhe nas ampliações em relação a maquinas de consumo e mesmo os backs de médio formato. Esta pagina demonstra a comparação entre o scan e a imagem de uma DSLR. E ainda aproveita os movimentos técnicos da máquina!

Naturalmente, ha desvantagens associadas, também. Primeiro, o scan envolve um sensor móvel que vare a imagem que a lente forma, e portanto demora tempo. Movimento no sujeito é problemático - portanto a aplicação será mais para elementos estáticos. Imagina quadros, peças de museu, still-life. São sem duvida objectos que requerem muitas vezes a resolução extra, e são estáticos. O preço também é problemático. O modelo referido anteriormente custa apenas $22,000. Há modelos mais baixos - o 4000E-HS rende 3750x5000px por $6500. De qualquer forma, estão dentro da gama de preços para backs de médio formato, mas apresenta a limitação do movimento do sujeito.

E o D.I.Y.??? Onde há a versão comercial, há sempre uma versão caseira. Basicamente a camera em maior - digamos que equivalente a uma 8x10", mas o back é um scanner de consumidor. Os scanners Geralmente são abertos e é removido o array de microlentes internas para que a imagem formada no sensor seja a proveniente da lente da maquina e n as do scanner. Naturalmente controlar os tempos de exposição por linha requer manipulação de software, mas é possivel, especialmente tendo em conta bibliotecas abertas de controlo de scanner.

O primeiro projecto que vi do género foi o do Mike Golembewski. Ele aproveitou muito bem o tempo de demora do scanner para efectuar algumas experiências interessantes. Também tem informação técnica sobre as câmaras.

Outros projectos bem interessantes são o do John Van Horn e o que é apresentado em Stockholmviews.com. No primeiro há um paper sobre o assunto com informação detalhada do projecto; o segundo fala de alguns problemas do scanner, nomeadamente os riscos e como superar o problema.

2007-08-20

O fole...

fole-acabado

E hoje fiz o fole. É um processo giro, mas extremamente cansativo. Demasiados detalhes de medidas e marcações. Não é uma tarefa dificil, na realidade. Apenas requer é paciência. Eu segui mais ou menos o processo descrito na página do Joe Smigiel dedicado à construção do fole. A pagina descreve detalhadamente o processo de planeamento e de construção de um fole quadrado.

Today I worked on the bellows. Its an interesting but tiring process. It not hard, really. You just need a lot of patience. I follow more or less the process described in Joe Smigiels bellows construction page The web page describes in detail the process for building the square bellows.

Para o meu fole, a largura interior é de 12cm (A), com vincos de 1,5cm de largura (B) (recomendo maior para ajudar a comprimir mais o fole). O lado exterior é de 15cm (C). Fiz para um comprimento de 40cm que é o comprimento para focar um objecto a 1:1 com uma lente de 200mm ( 2x distância focal). Em termos de tecidos, usei blackout para o exterior (com o lado com textura no exterior) e um tecido negro que encontrei barato nos retalhos para o interior. Foram pedaços com, no mínimo, 70,5 x 84cm. Para os "stiffners", usei cartolina preta simples.

For my bellows, the interior width is 12cm (A), the folds are 1,5cm wide (B) (I recomend larger to help the bellos fold up more). Outer width is 15cm (C). I made it to extend 40cm, which would allow a 1:1 with a 200mm lens (2x the focal distance). Material wise, I used Blaskout cloth for the outer part and some random black cloth leftovers for the interior. Both parts have a minimum of 70,5x84cm. For the stiffners, I used black card paper.

fole-marcas

O primeiro passo é marcar o blackout, com o interior (liso) para cima. Um esquadro grande é muito útil para esta situação. Primeiro marquei os painéis, depois os vincos. Com marcados preto grosso, marquei as zonas q n levam cola para auxiliar saber em que posição ficava as peças. Como fica no interior, podes marcar à vontade. Tendo as peças em cartolina cortadas, foi possível cola-las. Usei cola de contacto com um pincel. Em termos de peças em cartolina são aproximadamente 300 pedaços - 150 rectangulares e 150 trapezoidais.

First stepwas to mark the blackout, with the interior side (smooth side) up. A cartenter's square is very usefull. First I marked the panels, then the folds. With a thick black marker I painted the areas that would not get stiffners (helps remove confusion from the gluing process). Its on the inside anyway, so it doesn't have to be very neat. With the stiffners cut, It was possible to start the gluing process. Contact glue was used, with a bruch (very tough). There where about 300pieces of stiffner card cut out - 150 rectangles and 150 trapezoids.

fole-colagem

Depois das peças coladas, apliquei o forro negro. Fixei o forro préviamente cortado (incluindo as diagonais de sobreposição) numa das pontas e fui colando cerca de 5 filas de cartolina de cada vez.

With the stiffners glued, I applied the inner black cloth layer. The cloth was previously cut (including the diagonal cuts) and went from one ned to the other gluing about 5 stiffner rows at a time.

fole-fecho

Com o forro colado e minimamente seco ( a cola de contacto pareceu-me ser rápido a efectuar uma secagem inicial), é possível proceder ao fecho. Geralmente é usado um tubo, mas eu dispensei, sem problemas. Pode, no entanto, ser útil no processo de vincagem. A fita cola é auxiliar no processo e ajuda no ajusto das pontas. A sobreposição é de 1,25cm, e foi marcado previamente à fixação das peças em cartolina.

With the inner layer suficiently dried, I closed up the bellows. Normally a form is used but I dispensed it. It would have been useful though in the fold process (I think). I used tape to help close up the bellows.

fole-vincos

Por fim fica o processo de vincagem. O mais dificil é o primeiro anel vincado, e manter os vincos efectuados. Molas neste caso (e como mostra a imagem), são muito úteis. O ultimo +asso (e o estado em que o fole se encontra enquanto escrevo isto) é colocar peso sobre o fole dobrado para reforçar os vincos.

Finally, teh folding process. The toughest thing is getting the first one folded, and keeping the folds. clips and pins are very usefull. Even paper clips, to hold individual folds will work. After having it all folded up, add weight to help maintain its form.

Agora resta pintar o fole (penso que branco não será a cor mais indiciada para o fole), e fixar os painéis que encaixam nos elementos frontal/traseiro da máquina. SE tudo correr bem, talvez tenha a possibilidade de mais para o fim de semana efectuar uma imagem de teste!

Sempre imaginei que este seria um processo bem mais complexo, mas é bastante simples. Requer apenas paciência. Naturalmente tem aplicabilidade noutros elementos como para sol (ajustável) ou mesmo para efectuar uma extensão macro.

Canon 1Ds MarkIII

Já estou um pouco como o John Harrington - onde anda a Nikon? hehe... É que a Amazon.com deixou passar a info da nova MarkIII da Canon. E que MAQUINÂO! Fullframe de 21Mpx, LCD de 3", 5 fps... é brutal, não haja dúvidas. Também por $7,999 não se podia esperar menos. Era realmente bom que a Nikon apresentasse a D3 com concorrente directa desta. Né que tenha dinheiro para investir num bicho destes (que não me importava nada ter) mas mesmo assim... É sem dúvida um salto bem evidente em qualidade.

Mesmo a nova 40D da Canon parece uma máquina interessante - 10Mps a 1.5x; 6.5fps o que é óptimo para sequências (mas mesmo assim pode ser insuficiente para alguns toques em skate)... Mas é a tal coisa.. ainda falta uma fisheye de 1,5x para a Canon!

hmagazine85
Ontem recebi o pedido de amizade do H Magazine no MySpace. Ainda bem, que assim foi possível conhecer a revista. No site é possível descarrega-la em formato PDF. Já vai na edição numero 85.

A H-magazine é uma revista espanhola dedicada à moda, com um estilo de imagem parecida com a revista inglesa i-D. O design da revista está muito boa e apelativa, e a revista é bem grande (242 páginas) o que significa imensa fotografia. Vale a pena dar a espreitadela!

RSS

Ontem agreguei o feed RSS do blog ao Feedburner. O blogger permite, e com o Feedburner tenho a possibilidade de ver algumas estatísticas do feed que até agora nunca tive a oportunidade de ver, nomeadamente quantas pessoas usam o feed. Sempre estive ás escuras a esse nível. Se alguém que use o feed encontre algum tipo de dificuldade com o feed, agradecia o aviso :D

Incerto sobre o que é RSS? Então continua a ler...

RSS

RSS é um acrónimo para "Really Simple Sindication" ou ainda "Rich Site Summary" e é uma óptima forma de acompanhar sites. Basicamente, trata-se de um ficheiro XML com o conteúdo principal do site, ordenado por data de adição. É o chamado "feed". No caso de blogs o feed tem os posts do mesmo ordenados do mais antigo ao mais recente. O RSS não é exclusivo a blogs - muitos sites tem, especialmente para indexar as secções de artigos e noticias.

Para o que é que serve? Simples - para que estejamos a par das novidades. Geralmente todos nós temos um conjunto de sites de visita regular. Eu visitava constantemente alguns blogs e sites que tinha na minha lista de favoritos. Com RSS, eu não tenho necessidade de ir aos sites directamente ou constantemente à procura das novidades. Só preciso de ver o feed RSS. é aqui que entra o "feed reader".

O "feed reader" é essencialmente uma página ou uma aplicação que lê os feeds dos sites que adicionas à lista. A leitura é feita periodicamente, e sempre que há alguma novidade, essa é marcada. Assim, o leitor de feeds é que tem o trabalho todo de correr os teus sites favoritos (que tem feeds RSS) à procura de novidades. Depois só tens de ver qual a novidade e seguir para o site se necessitares. É muito mais eficiente!

Em termos de leitores, existem muitos, quer desktop, quer on-line. Eu pessoalmente uso o GreatNews, que é um leitor de desktop (e portable o que é óptimo para poder ter numa pen ou assim). Já usei o Sage, que era uma extensão do Firefox, e o prorio cliente de emails do Mozila - o Thunderbird - também lê os feeds. On-line também existe uma série deles, nomeadamente o do Google e o Bloglines.

A adição de feeds ao leitor é simples, bastando inserir no leitor o endereço do feed na operação de adição de feeds. Com algumas aplicações o simples click no logo laranja do feed é suficiente! A partir do momento em que é adicionado, torna-se muito fácil acompanhar o site ou blog. Por exemplo o link para o meu feed (agora no feedburner) está debaixo do meu logo/foto.

A partir do momento em que experimentas usar os feeds, apercebes-te do aumento de eficiência nas consultas. Ajuda muito e permite acompanhar mais sites, blogs, e portais. O meu feed reader acompanha cerca de 175 sites, actualmente. Metade estão ligados a fotografia, desde blogs a podcasts, a grupos de Flickr e portais como o Fotosensível. Podem descarregar o ficheiro OPML que exportei caso ainda não tenham testado e querem ter já uma lista de sites como ponto de partida. Há certamente muitos links que apenas terão interesse para mim, portanto depois terás que eliminar o que não te interessa.

Enjoy RSS! :P

2007-08-18

PhotoIcon

Photoicon-2_2

A revista que mencionei no post anterior é a PhotoIcon. foi a primeira vez que encontrei, e ao desfolhar, pareceu-me ser muito boa. Não o tipo de revista baseada na técnica e materiais, mas dedicada à fotografia e aos fotógrafos, aos processos de criação, e aquilo que a imagem diz, sem ser elitista.

Ainda só tive a oportunidade de ler dois dos artigos, que não são muito longos na generalidade - uma ligada à Polanoir em Áustria, e outro dedicado aos "Smudgers" - os fotográfos da fotografia-à-lá-minute por esse mundo fora. Visualmente a revista é belissima, e apresenta boas imagens e temas. Espero poder ficar hoje á noite á ler um bocado lá na adega.

Se a encontrarem, eu recomendo!

2007-08-17

Dicas

E porque hoje o post tem de ser rápido (há teatro hoje no Centro Recreativo Murtoense, e eu vou andar pela adega no apoio - hoje e amanhã), queria só deixar uma dica que também me foi dada pelo Paulo Carrasco ontem ou anteontem: George Jardine on Lightroom and Digital Photography e 101 Hidden Tips & Secrets For Photoshop. O primeiro é o blog do George Jardine com podcasts dedicados à aplicação Lightroom e a fotografia digital (com entrevistas e afins). Saquei uma série delas para ouvir, e pode interessar a mais povo. E por falar em podcasts, esta semana saiu o novo do Lightsource/studiolighting.net com entrevista a Roman Salecki e q é uma audição interessante.

Já ligado ao segundo link, refere-se a uma longa lista de atalhos do Photoshop; uma lista sempre útil para aumentar a eficiência de uso da aplicação.

Hoje tive por Aveiro; fartei-me de procurar blackout mas felizmente consegui encontrar. Também orientei as molas para o back (réguas metálicas). Portanto tenho o q me falta em termos de material. Ver se amanha já começo a acabar a máquina. Não pude deixar de passar no quiosque da rotunda e encontrei la uma revista nova, que parece muito fixe. Amanha falo dela... :D

FinePrint

pedro-e-Marco

Hoje recebi os slides da Fineprint. Tinha enviado dois rolos que saquei, um durante a festa do emigrante na Murtosa, com imagens da regata de moliceiros, e o segundo do fim de semana, no campeonato da Blast Boardshop.

Já há alguns anos que não há nenhum serviço de revelação de slides na região (ou pelo menos que eu conheço). Os labs locais n tem, e em Aveiro, o Distrimagem do Oita desistiu do processo há cerca de 5 anos. Tudo o q era slide na zona geralmente era enviado para o Porto. Já mandei rolos para o porto para revelação, na mão do Victor Martins que por lá andava a estudar, e que passava frequentemente na Colorfoto. calhava bem.

Mas agora n esta lá (tá de férias) e eventualmente quererei revelar chapas slide (quando tiver a 4x5" completamente funcional) e sentia necessidade de encontrar um novo local. A FinePrint, alem dos serviços de impressão, mantém um serviço de revelação de praticamente todos os formatos, desde o preto & branco ao negativo e positivo a cores, e de muitos formatos desde o 35mm ao 8x10". Perguntei se aceitavam envios por correio; responderam que sim, e que geralmente era pago à cobrança (deviam ter esta info na página junto dos serviços).

Enviei na segunda, recebi hoje (quinta). 3 dias se n contarmos com o feriado. Portanto um serviço rápido (geralmente para o Porto implicava uma espera de cerca de uma semana). Em termos de embalagem estava óptimo - slides em folhas de arquivo, num envelope envolvido em cartão canelado, para evitar a dobragem, e tudo isso dentro de um envelope bem vedado. Portanto os slides estavam bem protegidos, e um serviço bem melhor que o típico rolo do slide numa lata dos rolos de 35mm. Preço? barato para o tipo de serviço - 5€ o rolo + portes e cobrança. Geralmente o rolo de slide noutros serviços custa 8€. Fiquei satisfeitissimo.

Quanto à imagem deste post, do Pedro da Blast e do Marco Roque, foi a digitalização possível a partir de um slide sub exposto. Enganei-me completamente a calcular a exposição. O fotómetro estava nas mãos da Victor que tinha uma sessão importante, portanto fui me fiando com o fotómetro da digital. Estava encoberto, portanto assumi uma iluminação uniforme. Mas infelizmente a D70 tava a ISO 640 em vez dos habituais ISO 200, que só reparei no fim do dia.... Nem da polaroid me apercebi do erro... Prá próxima...

2007-08-14

Galeria do Campeonato Blast Boardshop

Já coloquei on-line a galeria de fotos do Campeonato da Blast do fim de semana. Infelizmente algumas imagens parecem-me um pouco mal processadas. A maquina estava em auto, e ficaram em muitos casos subexpostas. Para agravar, a galeria foi processada no portátil (processador e hardware em geral bem mais rápido que o meu desktop) e o monitor estava mal calibrado. Ou seja, o monitor do portátil estava brilhante demais, e o que parecia estar OK estava na realidade subexposto. Eventualmente terei de fazer uma segunda passagem pelas imagens para corrigir.

Como nota, 90% das imagens foram sacadas pelo Nuno Aires, irmão do skater Renato Aires. Eu estava como júri e não podia andar a fotografar a acção. Entreguei-lhe a maquina em modo Auto para não ter que se preocupar com nada a não ser composição e focagem. Esteve bem :D

Ainda aproveitei para queimar dois rolos do médio formato - um de slides e um neg. Ambas devem estar completamente subexpostos. Usei a digital para medir luz, mas tinha a digi a ISO 640 (de uma sessão anterior) e fiz mal as contas. Oh well...

2007-08-12

Moliceiro - registo de um passado recente

moliceiro

Ontem foi o campeonato de skate da Blast Boardshop, na Gafanha da Nazaré. Como sempre, foi um dia excelentemente bem passado. Felizmente não tivemos o típico sol intolerável, o que foi óptimo para a skatada. Em primeiro lugar, ficou o Elson, e o best trick foi ganho pelo João Bola com um BS Feeble no corrimão grande. E natrualmente, das coisas mais comentadas do dia foi a queda de cerca de 15m do skater australiano Jake Brown nos X-games deste ano. O incrível é que saiu da rampa a caminhar... (não é como aqueles "#%"&$%& do futebol que precisam de uma maca para resolver um um toque numa canela...)

No caminho de volta aproveitei para fazer duas paragens. Uma foi no Centro Avenida/ Forum. Depois das despedidas do pessoal da Blast Boardshop, dei um salto à Bertrand a ver se encontrava alguma das habituais revistas, que não encontrei.

No entanto encontrei (já a sair) em destaque este livro : Moliceiro - registo de um passado recente. Trata-se de uma edição em livro da colecção de imagens do Michael Bry feitas cá na região, a documentar os Moliceiros. Contém as séries "Aveiro Blues" e "Moliceiros". A primeira série apresenta um olhar algo melancólico sobre a actividade da ria, enquanto a segunda série regista o processo (incrível) da construção de uma embarcação nos estaleiros e que rendeu um conjunto interessantíssimo de fotografias. O livro está bastante interessante e leva nos a ver e rever continuamente o seu conteúdo. O único senão que encontrei é aquilo que me aparenta ser uma má impressão, mas posso estar enganado. A edição é da Folio Edições com o apoio da Rota da Luz, e custa €17.90 na Bertrand.

Quanto ás paragens, a segunda foi no IZI, ainda na busca dos materiais em falta - blackout para o fole (mas não encontrei cortinas do género por lá), e material para fazer a ola do back. A mola encontrei, e na coisa mais incrível que podia imaginar - numa régua/esquadro metálico!! Tem a fléxibilidade necessária não dobrando e mantem bastanta tensão, q considero mais q suficiente para suportar o suporte do despolido :D Agorá e´só o processo de o cortar e aplicar!

2007-08-10

Concursos Fotográficos em Aveiro

Hoje recebi o mail com a noticia da abertura das inscrições para o concurso Aveiro Jovem Criador 2007. O regulamento ainda não está no site da Câmara Municipal de Aveiro, mas transcrevo as principais pontos do concurso, da parte de fotografia:

1. Tema
No Concurso “Aveiro Jovem Criador 2007” o tema, na área da fotografia, é livre, sendo que, as imagens apresentadas deverão constituir um único tema.

2. Candidatos
Cada artista pode concorrer unicamente com um trabalho fotográfico, cujo limite de imagens não poderá ultrapassar as cinco.

3. Especificações Técnicas
3.1. O trabalho deverá ser apresentado em suportes tradicionais: preto e branco ou cor, sem qualquer transformação de carácter digital.
3.2. Cada fotografia deverá possuir dimensões no máximo de 1m2, sob pena do trabalho não ser considerado a concurso.
3.3. Cada fotografia deverá ser entregue em suporte rígido com ou sem moldura.

(...)


Também a decorrer esta o concurso "Construções em Terra em Aveiro... e no resto do Mundo" recebe trabalhos até 28 de Setembro. A descrição e regulamento pode ser visto no site da Câmara Municipal de Aveiro

E por fim, não esquecer que até o dia 15 de Setembro, estão abertas as inscrições para o 1º Concurso Internacional de Fotografia - Aveiro/Rota da Luz

Já só falta o fole...

lente

  • Estrutura

  • painel da lente

  • back (+/-)

  • fole


  • Na realidade falta o fole, as molas do back (tá difícil) e dar os últimos acabamentos (tinta preta matt para o interior, e segunda de-mão de cor no exterior).

    Há pouco chegou a lente - uma Schneider 150mm f4,5 (5.6 é a primeira marca, mas o controlo ultrapassa) em óptimas condições. Só a passagem do controlo de tempo de obturação é que está um pouco perro (mas fui avisado de tal). De resto a óptica tá limpa e funcional!

    Já andei a brincar um pouco com o processo de focagem. Tenho que dar um ajusto nas bases, especialmente na bucka q esta ligeiramente saliente. É algo perro, mas com jeito a coisa anda bem. Se calhar mais tarde, se justificar, posso tentar implementar um ajusto fino. O que preciso mesmo é cortar o rail q com o comprimento que está, é muito trapalhão. Assim que tiver o fole, resolvo isso...

    Algumas das alterações do modelo

    Bem, isto agora tem uma série de coisas que já queria ha uns tempos!

    À esquerda, como era habital, ficam os links principais do blog - Links pessoais tem os links "meus" - o Hi5 e myspace, para quem quiser adicionar, o meu site, o notebook do Google com uma série de recortes publicos, e o Astore, com uma pequena selecção de livros.;

    Segue os temas principais - estes links baseiam-se nos tags presentes nos posts e vou ter de rever os mais de 370 posts deste blog (!!!) para por aquilo eficiente. O blogger até tem um widget que mostra todos os tags, mas são tantos... Tentei reduzir, mas perdi demasiado tempo a tirar o que não devia - preferi escolher alguns (principais) e adicionar aos posts relevantes. Esta vai demorar a pôr em ordem!

    Por fim, e o q acho a mais valia é a lista do repositório - tem link para TODOS os posts do blog, baseado na ano e mês do post. É sem duvida muito mais funcional. Mais ainda se juntarmos as propriedades de paginação do blogger (older posts / newer posts no fim da página).

    À direita começa o blogroll - estão listadas os títulos dos últimos posts de alguns blogs/sites que acompanho e que está implementado por mais uma das novas funcionalidades do blogger. Por baixo do blog roll, ficam os feeds de alguns podcasts que acompanho, e por fim a lista de links a sites ligados a fotografia, que tenho de acabar de importar do modelo antigo.

    A última coluna é dedicada à publicidade, quer de eventos locais ou em que participo, quer de trabalhos meus. Por baixo fica a lista de livros da Amazon que recomendo.

    A página ficou bem mais larga com o modelo de 4 colunas
    é recomendado monitor de 1280 pixeis (ou pelo menos 1140). No entanto, em monitores mais pequenos, a única coisa q n é vista é a publicidade, e quanto muito, os links
    tudo o resto deve caber bem.

    Se quiseres sugerir algo, disponha! Espero que gostes, e que os links extras sejam úteis!

    2007-08-09

    National Geographic - Os Fotógrafos



    Quem é amigo, quem é? Verdade, é o Paulo Carrasco - Não mandou apenas um link, mas sim a lista dos 9 links/vídeos do YouTube que compõe o vídeo, da National Geographic que fala dos seus fotógrafos!

    Parte 1 : http://youtube.com/watch?v=bdhWGCyYaHQ
    Parte 2 : http://youtube.com/watch?v=dC5DgVxDtUE
    Parte 3 : http://youtube.com/watch?v=yTOKthG2qms
    Parte 4 : http://youtube.com/watch?v=3SwFQ2anQGs
    Parte 5 : http://youtube.com/watch?v=qHSFpHtJxAg
    Parte 6 : http://youtube.com/watch?v=_c5B9XlXu8Y
    Parte 7 : http://youtube.com/watch?v=47OWHSLjbLY
    Parte 8 : http://youtube.com/watch?v=vqp8C-LFvRI
    Parte 9 : http://youtube.com/watch?v=vqp8C-LFvRI

    E lá se vão 45 minutos da vida de um gajo ;)

    Blast Boardshop - Campeonato Distrital!

    CAMPEONATO-DIST.-07_450

    Este sábado, dia 11, há campeonato de skate, no skatepark da Gafanha da Nazaré. A Blast Boardshop organiza a sua 6ª edição do campeonato distrital! Vai ser um dia em cheio, como sempre!

    2007-08-08

    Governo Sombra @ Calada Caffe



    Já está disponível a (pequena) galeria de imagens do concerto de quinta feira, de Governo Sombra, no Calada Caffe da Torreira!

    Galeria Governo Sombra @ Calda Caffe

    2007-08-07

    Actualização do modelo

    Nos próximos dias vou mexer um pouco no layout do blog, para ver se aproveito algumas funcionalidades "novas" do blogger. Se isto estiver com aspecto estranho, já sabes porquê!

    Murtosa - uma terra a descobrir

    murtosa---uma-terra-a-descobrir

    No fim de semana, durante a festa do emigrante no Bico, estava montada uma banca de venda bem no centro. O produto era o livro "Murtosa - uma terra a descobrir - Romaria do S.Paio da Torreira". Já havia reparado numa publicidade numa das lojas locais, mas só mesmo no domingo é que tive oportunidade de ter contacto com o livro.

    O livro, em pouco mais de 100 paginas retrata a romaria da festa do S.Paio - começa com a apresentação do concelho, passa pela apresentação da festa (mais pela vertente religiosa do que pela a animação), e finda com a secção dedicado ao barco moliceiro. O livro está repleto de imagens locais (fotografia de Carlos Pelicas) e texto descritivo dos temas abordados (texto de Ana Maria Lopes).

    É, sem dúvida um óptimo livro, especialmente para quem quer ver aquilo que representa o S. Paio.

    Edição: Consciente audiovisuais e multimédia
    Texto: Ana Maria Lopes
    Fotografia: Carlos Pelicas
    Preço: €17

    2007-08-06

    Polaroid 55 flickr group




    É por esta e outras que gosto das Polaroids! E este group do flickr é só Polaroid 55 (o q dá positivo e negativo). É um grupo com mais de 800 imagens de excelente qualidade, e contibutos de bons fotografos, nomeadamente o Brooks Ayola e Clive Alex(autor da imagem de cima), entre muitos outros.

    2007-08-05

    Regata

    Regata

    O inicio da regata de ontem, da festa do emigrante, junto ao cais do bico. Scan de uma prova instantânea em FP-100 (Fuji)... Ontem andei com a Bronica, carregado com um rolo de Velvia pra ver no que dava. Os papeis a cores da Fuji são péssimas - só mesmo para provas!

    2007-08-03

    Links!

    Bem gera, Ontem o concerto... ui! ui! Grande show! Tirei algumas imagens mas ainda n tive hipotese de dar um toque.. apenas ver e marcar algumas. Logo que possível, elas aparecem!

    Mas de qualquer maneira, há uma série de novas descobertas, graças ao Carrasco e a muito blogs por aí. Aqui vai a lista!

    The FStop Mag

    The FStopMag vai já na sua segunda edição, e apresenta quer uma amostra quer uma entrevista a alguns fotógrafos com excelente trabalho. É sem dúvida uma óptima leitura para quem tem curiosidade em conhecer o que está por detrás de algumas imagens!

    Jeremy Cowart
    O trabalho do Jeremy Cowart é um "MUST SEE"! Um estilo fabuloso e trabalho belissímo - "eye candy" puro! E se não chegar, o Jeremy é o convidado do ultimo (46º) podcast do StudioLighting.net!

    Digital Photography one-on-one


    E por falar em StudioLighting.Net, A SnapFactory associou-se ao site para produzir uma série de video-tutorials muito bem produzidos e didácticos. Chama-se Digital Photography 1 on 1. Há 3 episódios : #0 - iluminação "borboleta"; #1 - obturador e equilíbrio de luz ambiente com flash,e #2 - medição com fotómetro (é o episódio em cima).

    2007-08-01

    Carlos Matos - fotografia



    Hoje recebi um mail do Carlos Matos, a mostrar uma maquina de grande formato que ele construiu há dois anos e a indicar um link com info para ajudar na construção do fole. Trata-se do site do Phil San, e contém informação muito útil quer sobre a construção do fole quer de toda a maquina. É sempre útil ver links e mesmo imagens de trabalhos q o pessoal tem efectuado. Aliás , toda a construção da maquina que estou a fazer está baseado em pedaços de informação visto e recolhido das mais diversas fontes on-line. Se mais alguém tiver imagens e info que possa ser útil, deixa um comment ou manda um mail. Especialmente de backs!

    E não se esqueçam q podem acompanhar a construção da máquina no fórum do Fotosensível!

    Entretanto, não pude deixar de espreitar (e mencionar) o site do Carlos. Ele tem um trabalho de preto e branco de grande qualidade, e recomendo vivamente a visita para ver. Acredito que ao vivo e em papel, as fotos devem ser ainda mais surpreendentes. Gostei especialmente das galerias "feijão frade" e "lavarias" na secção dos novos trabalhos.


    http://carlosazevedomatos.no.sapo.pt/

    2007-07-29

    Primeira parte - completa!

    parte1_450

    • Estrutura
    • Fole
    • Back
    • painel da lente


    A estrutura já esta completada, ou quase.. na realidade falta apenas adicionar um elemento de ligação entre o rail e o tripé. A peça está lá (a peça central no rail) mas falta adicionar a rosca de 1/4"... e que tenho de descobrir como vou fazer. Imaginei que uma chapa furada e enroscada com rosca de 1/4" seria uma possibilidade, ou uma porca soldada na chapa, mas o "grande problema" é mesmo a medida - 1/4" - ou seja uma rosca não milimétrica. Por acaso em tempos andei a procura na "sucata" da garagem por porcas do género e tinha umas poucas q guardei.. não sei aonde.. Mas a porca soldada a um a chapa metálica, fixa á madeira deve ser muito provavelmente a solução mais simples.

    De qualquer forma, faltam essencialmente 3 partes - "Painel da lente (q farei apenas quando tiver a lente), o fole, e o back/suporte de película. O back e o fole são, sem dúvida, as partes mais complexas. O back tem de ser planeado de forma meticuloso para ser funcional. Tenho q ver onde posso orientar as chapas de molas para efectuar correctamente o movimento e fixação do suporte de película. Nas grande formato, o visor é o vidro despolido, sem nenhum tipo de material a obstruir a projecção da imagem da lente sobre o vidro. Depois de composto e focada a imagem, o suporte da película é inserida entre o corpo da maquina e o despolído, que se serve de molas para pressionar o suporte contra o back. Parece simples em teoria, mas o plano da película e do vidro tem de ser posicionado muito precisamente para preservar a focagem.

    A outra peça importante é o fole, pois esta requer os materiais certos - tem de vedar a luz. A página do Phil San é bem descritivo - "blackout" no interiore outro material (Nylon) para a superfície exterior. Já a página do Joe Smigiel tem o passo-a-passo do processo. Foles costumizados comerciais ainda são carotes, portanto vou arriscar fazer o fole. Só tenho é de arranjar o "blackout". Se alguém tiver e quiser despachar, manda-me um comment ou um mail. Ou se souber onde posso adquirir em PT o material, também dava jeito ;)

    A aventura continua! ... :P

    2007-07-25

    Model Mayhem, Jim Fiscus, e Photosynth

    Model Mayhem - Lighting Setup tutorial

    O fórum do site Model Mayhem tem um thread espectacular dedicado a iluminação, em que alguns excelentes fotógrafos colocam imagens e configurações de iluminação. Serve para a partilha de métodos e uma discussão técnica engraçada.

    o link: http://www.modelmayhem.com/p.php?thread_id=96872&page=1

    De referir, é possível descarregar através do endereço http://www.kevinkertz.com/fm/LightingSetup.psd.zip os ficheiros para criar os esquemas de iluminação. É um template porreiro, e no primeiro post há alguma info de como utilizar.

    Entrevista a Jim Fiscus

    O Altpicks.com tem uma entrevista interessante ao fotografo comercial Jim Fiscus. Uma leitura interessante!

    http://altpick.com/spot/jim_fiscus/index.php

    Microsoft Photosynth

    E por fim, a coisa mais espectacular que tenho visto nos últimos tempos a nível de inovação. O Photosynth é uma aplicação de que recria espaços multi dimensionais com base em imagens. O espaço criado é navegável e permite analisar os pormenores com base na colecção de imagens recolhidas. Não se trata apenas de imagens recolhidas de forma propositada - são imagens aleatórias do espaço. Imagina recriar um espaço conhecido, apenas com base em imagens recolhidas do Flickr, por exemplo!

    O TED.com tem um vídeo do discurso de apresentação da aplicação, pelo criador Blaise Aguera y Arcas. É realmente de ficar boquiaberto! E deposi quando estiveres mortinho para o testar, basta seguir o link http://labs.live.com/photosynth/default.html para experimentar a demo da aplicação. É verdadeiramente lindo a fluidez da visualização! 5*!

    2007-07-24

    4x5 Update

    preview

    Como adoro trabalhar madeira... Sério, gosto imenso apesar de não ter muito jeito. Felizmente há ferramentas porreiras para usar, que ajudam a evitar as desgraças maiores. E mesmo assim....

    frames

    Anyway, Dos progressos, já me percebi de pelo menos uma alteração importante a fazer. Os suportes em U vão ter que ser construídos de outra forma. Comprei uma fresa para usar no berbequim, mas é impossível manter o berbequim estável no montante, ou então a cabeça do berbequim perfeitamente vertical, e portanto o corte de fresa sai todo torto. Portanto vou passar a usar ripas coladas já com os espaços livres a ver se rende!

    fresa

    2007-07-20

    What the Duck - o livro!



    O comic mais querido por entre fotógrafos - What the Duck - agora está em livro! Para comemorar o primeiro aniversário da tira, o autor Aaron Johnson lançou a colecção do primeiro ano em livro. A não perder!

    Le D.I.Y. 4x5

    frame001

    Decidi arrancar sem grande planeamento prévio, mas o suficiente para saber o q se está a passar, da maquina monorail 4x5! Estive algum tempo no AKI a fazer compras de alguma madeira e ferramenta para usar no processo; Vai ser divertido!

    Também iniciei um thread no Fotosensível para documentar o processo e partilhar e discutir com colegas opções e dúvidas. Está numa área do forúm aberto ao publico, portanto todos devem ter acesso. Relembro que o Fotosensivel (FS) tem um "trial period" de 15 dias gratuito, para quem quiseres experimentar antes de se inscrever.

    Ontem ocnsegui um back polaroid 545 (é de 4x5") no ebay, portanto essa falha fica colmatada. Falta só a(s) lente(s). Se alguém tiver uma 210mm disponível, ou mesmo uma 150 ou 180, avisa!

    2007-07-17

    Muita coisa com que perder umas boas horas!

    Hoje foi um pouco louco - encontrei e apareceu-me tanta coisa interessante q secalhar não conseguirei divulgar tudo convenientemente Aqui vai:

    MarioNogueria.com

    O blog do Mário apareceu-me via um comment que ele colocou no post do DIY de Grande Formato. E ainda bem que apresentou o seu blog, que é muito bom e uma leitura interessante. Recomendo vivamente a leitura do post e links associados do Aberturas, Difracção e DOF.

    Aprender a olhar

    O Saisdeprata-e-pixeis de Madalena Lello tem um posto muito interessante hoje dedicado ao fenómeno da percepção intitulado "Aprender a Olhar" Este é um dos temas que em tempos tentei aprofundar, se bem que apanhei apenas levemente. Mas é de facto interessante tentar entender o fenómeno, incluindo o Gestalt.

    29 Palms, CA

    Da newsletter da unsaleable.com vem a noticia do trabalho de Stefanie Schneider - o futuro filme "29 Palms, CA". O filme terá como base principal Polaroids, que é a base de trabalho principla da fotografa, e incluirá Super8 e 16mm. Muito interessante a ideia, e lindíssimo o trabalho dela!

    Aperture.org

    Um dos livros que me chegou hoje (já irei referir) vinha com publicidade da revista Aperture. é publicada 4 vezes ao ano e perece ser MUITO boa. Cara, mas muito boa. Espero conseguir encontrar uma edição em momento oportuno para ver. a assinatura anual é cerca de $60.

    Livros novos!

    Hoje chegaram 3 livros novos, e espero poder falar melhor deles nos próximos dias:

  • Image Makers, Image Takers - Encontrei esta há dias na FNAC de Gaia e n levei na altura n sei bem porquê... (talvez o preço?). Mas decidi posteriormente encomendar. Em um livro com entrevistas a fotógrafos, editores, e curadores procurando ver o q os motiva e inspira. Conta com entrevistas a LaChapelle, Salgado, Von Unwerth, Alec Soth, entre muitos outros. Já li, claro, o de LaChapelle. Adorava que fosse mais longo, mas pelo menos assim não é cansativo de ler.

  • Guy Bourdin - tenho um numero limitado de livros de autor. Um dos que queria ter na colecção era Guy Bourdin, que foi um importante fotografo dos anos 70 em moda. Do pouco trabalho que tinha visto até hoje, gostei imenso. Agora tenho algo que posso usar como referência.

  • Diane Arbus - depois de falar sobre as imagem dela no blog, procurei mais sobre a autora e encontrei este livro. 80 imagens dela. Muito interessante. Já dei a primeira vista de olhos e sei que merece o olhar atento.

    One Minute @

    O One Minute @ é um novo projecto do meu amigo Paulo Carrasco. "An ordinary guy with some minutes to share". O conceito é muito engraçado, e espero ver a continuidade do projecto!

  • Sucata

    sucata_correct_117

    Eureka!

    normaloption

    Graças ao grande amigo Paulo Carrasco, encontrei finalmente a opção de manter as marcas da película na imagem scanada, no software da Epson! Basicamnete, ela anda escondida. No botão de preview, tem uma seta memso ao lado, q é um botão novo, e que apresenta um menu em que os thumbnails estão seleccionado. Bsta (é tãããããoooooo simples) seleccionar o modo normal, e a janela preview passará a mostrar toda a área iluminada pelo scanner. That simple!

    citando: "...borrego :D não lês os manuais! :D"

    Scans de processos cruzados

    Acho que posso contar pelos dedos o numero de vezes que consegui uma imagem decente com o processo revelado com o processo cruzado. E sobretudo penso que se trata de problemas de processo.

    O processamento cruzado tem por base a revelação de película em química "inadequada", nomeadamente a revelação de película de slides (positivos que requer químicos do processo E-6) em químicos usados para revelar negativos a cores (processo C-41). Na realidade o processo funciona, no entanto o resultado é um negativo. E dependendo da película, esta terá uma core base diferente da habitual laranja/castanho dos negativos a cores. No caso do Fuji Astia, o resultado é um negativo verde.

    Deste modo, apesar de termos uma imagem presente, temos as cores trocadas e contrastes alterados. Tradicionalmente, a impressão seria feita normalmente no laboratório, como para um negativo, mas com um ajusto de filtragem mais trabalhada para tentar aproximar as cores. E os resultados tendem a ser fabulosos, com cores ricas e fortes.

    Scanar é que mais "doloroso" em termos de processo. O facto prende-se que a generalidade do software procura a cor alaranjada da película para corrigir,e como não o encontra, os resultados são... esquisitos. E os softwares do scanner geralmente não tem uma opção de escolha para o ajusto automático das cores, porque não existe propriamente um ajusto correcto - a química destruiu essa opção, basicamente. Mesmo assim tem de haver uma forma de obter resultados minimamente satisfatórios para preparar a restante edição. Numa pesquisa, encontrei este thread no fórum do photo.net com uma sugestão de scanar como se fosse película preto e branco. Decidi experimentar e fazer comparações.

    cross_posScan
    cross_negScan
    cross_bwScan

    As três imagens em cima são as previsualizações para scans como película positivo, negativo e preto e branco, respectivamente. À esquerda são scans sem qq ajusto de cor ("reset" no software da Epson) e à direita é o scan com o ajusto automático. Como é visivel, como positivo temos a película no seu estado original - verde! Como negativo de cores, é feito um ajusto automático e que reforça em muito o contraste. O scan a preto e branco, ignora o cast alaranjado, e a correcção é mais ténue, mas mais "flat". O típico dos negs neste caso é a existência de uma componente arroxada em toda a imagem, ou pelo menos muito notável nos céus azuis fortes, especialmente nas transições.

    cross_bwAdjust

    Seguindo as indicações do post, efectuei os ajustes de pretos e highlights e gama (o que não é nada fácil na janela tão pequena do preview do Epson Scan). Efectivamente melhorou a imagem. Um contraste mais forte e uma ligeira saturação (10) finalizou o processo de ajusto para o scan (imagem de cima). A imagem scannada dava efectivamente uma boa base de arranque para a restante edição.

    No entanto decidi experimentar, parralelamente, outra ideia. E se scannado o negativo como positivo ou como negativo ou como película preto e branco, fizesse os restantes ajustes no PS, sobre a imagem base? O Neg é uma opção horrível - é muito difícil de efectuar os ajustes (pelo menos sem correcção automática).

    No caso da imagem positiva (verde) a imagem produzida ficou muito claro e arosado. Aplicando ajustos no histograma (ponto preto, e ponto branco), apareceram as cores "correctas" (ou pelo menso muito próximo do que poderia esperar). Duas curvas ajustaram o contraste para o seguinte resultado:

    cross_posPSadjust

    Um dos problemas do Epson scan, e que considero grave, é q o crop é sempre automático. É util, mas volta e meia há uma imagem da qual o software não consegue detectar correctamente, e é recortado demasiado da imagem. Nesse aspecto, o Silverfast é muito mais atractivo, e até permite manter as margens! Neste caso esse problema surgiu com a versão positiva...

    A outra tentativa foi com a versão scannado como preto e branco (a 24bits de cor).O processo ignora a inversão das cores, visto que já está correctamente colorido, e restringe-se à correcção de tons - levels para corrigir o ponto negro e curvas para o contraste. A curva do Cross-process do PS3 n resulta, infelizmente. duas curvas com o preset "Strong Contrast" resulta bem. O resultado com uma e duas curvas, respectivamente:

    cross_bwPSadjust
    cross_bwPSadjust2sc

    Com 2 curvas aplicadas, é possível que o contraste esteja demasiado agressivo. tem piada ver que com um black and white aplicado (e filtro azul, e amarelo ajustado) a coisa tb fica engraçada!

    cross_bwPSadjustBW

    2007-07-15

    Freelance Switch

    Freelancing, geralmente, não é fácil. E ter informação, muita informação, nunca é demais no auxilio da manutenção do negócio.

    Ainda hoje estive durante algum tempo a colocar uma resposta a uma pergunta sobre freelancing, no forum do Fotosensivel. Deixei lá um post extenso, essencialmente com as coisas que aprendi no último ano - não só com os erros cometidos, mas também com as dicas que aprendi lendo alguns blogs e livros - nomeadamente a do John Harrington e do Dan Heller, como também da experiência de amigos a trabalhar na área.

    Enquanto procurava um famoso posto sobre os preços praticado (top ten signs you may be charging too little), aprecebi-me que o site onde estava era dedicado ao tema de freelancing e tem muita informação útil. Para quem estiver na situação de freelancer, o site FreelanceSwicth.com pode ser uam ópitma fonte de informação auxiliar ao negócio. Muito útil também é a ferramenta de cálculo de honorários. Merece a visita contínua!

    2007-07-13

    D.I:Y. de Grande Formato

    kirby45

    Grande formato, especialmente o 4x5", é algo em que gostava de me aventurar. Cada vez que olho para imagens produzidas neste formato, especialmente as Polaroids, fico entusiasmado com a ideia de poder experimentar.

    Uma das opções, e viável, é a construção de cameras de grande formato. Há designs muito simples e eficientes, que permitem uma grande variedade de movimentos. Geralmente a única peça que tem de ser adquirido é a lente e por vezes o fole e os backs.

    Neste momento estou a ponderar seriamente me aventurar neste tipo de "puzzle". Já tenho um back de Polaroid 3-1/4" x 4-1/4" que usei para fazer o pinhole para Polaroids de médio formato. Este back é efectivamente para ser usado em maquinas 4x5" - adapta-se á maquina, mas usa papel num formato ligeiramente menor.

    Pela web, há muita informação sobre a construção deste tpo de máquinas. Há inclusive kits comerciais, nomeadamente o da Bender e o Bulldog (disponível no site da lomography por menos de €300). Mas construir, apesar de ser um processo relativamente demorado, sempre torna o mecanismo mais pessoal.

    Anyway, o que queria realmente apresentar neste post é o site produzido por Rayment Kirby, dedicado à construção de máquinas de grande formato. É, sem dúvida, a melhor apresentação que já vi num site deste género, e o texto tem muita informação útil que deve ser lida com atenção, por quem pretender realizar algo do género.

    Outra fonte importantíssima de informação é o site do Jon Grepstad com uma enorme quantidade de informação e links.

    Microsoft Prophoto

    ms

    A Microsoft produziu um site bastante atractivo ligado à fotografia profissional. O site do Microsoft Professional Photography contém uma série de artigos dedicados ao workflow de alguns profissionais, como os aplicados pela revista Sports Illustrated num jogo de basket (é extraordinário os meios empregues) e da National Geographic, artigos sobre questões técnicas de workflow, gestão de cor e backups, e galerias de profissionais seleccionados e biografias associadas. Merece uma visita pela qualidade da informação que apresenta!

    2007-07-12

    entrevista a Tod Papageorge


    O blog do fotografo Alex Soth tem dado especial atenção ao trabalho de Tod Papageorge, esta semana. Hoje foi publicado uma entrevista ao autor, e uma leitura interessante.

    A motivação? A edição do novo livro de Papageorge - Passing Through Eden - despertou a curiosidade em Alec para descobrir mais sobre o Papageorge. Há toda uma série de posts sobre o autor, apresentando imagens, e textos relacionados, desde os paralelos com Winogrand e Friedlander (que eram amigos), à sua ligação à poesia e a morte de Szarkowski.

    2007-07-09

    Polaroids

    Há algo de cómico em bloggar. Assim que coloco um post, consigo imaginar mais meia dúzia de potenciais posts. Como este...

    No ultimo post falava de Denis Felix e o seu trabalho em Polaroids. Imediatamente lembrei da grande fonte e informação que é o site da Polaroid. Além da informação tecnica sobre as várias emulsões, há a tão importante secção "Creative". Esta secção é virada para os artistas que utilizam Polaroid, os seus trabalhos, e técnicas de uso das Polaroid como meio criativo. Há muita informação muito boa sobre os produtos e técnicas de manipulação.

    Também nesta secção encontra-se o P Magazine, revista on-line dedicada à Polaroid e artistas que a usam, e que infelizmente acaba na sua 28ª edição. É pena que tenha acabado, pois eram apresentados muitos e bons autores. Nesta ultima edição destaco o trabalho de Polly Chandler, uma estudante finalista de fotografia, e que utilizou Polaroid 55 (4x5) na sua tese.



    A combinação grande formato e Polaroid é tão fabuloso. Basta olhar para as imagens. É o formato, a perspectiva, e a profundidade da focagem que se pode impor na imagem, e que por si só traduzem uma imagem agradável. Depois é a própria qualidade da Polaroid - a gama tonal que apresenta, o "efeito" de moldura que a descolagem impõe. É bonito, e único. E tudo isso,aliado à visão do autor, traduzem um fabuloso veículo de comunicação de emoções. é algo extremamente visível em retratos. A Polly demonstra-o bem.

    Unsaleable
    A próxima paragem pós inspiração foi ao site Unsaleable. É um genéro de loja on-line "especializada em Polaroid. Tem diversos especiais para o formato 600 e SX-70, com papeis enfeitados e afins. Também vendem as peliculas principais - o 55 (preto e branco formato 4x5"); e o q me mais interessa no momento - o 665.

    O 665 é uma película preta e branca de 3-1/4" x 4-1/4". É a dimensão do papel usado nos backs Polaroid para o médio formato, principalmente. Há, no entanto, backs para máquinas 4x5" mas que aceitam papel destas dimensões. Qual a vantagem? Possibilidade de usar um papel/filme de grande qualidade numa grande formato, mas a um preço bem mais reduzido, pois o papel é mais pequeno (e que, contrário ao 55 que é carregado folha a folha no holder, suponho, o 665 vem em packs). Semelhante ao 55, o 665 também produz um positivo em papel e um negativo em película, de óptima gama tonal, e reutilizável para contactos e ampliações. Infelizmente a Polaroid cessou a produção portanto o que existe os últimos packs. Pelo menos a 55 ainda não acabou...

    2007-07-08

    Denis Felix



    Já corri uma dezena de revistas do conjunto. Sem duvida nenhuma que a edição mais interessante até agora foi #314 (Out.'94). Um especial de moda com abundância de Thierry Le Gouès, Herb Ritts, Jean Loupe Sieff, Lilian Bassman (que desconhecia e gostei), e especial atenção ao Richard Avedon. Também da para reparar na importancia dalgumas modelos na época - Linda Evangelista, Kate Moss, Nadja Auerman, Cindy Crawford e a Claudia Schiffer.

    Mas neste post queria referir o Denis Felix. O trabalho dele aparece na #312 (Jul.-Ago '94). Denis é um fotografo que trabalha essencialmente com Polaroids no formato 4x5". Além de algum historial do fotografo (em francÊs, mas relativamente compreensível) é mencionado o "modus operandi" do Denis - camera Linhof Technika IV (4x5"), objectivas Symmar 210mm/f5.6 e 135mm/f3.5 (equivalente a 85mm e 45mm no formato 35mm), filmes Polaroid 55 expostos a ISO 40, com exposições que rondam nos 1/10-1/50s e aberturas de f5.6-f8. As Polaroid 55 são óptimas pois, além da imagem fixa em papel, ainda oferecem um negativo de grande qualidade e reutilizável.

    Há muito que gosto do trabalho em Polaroid e que apetece experimentar (falta é o 4x5" e algum dinheiro para investir nos filmes). Mas um dia hei de experimentar. Para já vou apreciando as imagens de autores como o Denis que conseguem criar excelentes retratos com o formato!

    2007-07-07

    Today was a good day...

    Lembrando o título da musica do Dr. Dre, hoje foi um dia interessante por dois motivos, principalmente. Primeiro, finalmente tenho som no meu veiculo. Já não preciso andar com o auscultador do mp3 no ouvido.

    Segundo, recebi uma encomenda "especial" - 53 edições dos anos 90 da revista PHOTO. Andavam no Miau umas 30 e a vendedora ainda tinha algumas a mais por lá. Há revistas até dizer chega! Agora, já só faltam umas 300+ para ter a colecção completa. É natural que eu venha postar sobre algumas imagens encontradas e/ou edições. :P

    2007-07-06

    Pontosi

    Hoje recebi do meu colega e fotog Paulo Carrasco (vejam o novo projecto dele!) um link para um site/loja online "novo" - o Pontosi. é um aloja de informática e fotografia, mas tem uma grande gama de produtos de iluminação, coisa rara de se encontrar em Portugal, ainda por cima, na web!

    A iluminação disponível é, na generalidade, produtos genéricos do género encontrado no Ebay, como nas lojas Ebay da Wallimex (alemã). São óptimas para quem procura um kit de iluminação de estúdio eficiente e sem gastar muito dinheiro. Também serve pelos acessórios, como as sombrinhas, para quem quer seguir os métodos Strobist e usar flashes compactos.

    Verdade seja dita, se procuras luz de estúdio, e não estás disposto a investir no material de topo - Profoto, Broncolor, Bowens, Elincrohm, etc. (que geralmente são mais rápidos, e mais robustos e mais potentes.. e mais caros! muito mais caros!) - este é o caminho. Conheço várias pessoas que tem kits do género e estão satisfeitos. Os pontos negativos deste tipo de flash é apenas ser um produto menos robusto, e mais lento (pode demorar de 2 a 5 segundos a recarregar, ao invés do <1 segundo de uma cabeça Profoto ) mas em contrapartida, consegues obter um kit completo ao preço de um acessório dos outros. Antes encontrava um outro defeito que era a limitação de acessórios, mas isso já não e problema! Alguns acessórios de iluminação até tem adaptação a sistemas de outras marcas.. talvez encontre o produto que já há algum tempo procurava. Eu para já vou vendo as caixas...

    2007-07-01

    Como lemos uma imagen?



    Acabei de ler o segundo capítulo o The Photograph de Graham Clarke. O título é idêntico ao deste post - "How de we read a photograph". Achei este capitulo muito interessante (é uma leitura relativamente "pesada" mas se tomado bem a atenção é enriquecedor).

    "Longe de ser um 'espelho', a fotografia é um dos modos de representação mais complexos e problemáticos. (...) Necessitamos de não só ver a imagem, mas lê-lo como uma representação activa de uma linguagem visual. (...) temos de nos lembrar que primeiramente é um produto do fotografo. É sempre uma reflexão de um ponto de vista específico (...). Segundo, no entanto, a fotografia codifica os termos de referência com que moldamos e compreendemos o mundo tridimensional. Portanto existe dentro de um contexto de referência mais alargado e relaciona-se a uma longa série de histórias (...)"

    O autor passa então a utilizar a imagem de Diane Arbus "Identical Twins" (1967) como exemplo. Apesar de ser uma imagem que à primeira vista parece simples e imediato - uma fotografia de gémeas verdadeiras - a imagem é na realidade um bom exemplo "da natureza difícil do significado fotográfico".

    À partida, a noção de gémeas verdadeiras sugere a semelhança entre as duas miúdas, quase espelho uma da outra. Esta noção também reforça o conceito da fotografia como um registo documental, o espelho daquilo que vemos. "Uma gémea é o reflexo da outra. Mas 'idêntico' infere 'identidade' e o retrato do ser limitado à presença superficial de uma única imagem. Os dois aspectos abrem uma lacuna crítica entre o que 'vemos' na fotografia o que é nos pedido para 'visualizar'.

    A colocação das gémeas contra um fundo uniforme e sem qualquer informação para contextualizar, quer a época, que a condição social, retira-nos a possibilidade que colocar os sujeitos num contexto. Arbus neutralizou efectivamente o 'espaço' e 'tempo', e portanto os termos da sua existência. (Este método também é típico de outros fotógrafos, como o Richard Avedon, o que limita a visualização ao retratado e o que a superfície do retratado nos transmite).

    O elemento que nos dá uma base de introduzir a analise é efectivamente o caminho que vemos na parte de baixo da imagem, e que corre a um ângulo. Isso reflecte a abordagem da Arbus ás gémeas - a foto não via ao encontro das gémeas de uma forma paralela a elas, as olha para elas algo de lado. "Então aquilo que a imagem começa a reflectir é que, como uma linguagem, o seu significado funciona não através das semelhanças, mas através das diferenças". E são as diferenças que nos dão a identidade. Quanto mais olhamos para a imagem, mais diferenças encontramos - uma está com o sorriso e feliz, a outra esta entristecida; os narizes são diferentes; as golas tem formas diferentes; as dobras dos vestidos são diferentes; as sobrancelhas, as fitas do cabelo, a forma do cabelo, o comprimento dos braços.. diferentes. E quanto mais olhamos, maior o numero de detalhes que encontramos que aumentam a tensão. Contrário ao titulo, as gémeas não são idênticas, mas sim diferentes, e portanto cada uma com uma identidade própria!

    Clarke continua no capítulo referindo Barthes e o ensaio "Camera Clara" e a visão deste sobre a leitura de imagens. "(...) ele identifica dois factores distintos no nosso relacionamento com a imagem. (...)studium sugere uma resposta passiva (...) mas punctum permite a formação de uma leitura crítica. Um detalhe na superfície perturba a unidade e estabilidade superficial, e como um corte, inicia um processo de abertura a uma analise crítica. Logo que encontramos o nosso punctum, tornamo-nos leitores activos da imagem. (...) O punctum permite-nos desconstruir, por assim dizer os [seus] termos de referencia, e alerta-nos para o facto que a fotografia reflecte o modo como vemos o mundo em termos culturais.

    Procurar no nosso "punctum" (palavra estranha, né?) será efectivamente aquilo que nos permite fazer uma leitura crítica de uma imagem. Por vezes aquilo que nos pode parecer banal, correctamente contextualizado e lido, pode abrir a nossa visão para algo mais alargado, e a visão que se pretende ter da imagem à nossa frente. Mas isto também leva-me a pensar sobre o mesmo conceito, mas antes de produzir a imagem. Será que o fotografo consegue encontrar o "punctum" na cena que está a retratar de forma consciente? De continuamente o encontrar e o utilizar nas imagens que produz? Hmm...

    2007-06-29

    Go Skateboarding Day - Carlos Santos



    Lembro-me de quando comecei a visitar o skatepark de Ovar, e nos vários eventos de skate na região, havia um fotografo constantemente presente, e que era o ovarense Carlos Santos. Durante esse tempo tornei-me amigo do Carlos, com o qual, mais que a fotografia, o skate é a maior ligação.

    O Carlos tem estado muito activo na revitalização do parque de Ovar, e em conjunto com a organização do "Go Skateboarding Day" de Ovar, ele produziu uma exposição fotográfica, com alguns dos melhores e mais importantes momentos da vida do skatepark, que conta com imagens de importantes skaters do panorama nacional e internacional. É um registo importante do espaço e da cidade.

    A exposição está presente no café/bar paralelo 38, e presente até ao dia 19 de Julho.

    Through my eyes

    Cartaz para a net

    O meu colega José Carlos Nero abre uma nova expo, em Sesimbra, dia 7 de Julho, no Espaço Atlântico de Sesimbra. A exposição conta com cerca de 30 imagens dos últimos 4 anos e estará em amosta até ao dia 22 de Julho.

    Segue uma pequena entrevista que efectuei ao Nero para este post:

    "O que tem sido para ti a fotografia, nestes quatro anos?"

    JCNero - Foi em 2004 que descobri esta grande paixão, foi como "nascer" outra vez. Desde então posso dizer que cada vez gosto mais de fotografar e que tenho uma enorme necessidade de o fazer. E o melhor de tudo é que sinto-me muito bem quando o faço!! Quando estou naquele ambiente é com se estivesse numa liberdade total. Enfim, adoro isto!!

    "Grande parte do teu trabalho é ligado ao mar e à paisagem litoral. Porquê a escolha deste tema para as tuas imagens?"

    JCNero - O mar sempre esteve presente em mim. Nasci numa terra de pescadores (Sesimbra) e a minha relação com o mar sempre foi constante. Transmite-me muita calma e muita serenidade. É este o poder que o mar tem em mim e de certa forma é isso que eu tento também transmitir ás pessoas quando vêem uma fotografia minha.

    "Esse sentimento é a razão da escolha do P&B?"

    JCNero - Pois… o P&B, é uma coisa difícil de explicar, apenas posso dizer que gosto muito desses tons monocromáticos, toca-me muito mais uma fotografia a p&b, identifico-me bastante, é muito mais intimista! O p&b transmite essa calma e serenidade bem melhor.

    "Que pretendes com esta primeira exposição?"

    JCNero - Pretendo dar a conhecer ás pessoas a minha maneira de ver tudo o que me rodeia, daí também o nome da exposição “Though my eyes”. Esta exposição é uma mostra de parte do meu trabalho desde o início desta minha grande paixão

    "A expo marca o fecho de um ciclo para dar inicio a novo ciclo, ou pretendes aprofundar mais os temas em que te aplicaste nos últimos anos?"

    JCNero - A exposição não marca o fecho de um ciclo. Antes pelo contrario, acho que vou aprofundar e desenvolver mais nos temas que tenho andado a fotografar. Claro que também tenho outros temas em mente, algo mais inovador, mas isso fica para uma, quem sabe, e outra expo...

    Web: http://www.jcnero-fotografia.pt.vu/
    Blog: http://jcnero.blogspot.com/

    Reflectir.. sobre leilões fotográficos

    O Sérgio Gomes, autor do blog Arte Photoraphica e um dos blogs fotográficos que sigo via RSS, colocou um post interessante sobre o fenómeno dos leilões fotográficos em Portugal, que passo a citar:

    O crítico do semanário Expresso Jorge Calado escreve na última Actual (23 de Junho) um texto de reflexão sobre o fenómeno dos leilões de fotografia em Portugal. O professor de química do Técnico lamenta a escassa oferta no mercado (?) de fotografia em Portugal justificada pelo "desprezo" a que está votado o património. Para Calado, os três leilões já realizados pela Potássio Quatro demonstraram que existe por cá "não um, mas vários públicos para a fotografia", razão pela qual os lotes postos à venda são tão diversificados. Do lado das áreas com menos futuro, segundo Jorge Calado, estão as cartes-de-visite, monarquia, memorabilia e Estado Novo. Já os lotes históricos, os relacionados com África, o fotojornalismo e os livros estão em alta. O crítico refere-se depois à falácia das "edições limitadas" da imagem fotográfica e explica como, normalmente, esta manobra é usada como artifício para fazer subir a cotação de determinado autor.
    Jorge Calado aponta a internacionalização como um dos aspectos mais positivos dos leilões da Potássio Quatro (mais de 50 por cento dos lotes foram para o estrangeiro) e sublinha a importância da venda do retrato de Fernando Pessoa (2º leilão, por 9775 euros) e do livro Lisboa: Cidade Triste e Alegre, de Victor Palla e Costa Martins (3º leilão, por 3047 euros).
    E, por último, deixa esta pista:

    “No mundo da fotografia, um dos desenvolvimentos recentes mais surpreendentes é a emergência da fotografia anónima e espontânea, dita vernácula. Já chegou ao museu e à galeria especializada. Se uma imagem é boa e desperta interesse é arte; se, além disso, for também um documento, tanto melhor; o resto é especulação financeira.”


    E realemente me deixou a pensar. Senti necessidade de deixar um comment:

    Há realmente dois pontos que menciona (citando o autor do texto que infelizmente n li) que me puxaram a reflectir...

    1- "escassez de imagens". O (?) é mais que compreensível. Como é possível falar de escassez de imagem quando há tanta imagem a ser constantemente produzida? (Quase) Toda a gente sempre teve uma camera fotográfica e quase toda a gente continua a ter uma camera fotográfica (agora compactas digitais e telemóveis). É impossível falar de escassez de imagem. Se calhar foi retirada a menção a fotografia de qualidade, de processos antigos e/ou analógicos especificas (baseados em processos químicos clássicos), ou algum outro tipo de especificação... Será?

    2- "o resto é especulação financeira" - esta frase sumariza muita coisa. Algo que sempre me passou pela cabeça quando via os catálogos da P4 era "mas quem é que quer isto". Talvez não estivesse concentrado ou curioso o suficiente para descobrir as imagens e sua importância (a imagem em si e não propriamente o seu suporte), grande parte do que via não suscitava grande interesse. Reconheço que peço por não conhecer a história da fotografia portuguesa, e isso pode representar uma das falhas.

    Mas de qualquer forma fica a sensação que o comprador acaba por comprar a peça como um coleccionável, não necessariamente pela imagem que esta representada na fotografia nem o seu contexto histórico-cultural, que lhe interessa ou que toca directamente com a sua vivência, mas porque é uma fotografia de um determinado tipo, ou época, ou autor, qualquer que seja a imagem representada nela. Género se E.Weston tivesse fotografado uma pata de uma tartaruga, e um print muito mau se escapasse (totalmente desfocada, mal exposta, etc etc... que não tivesse leitura possível) será que vendia bem por ser um Weston, apesar de aquilo que continha nem o autor queria que alguém visse?

    Consigo compreender e aceitar que isso é possível e até considero válido, como por exemplo um alunos ou adepto de fotografia que queira ter na sua colecção um elemento de cada processo fotográfico existente, para poder ver os resultados dos processos (como menciona o Jeff Curto nos seus podcasts de história da fotografia), mas este tipo de caso seria algo raro. Não justificaria tão grande procura.

    Por outro lado há o aspecto de "autor morto". Como dizia um colega meu, Paulo Carrasco (www.paulocarrasco.com) "só vende bem obra de morto, por isso tira fotografias e depois morre :D". Será que é daí o interesse? O autor morto simplesmente é mais valioso? Não recordo com detalhe o conteúdo das ultimas edições dos leilões mas... quais as imagens mais recentes nesses leilões? Alguma coisa de impressões com base em imagens digitais? ou apenas processos "extintos". Há autores actualmente em acção, emergentes ou não, com obras no leilão? Há interesse do mercado nesse sentido? Ou prevê-se o surgimento desse interesse?

    Enfim, arte é arte, há todo um mercado (estranho e que não compreendo) à volta dela, e por vezes (ou geralmente) o dinheiro movimenta interesses estranhos. Se calhar por estar mais virado mentalmente para o lado de produção da imagem, em vez do colecciona-lo e entender o coleccionar da imagem, a ideia de pessoas comprar imagens sem ser pelo interesse do seu conteúdo ainda não está bem entendida e portanto mal aceite. Espero um dia entender!


    Talvez não faça muito sentido, mas será que faz?

    2007-06-28

    The Photograph

    the-photograph

    Ontem à noite passei algum tempo a ajudar o meu colega Victor Martins com um trabalho escolar. Como é habitual nos reencontros, há sempre um pequeno período de troca de novidades, nomeadamente os novos livros de fotografia que cada um tem. Ultimamente não tenho tido livros fotográficos novos para ler/ver. Ele, dado o curso que anda a frequentar, tem que ter novo material constantemente. Como é o caso do livro The Photograph: A Visual and Cultural History (Oxford History of Art) de Graham Clarke.

    Não se trata de um livro de portfólio de autor, mas sim um ensaio sobre a fotografia e a forma como a analisamos e lemos uma imagem. O autor, na introdução, menciona como ele tenta, neste trabalho, aplicar um método de leitura de imagem em que qualquer fotografia se possa inserir. É uma leitura da imagem que ultrapassa o fotografo e as questões técnicas. "... something which, as part of our everyday lives, seems so obvious and simple, and yet is endlessly complex...". Lembro-me de ler algures uma frase que dizia (traduzida): "numa sociedade tão carregada de imagens e estímulos visuais, os novos analfabetos serão aqueles que não sabem nem ler texto nem ler uma imagem...".

    Com tanta imagem a ser produzida hoje em dia, saber ler imagens, interpretá-las, é de elevada importância. Como fotógrafos, por vezes a nossa percepção da imagem é apenas a fotografia e aquilo que é mais técnico e estético da imagem (exposição, cores, composição). Por vezes esquecemos da leitura da sua inserção num contexto mais alargado. A leitura da imagem e não necessariamente do elemento físico da fotografia; do conteúdo e do seu significado em vez de o elemento físico e o seu suporte. ( Espero que isto faça sentido que é difícil por em palavras...). Espero que leitura deste livro me abra os olhos para uma leitura melhor de imagens!

    2007-06-27

    Direitos de autor

    Há dois blogs que acompanho já há algum tempo e que me tem ensinado muito sobre a área de negócio da industria fotográfica. São eles o blog do Dan Heller e o do John Harrington (principalmente este e o livro dele). Tenho aprendido muito quer sobre a colocação do preço, quer de protecção, quer sobre o licenciamento (não é que aplico sempre correctamente o que aprendia mas...).

    Entretanto hoje li o útlimo post no blog do fotografo Chase Jarvis sobre a sua batalha legal com a empresa desportiva K2, sobre o uso ilegal das suas imagens. Essencialmente, a empresa utilizou as imagens produzidas pelo fotografo fora do prazo estabelecido pelo licenciamento. Como não foi possível resolver a situação a bem, foi necessário usar os tribunais e felizmente o fotografo ganhou o caso.

    O que há de comun em todos eles é a menção do registo das imagens, indicando como propriedade intelectual/artístico do autor. Apesar da legislação (também a portuguesa) assinalar automáticamente o copyright ao autor da imagem, sem o registo da imagem, torna-se muito difícil a defesa dos seus direitos. E foi graças à existência desse registo que o fotografo conseguiu levar o caso em frente.

    Em Portugal, a instituição que resolve as questões de direito de autor é a SPA - Sociedade Portuguesa de Autores. Abrange todas as áreas artísticas, desde a música, ao cinema e artes plásticas, incluindo a fotografia. Segundo o FAQ:

    "O registo oficial das obras é efectuado na IGAC (Inspecção Geral das Actividades Culturais - telf. 21 321 25 00). No entanto se o autor desejar ser representado pela SPA para a protecção das suas obras (elaboração de contratos, protecção jurídica, cobrança e pagamento de direitos de autor, controlo das obras etc.), deverá para o efeito proceder à sua inscrição nos nossos Serviços de Atendimento ao Autor."


    A alternativa que existe é o Creative Commons, mas este é mais virado ao registo não comercial e não tem o apoio jurídico que a SPA oferece. Os sites da SPA e do IGAC merecem uma visita para obter a informação, estando os sites até bem completos a esse nível (mais que aquilo que esperava).

    2007-06-26

    Tiago Xavier



    Hoje fiz algo que já não fazia há bastante tempo (a sério). Estive a ver sites de comunidades fotográficas! O que há sensivelmente um ano era o dia-a-dia, ultimamente tem sido uma raridade. Em tempos alguns sites simplesmente perderam o interesse. Basicamente passei a visitar apenas o Fotosensível, que é o meu site preferido a nível de comunidade.

    Dois a que nunca liguei muito deixaram de existir - iso600 e fotografia-na.net; O 1000imagens continua igual, e o olhares parece ter evoluído em qualidade. Não estive neles muito tempo, mas dei uma vista de olhos sobre as galerias de retrato que digamos é o tema que prefiro ver. Foi nesta galeria que descobri o trabalho do Tiago.

    Os retratos dele saltam logo à vista. Não é o típico retrato de rosto meio cândido que TODA A GENTE posta nos sites (não é que seja mau... mas enfim...). Há muito mais que isso nas imagens. E o trabalho de cor e luz é excelente - fez me recordar algumas coisas do Jean Baptiste Mondino (pelo menos o aspecto geral de algumas imagens no livro "Mondino"). O site deste freelancer residente em aveiro merece, sem dúvida, a visita e apreciação do trabalho.

    http://www.tiagoxavier.com

    2007-06-25

    40º Aniversário da revista Photo!

    photo440

    Se há revista de que gosto e que recomendo vivamente a quem goste de fotografia, a primeira a mencionar é sem dúvida a revista PHOTO. A revista francesa dedicada a apresentar o melhor que se faz, quer a nível artístico, quer a nível profissional na fotografia, celebra este mês o seu 40º aniversário!

    É a única revista que colecciono de forma dedicada. A primeira edição que comprei foi a 399 e desde a 4007 (Março 2004) que não falho uma edição. A edição mais antiga que tenho é a 119 de Agosto de 1977 (com trabalho de Bresson e Bourdin). A evolução da revista desde daquela altura é notória estando bem mais completa com as novidades das publicações e noticias das exposições. Além do mais conta com as entrevistas e alguma info do mercado, tudo elementos que faltavam nessa edição de '77. Mas mesmo assim a revista de então era uma delícia para a visão.

    Adoro o formato e conteúdo da revista e considero-o o mais completo. Só tenho pena de estar em francês, pois não estou muito à vontade com a língua (se bem que consigo entender boa parte do que leio). Contém sempre info sobre exposições e sites de interesse, especialmente de fotógrafos a merecer destaque, lista de livros novos no mercado, artigos dedicados a fotógrafos e a tipos de imagem (sempre com imagens de topo, quer de qualidade quer de produção) e informação breve sobre compras e software e tutoriais (e basta). Os fotógrafos e os seus trabalhos que aparecem na revista tem sem dúvida o destaque e tratamento merecidos.

    Esta edição especial tem na capa (e interior) a Natalia Vodianova, modelo muito destacado pela revista ao longo dos anos, e ainda tem: lista de 40 livros escolhidos pela revista (o que é sempre uma dor de ver pois há tantas que quer e tão poucas que posso comprar...), 40 imagens imagens/artigos sexy publicadas ao longo dos anos, os 40 sites web incontornáveis, 40 talentos com os seus 40 anos (mais ou menos) nas areas da moda, retrato, paisagem, jornalismo, natureza e artes (incluindo David Lachapelle, Terry Richardson, Marino Parisotto, Jill Greenberg, Denis Rouvre, Martin Schoeller, Philip Blenkinsop, Nina Berman, Guido Mocafico, Gregory Colbert, Tim Flach e muitos outros) e entrevistas a alguns dos peritos da área sobre a evolução da fotografia nas últimas 4 décadas. A não perder!

    Para acabar, hoje quando fui ao quiosque da Torreira para comprar a revista (repare que tenho de andar uns belos quilómetros para conseguir obter a revista), comprei-o no dia em que chegou ao quiosque (tive sorte) e tive a sensação que pela primeira vez tinha falhado uma edição. Felizmente verifiquei, ao chegar a casa que era apenas impressão e que na realidade a última que eu tinha era efectivamente a de Maio, numero 439. Está "completo"!

    Como são feitas as objectivas



    Indicado pelo Paulo Carrasco e presente no strobist.