
Já está disponível a (pequena) galeria de imagens do concerto de quinta feira, de Governo Sombra, no Calada Caffe da Torreira!
Galeria Governo Sombra @ Calda Caffe
2007-08-08
Governo Sombra @ Calada Caffe
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2007-08-07
Actualização do modelo
Nos próximos dias vou mexer um pouco no layout do blog, para ver se aproveito algumas funcionalidades "novas" do blogger. Se isto estiver com aspecto estranho, já sabes porquê!
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Murtosa - uma terra a descobrir

No fim de semana, durante a festa do emigrante no Bico, estava montada uma banca de venda bem no centro. O produto era o livro "Murtosa - uma terra a descobrir - Romaria do S.Paio da Torreira". Já havia reparado numa publicidade numa das lojas locais, mas só mesmo no domingo é que tive oportunidade de ter contacto com o livro.
O livro, em pouco mais de 100 paginas retrata a romaria da festa do S.Paio - começa com a apresentação do concelho, passa pela apresentação da festa (mais pela vertente religiosa do que pela a animação), e finda com a secção dedicado ao barco moliceiro. O livro está repleto de imagens locais (fotografia de Carlos Pelicas) e texto descritivo dos temas abordados (texto de Ana Maria Lopes).
É, sem dúvida um óptimo livro, especialmente para quem quer ver aquilo que representa o S. Paio.
Edição: Consciente audiovisuais e multimédia
Texto: Ana Maria Lopes
Fotografia: Carlos Pelicas
Preço: €17
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2007-08-06
Polaroid 55 flickr group

É por esta e outras que gosto das Polaroids! E este group do flickr é só Polaroid 55 (o q dá positivo e negativo). É um grupo com mais de 800 imagens de excelente qualidade, e contibutos de bons fotografos, nomeadamente o Brooks Ayola e Clive Alex(autor da imagem de cima), entre muitos outros.
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2007-08-05
Regata

O inicio da regata de ontem, da festa do emigrante, junto ao cais do bico. Scan de uma prova instantânea em FP-100 (Fuji)... Ontem andei com a Bronica, carregado com um rolo de Velvia pra ver no que dava. Os papeis a cores da Fuji são péssimas - só mesmo para provas!
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2007-08-03
Links!
Bem gera, Ontem o concerto... ui! ui! Grande show! Tirei algumas imagens mas ainda n tive hipotese de dar um toque.. apenas ver e marcar algumas. Logo que possível, elas aparecem!
Mas de qualquer maneira, há uma série de novas descobertas, graças ao Carrasco e a muito blogs por aí. Aqui vai a lista!
The FStop Mag
The FStopMag vai já na sua segunda edição, e apresenta quer uma amostra quer uma entrevista a alguns fotógrafos com excelente trabalho. É sem dúvida uma óptima leitura para quem tem curiosidade em conhecer o que está por detrás de algumas imagens!
Jeremy Cowart
O trabalho do Jeremy Cowart é um "MUST SEE"! Um estilo fabuloso e trabalho belissímo - "eye candy" puro! E se não chegar, o Jeremy é o convidado do ultimo (46º) podcast do StudioLighting.net!
Digital Photography one-on-one
E por falar em StudioLighting.Net, A SnapFactory associou-se ao site para produzir uma série de video-tutorials muito bem produzidos e didácticos. Chama-se Digital Photography 1 on 1. Há 3 episódios : #0 - iluminação "borboleta"; #1 - obturador e equilíbrio de luz ambiente com flash,e #2 - medição com fotómetro (é o episódio em cima).
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2007-08-01
Carlos Matos - fotografia

Hoje recebi um mail do Carlos Matos, a mostrar uma maquina de grande formato que ele construiu há dois anos e a indicar um link com info para ajudar na construção do fole. Trata-se do site do Phil San, e contém informação muito útil quer sobre a construção do fole quer de toda a maquina. É sempre útil ver links e mesmo imagens de trabalhos q o pessoal tem efectuado. Aliás , toda a construção da maquina que estou a fazer está baseado em pedaços de informação visto e recolhido das mais diversas fontes on-line. Se mais alguém tiver imagens e info que possa ser útil, deixa um comment ou manda um mail. Especialmente de backs!
E não se esqueçam q podem acompanhar a construção da máquina no fórum do Fotosensível!
Entretanto, não pude deixar de espreitar (e mencionar) o site do Carlos. Ele tem um trabalho de preto e branco de grande qualidade, e recomendo vivamente a visita para ver. Acredito que ao vivo e em papel, as fotos devem ser ainda mais surpreendentes. Gostei especialmente das galerias "feijão frade" e "lavarias" na secção dos novos trabalhos.
http://carlosazevedomatos.no.sapo.pt/
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2007-07-29
Primeira parte - completa!
Estrutura- Fole
- Back
- painel da lente
A estrutura já esta completada, ou quase.. na realidade falta apenas adicionar um elemento de ligação entre o rail e o tripé. A peça está lá (a peça central no rail) mas falta adicionar a rosca de 1/4"... e que tenho de descobrir como vou fazer. Imaginei que uma chapa furada e enroscada com rosca de 1/4" seria uma possibilidade, ou uma porca soldada na chapa, mas o "grande problema" é mesmo a medida - 1/4" - ou seja uma rosca não milimétrica. Por acaso em tempos andei a procura na "sucata" da garagem por porcas do género e tinha umas poucas q guardei.. não sei aonde.. Mas a porca soldada a um a chapa metálica, fixa á madeira deve ser muito provavelmente a solução mais simples.
De qualquer forma, faltam essencialmente 3 partes - "Painel da lente (q farei apenas quando tiver a lente), o fole, e o back/suporte de película. O back e o fole são, sem dúvida, as partes mais complexas. O back tem de ser planeado de forma meticuloso para ser funcional. Tenho q ver onde posso orientar as chapas de molas para efectuar correctamente o movimento e fixação do suporte de película. Nas grande formato, o visor é o vidro despolido, sem nenhum tipo de material a obstruir a projecção da imagem da lente sobre o vidro. Depois de composto e focada a imagem, o suporte da película é inserida entre o corpo da maquina e o despolído, que se serve de molas para pressionar o suporte contra o back. Parece simples em teoria, mas o plano da película e do vidro tem de ser posicionado muito precisamente para preservar a focagem.
A outra peça importante é o fole, pois esta requer os materiais certos - tem de vedar a luz. A página do Phil San é bem descritivo - "blackout" no interiore outro material (Nylon) para a superfície exterior. Já a página do Joe Smigiel tem o passo-a-passo do processo. Foles costumizados comerciais ainda são carotes, portanto vou arriscar fazer o fole. Só tenho é de arranjar o "blackout". Se alguém tiver e quiser despachar, manda-me um comment ou um mail. Ou se souber onde posso adquirir em PT o material, também dava jeito ;)
A aventura continua! ... :P
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2007-07-25
Model Mayhem, Jim Fiscus, e Photosynth
Model Mayhem - Lighting Setup tutorial
O fórum do site Model Mayhem tem um thread espectacular dedicado a iluminação, em que alguns excelentes fotógrafos colocam imagens e configurações de iluminação. Serve para a partilha de métodos e uma discussão técnica engraçada.
o link: http://www.modelmayhem.com/p.php?thread_id=96872&page=1
De referir, é possível descarregar através do endereço http://www.kevinkertz.com/fm/LightingSetup.psd.zip os ficheiros para criar os esquemas de iluminação. É um template porreiro, e no primeiro post há alguma info de como utilizar.
Entrevista a Jim Fiscus
O Altpicks.com tem uma entrevista interessante ao fotografo comercial Jim Fiscus. Uma leitura interessante!
http://altpick.com/spot/jim_fiscus/index.php
Microsoft Photosynth
E por fim, a coisa mais espectacular que tenho visto nos últimos tempos a nível de inovação. O Photosynth é uma aplicação de que recria espaços multi dimensionais com base em imagens. O espaço criado é navegável e permite analisar os pormenores com base na colecção de imagens recolhidas. Não se trata apenas de imagens recolhidas de forma propositada - são imagens aleatórias do espaço. Imagina recriar um espaço conhecido, apenas com base em imagens recolhidas do Flickr, por exemplo!
O TED.com tem um vídeo do discurso de apresentação da aplicação, pelo criador Blaise Aguera y Arcas. É realmente de ficar boquiaberto! E deposi quando estiveres mortinho para o testar, basta seguir o link http://labs.live.com/photosynth/default.html para experimentar a demo da aplicação. É verdadeiramente lindo a fluidez da visualização! 5*!
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2007-07-24
4x5 Update

Como adoro trabalhar madeira... Sério, gosto imenso apesar de não ter muito jeito. Felizmente há ferramentas porreiras para usar, que ajudam a evitar as desgraças maiores. E mesmo assim....
Anyway, Dos progressos, já me percebi de pelo menos uma alteração importante a fazer. Os suportes em U vão ter que ser construídos de outra forma. Comprei uma fresa para usar no berbequim, mas é impossível manter o berbequim estável no montante, ou então a cabeça do berbequim perfeitamente vertical, e portanto o corte de fresa sai todo torto. Portanto vou passar a usar ripas coladas já com os espaços livres a ver se rende!
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2007-07-20
What the Duck - o livro!

O comic mais querido por entre fotógrafos - What the Duck - agora está em livro! Para comemorar o primeiro aniversário da tira, o autor Aaron Johnson lançou a colecção do primeiro ano em livro. A não perder!
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Le D.I.Y. 4x5

Decidi arrancar sem grande planeamento prévio, mas o suficiente para saber o q se está a passar, da maquina monorail 4x5! Estive algum tempo no AKI a fazer compras de alguma madeira e ferramenta para usar no processo; Vai ser divertido!
Também iniciei um thread no Fotosensível para documentar o processo e partilhar e discutir com colegas opções e dúvidas. Está numa área do forúm aberto ao publico, portanto todos devem ter acesso. Relembro que o Fotosensivel (FS) tem um "trial period" de 15 dias gratuito, para quem quiseres experimentar antes de se inscrever.
Ontem ocnsegui um back polaroid 545 (é de 4x5") no ebay, portanto essa falha fica colmatada. Falta só a(s) lente(s). Se alguém tiver uma 210mm disponível, ou mesmo uma 150 ou 180, avisa!
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2007-07-17
Muita coisa com que perder umas boas horas!
Hoje foi um pouco louco - encontrei e apareceu-me tanta coisa interessante q secalhar não conseguirei divulgar tudo convenientemente Aqui vai:
MarioNogueria.com
O blog do Mário apareceu-me via um comment que ele colocou no post do DIY de Grande Formato. E ainda bem que apresentou o seu blog, que é muito bom e uma leitura interessante. Recomendo vivamente a leitura do post e links associados do Aberturas, Difracção e DOF.
Aprender a olhar
O Saisdeprata-e-pixeis de Madalena Lello tem um posto muito interessante hoje dedicado ao fenómeno da percepção intitulado "Aprender a Olhar" Este é um dos temas que em tempos tentei aprofundar, se bem que apanhei apenas levemente. Mas é de facto interessante tentar entender o fenómeno, incluindo o Gestalt.
29 Palms, CA
Da newsletter da unsaleable.com vem a noticia do trabalho de Stefanie Schneider - o futuro filme "29 Palms, CA". O filme terá como base principal Polaroids, que é a base de trabalho principla da fotografa, e incluirá Super8 e 16mm. Muito interessante a ideia, e lindíssimo o trabalho dela!
Aperture.org
Um dos livros que me chegou hoje (já irei referir) vinha com publicidade da revista Aperture. é publicada 4 vezes ao ano e perece ser MUITO boa. Cara, mas muito boa. Espero conseguir encontrar uma edição em momento oportuno para ver. a assinatura anual é cerca de $60.
Livros novos!
Hoje chegaram 3 livros novos, e espero poder falar melhor deles nos próximos dias:
One Minute @
O One Minute @ é um novo projecto do meu amigo Paulo Carrasco. "An ordinary guy with some minutes to share". O conceito é muito engraçado, e espero ver a continuidade do projecto!
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Sucata
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Eureka!

Graças ao grande amigo Paulo Carrasco, encontrei finalmente a opção de manter as marcas da película na imagem scanada, no software da Epson! Basicamnete, ela anda escondida. No botão de preview, tem uma seta memso ao lado, q é um botão novo, e que apresenta um menu em que os thumbnails estão seleccionado. Bsta (é tãããããoooooo simples) seleccionar o modo normal, e a janela preview passará a mostrar toda a área iluminada pelo scanner. That simple!
citando: "...borrego :D não lês os manuais! :D"
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Scans de processos cruzados
Acho que posso contar pelos dedos o numero de vezes que consegui uma imagem decente com o processo revelado com o processo cruzado. E sobretudo penso que se trata de problemas de processo.
O processamento cruzado tem por base a revelação de película em química "inadequada", nomeadamente a revelação de película de slides (positivos que requer químicos do processo E-6) em químicos usados para revelar negativos a cores (processo C-41). Na realidade o processo funciona, no entanto o resultado é um negativo. E dependendo da película, esta terá uma core base diferente da habitual laranja/castanho dos negativos a cores. No caso do Fuji Astia, o resultado é um negativo verde.
Deste modo, apesar de termos uma imagem presente, temos as cores trocadas e contrastes alterados. Tradicionalmente, a impressão seria feita normalmente no laboratório, como para um negativo, mas com um ajusto de filtragem mais trabalhada para tentar aproximar as cores. E os resultados tendem a ser fabulosos, com cores ricas e fortes.
Scanar é que mais "doloroso" em termos de processo. O facto prende-se que a generalidade do software procura a cor alaranjada da película para corrigir,e como não o encontra, os resultados são... esquisitos. E os softwares do scanner geralmente não tem uma opção de escolha para o ajusto automático das cores, porque não existe propriamente um ajusto correcto - a química destruiu essa opção, basicamente. Mesmo assim tem de haver uma forma de obter resultados minimamente satisfatórios para preparar a restante edição. Numa pesquisa, encontrei este thread no fórum do photo.net com uma sugestão de scanar como se fosse película preto e branco. Decidi experimentar e fazer comparações.


As três imagens em cima são as previsualizações para scans como película positivo, negativo e preto e branco, respectivamente. À esquerda são scans sem qq ajusto de cor ("reset" no software da Epson) e à direita é o scan com o ajusto automático. Como é visivel, como positivo temos a película no seu estado original - verde! Como negativo de cores, é feito um ajusto automático e que reforça em muito o contraste. O scan a preto e branco, ignora o cast alaranjado, e a correcção é mais ténue, mas mais "flat". O típico dos negs neste caso é a existência de uma componente arroxada em toda a imagem, ou pelo menos muito notável nos céus azuis fortes, especialmente nas transições. 
Seguindo as indicações do post, efectuei os ajustes de pretos e highlights e gama (o que não é nada fácil na janela tão pequena do preview do Epson Scan). Efectivamente melhorou a imagem. Um contraste mais forte e uma ligeira saturação (10) finalizou o processo de ajusto para o scan (imagem de cima). A imagem scannada dava efectivamente uma boa base de arranque para a restante edição.
No entanto decidi experimentar, parralelamente, outra ideia. E se scannado o negativo como positivo ou como negativo ou como película preto e branco, fizesse os restantes ajustes no PS, sobre a imagem base? O Neg é uma opção horrível - é muito difícil de efectuar os ajustes (pelo menos sem correcção automática).
No caso da imagem positiva (verde) a imagem produzida ficou muito claro e arosado. Aplicando ajustos no histograma (ponto preto, e ponto branco), apareceram as cores "correctas" (ou pelo menso muito próximo do que poderia esperar). Duas curvas ajustaram o contraste para o seguinte resultado:
Um dos problemas do Epson scan, e que considero grave, é q o crop é sempre automático. É util, mas volta e meia há uma imagem da qual o software não consegue detectar correctamente, e é recortado demasiado da imagem. Nesse aspecto, o Silverfast é muito mais atractivo, e até permite manter as margens! Neste caso esse problema surgiu com a versão positiva...
A outra tentativa foi com a versão scannado como preto e branco (a 24bits de cor).O processo ignora a inversão das cores, visto que já está correctamente colorido, e restringe-se à correcção de tons - levels para corrigir o ponto negro e curvas para o contraste. A curva do Cross-process do PS3 n resulta, infelizmente. duas curvas com o preset "Strong Contrast" resulta bem. O resultado com uma e duas curvas, respectivamente:

Com 2 curvas aplicadas, é possível que o contraste esteja demasiado agressivo. tem piada ver que com um black and white aplicado (e filtro azul, e amarelo ajustado) a coisa tb fica engraçada! 
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2007-07-15
Freelance Switch
Freelancing, geralmente, não é fácil. E ter informação, muita informação, nunca é demais no auxilio da manutenção do negócio.
Ainda hoje estive durante algum tempo a colocar uma resposta a uma pergunta sobre freelancing, no forum do Fotosensivel. Deixei lá um post extenso, essencialmente com as coisas que aprendi no último ano - não só com os erros cometidos, mas também com as dicas que aprendi lendo alguns blogs e livros - nomeadamente a do John Harrington e do Dan Heller, como também da experiência de amigos a trabalhar na área.
Enquanto procurava um famoso posto sobre os preços praticado (top ten signs you may be charging too little), aprecebi-me que o site onde estava era dedicado ao tema de freelancing e tem muita informação útil. Para quem estiver na situação de freelancer, o site FreelanceSwicth.com pode ser uam ópitma fonte de informação auxiliar ao negócio. Muito útil também é a ferramenta de cálculo de honorários. Merece a visita contínua!
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2007-07-13
D.I:Y. de Grande Formato

Grande formato, especialmente o 4x5", é algo em que gostava de me aventurar. Cada vez que olho para imagens produzidas neste formato, especialmente as Polaroids, fico entusiasmado com a ideia de poder experimentar.
Uma das opções, e viável, é a construção de cameras de grande formato. Há designs muito simples e eficientes, que permitem uma grande variedade de movimentos. Geralmente a única peça que tem de ser adquirido é a lente e por vezes o fole e os backs.
Neste momento estou a ponderar seriamente me aventurar neste tipo de "puzzle". Já tenho um back de Polaroid 3-1/4" x 4-1/4" que usei para fazer o pinhole para Polaroids de médio formato. Este back é efectivamente para ser usado em maquinas 4x5" - adapta-se á maquina, mas usa papel num formato ligeiramente menor.
Pela web, há muita informação sobre a construção deste tpo de máquinas. Há inclusive kits comerciais, nomeadamente o da Bender e o Bulldog (disponível no site da lomography por menos de €300). Mas construir, apesar de ser um processo relativamente demorado, sempre torna o mecanismo mais pessoal.
Anyway, o que queria realmente apresentar neste post é o site produzido por Rayment Kirby, dedicado à construção de máquinas de grande formato. É, sem dúvida, a melhor apresentação que já vi num site deste género, e o texto tem muita informação útil que deve ser lida com atenção, por quem pretender realizar algo do género.
Outra fonte importantíssima de informação é o site do Jon Grepstad com uma enorme quantidade de informação e links.
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Microsoft Prophoto

A Microsoft produziu um site bastante atractivo ligado à fotografia profissional. O site do Microsoft Professional Photography contém uma série de artigos dedicados ao workflow de alguns profissionais, como os aplicados pela revista Sports Illustrated num jogo de basket (é extraordinário os meios empregues) e da National Geographic, artigos sobre questões técnicas de workflow, gestão de cor e backups, e galerias de profissionais seleccionados e biografias associadas. Merece uma visita pela qualidade da informação que apresenta!
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2007-07-12
entrevista a Tod Papageorge

O blog do fotografo Alex Soth tem dado especial atenção ao trabalho de Tod Papageorge, esta semana. Hoje foi publicado uma entrevista ao autor, e uma leitura interessante.
A motivação? A edição do novo livro de Papageorge - Passing Through Eden - despertou a curiosidade em Alec para descobrir mais sobre o Papageorge. Há toda uma série de posts sobre o autor, apresentando imagens, e textos relacionados, desde os paralelos com Winogrand e Friedlander (que eram amigos), à sua ligação à poesia e a morte de Szarkowski.
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2007-07-09
Polaroids
Há algo de cómico em bloggar. Assim que coloco um post, consigo imaginar mais meia dúzia de potenciais posts. Como este...
No ultimo post falava de Denis Felix e o seu trabalho em Polaroids. Imediatamente lembrei da grande fonte e informação que é o site da Polaroid. Além da informação tecnica sobre as várias emulsões, há a tão importante secção "Creative". Esta secção é virada para os artistas que utilizam Polaroid, os seus trabalhos, e técnicas de uso das Polaroid como meio criativo. Há muita informação muito boa sobre os produtos e técnicas de manipulação.
Também nesta secção encontra-se o P Magazine, revista on-line dedicada à Polaroid e artistas que a usam, e que infelizmente acaba na sua 28ª edição. É pena que tenha acabado, pois eram apresentados muitos e bons autores. Nesta ultima edição destaco o trabalho de Polly Chandler, uma estudante finalista de fotografia, e que utilizou Polaroid 55 (4x5) na sua tese.
A combinação grande formato e Polaroid é tão fabuloso. Basta olhar para as imagens. É o formato, a perspectiva, e a profundidade da focagem que se pode impor na imagem, e que por si só traduzem uma imagem agradável. Depois é a própria qualidade da Polaroid - a gama tonal que apresenta, o "efeito" de moldura que a descolagem impõe. É bonito, e único. E tudo isso,aliado à visão do autor, traduzem um fabuloso veículo de comunicação de emoções. é algo extremamente visível em retratos. A Polly demonstra-o bem.
Unsaleable
A próxima paragem pós inspiração foi ao site Unsaleable. É um genéro de loja on-line "especializada em Polaroid. Tem diversos especiais para o formato 600 e SX-70, com papeis enfeitados e afins. Também vendem as peliculas principais - o 55 (preto e branco formato 4x5"); e o q me mais interessa no momento - o 665.
O 665 é uma película preta e branca de 3-1/4" x 4-1/4". É a dimensão do papel usado nos backs Polaroid para o médio formato, principalmente. Há, no entanto, backs para máquinas 4x5" mas que aceitam papel destas dimensões. Qual a vantagem? Possibilidade de usar um papel/filme de grande qualidade numa grande formato, mas a um preço bem mais reduzido, pois o papel é mais pequeno (e que, contrário ao 55 que é carregado folha a folha no holder, suponho, o 665 vem em packs). Semelhante ao 55, o 665 também produz um positivo em papel e um negativo em película, de óptima gama tonal, e reutilizável para contactos e ampliações. Infelizmente a Polaroid cessou a produção portanto o que existe os últimos packs. Pelo menos a 55 ainda não acabou...
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2007-07-08
Denis Felix

Já corri uma dezena de revistas do conjunto. Sem duvida nenhuma que a edição mais interessante até agora foi #314 (Out.'94). Um especial de moda com abundância de Thierry Le Gouès, Herb Ritts, Jean Loupe Sieff, Lilian Bassman (que desconhecia e gostei), e especial atenção ao Richard Avedon. Também da para reparar na importancia dalgumas modelos na época - Linda Evangelista, Kate Moss, Nadja Auerman, Cindy Crawford e a Claudia Schiffer.
Mas neste post queria referir o Denis Felix. O trabalho dele aparece na #312 (Jul.-Ago '94). Denis é um fotografo que trabalha essencialmente com Polaroids no formato 4x5". Além de algum historial do fotografo (em francÊs, mas relativamente compreensível) é mencionado o "modus operandi" do Denis - camera Linhof Technika IV (4x5"), objectivas Symmar 210mm/f5.6 e 135mm/f3.5 (equivalente a 85mm e 45mm no formato 35mm), filmes Polaroid 55 expostos a ISO 40, com exposições que rondam nos 1/10-1/50s e aberturas de f5.6-f8. As Polaroid 55 são óptimas pois, além da imagem fixa em papel, ainda oferecem um negativo de grande qualidade e reutilizável.
Há muito que gosto do trabalho em Polaroid e que apetece experimentar (falta é o 4x5" e algum dinheiro para investir nos filmes). Mas um dia hei de experimentar. Para já vou apreciando as imagens de autores como o Denis que conseguem criar excelentes retratos com o formato!
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2007-07-07
Today was a good day...
Lembrando o título da musica do Dr. Dre, hoje foi um dia interessante por dois motivos, principalmente. Primeiro, finalmente tenho som no meu veiculo. Já não preciso andar com o auscultador do mp3 no ouvido.
Segundo, recebi uma encomenda "especial" - 53 edições dos anos 90 da revista PHOTO. Andavam no Miau umas 30 e a vendedora ainda tinha algumas a mais por lá. Há revistas até dizer chega! Agora, já só faltam umas 300+ para ter a colecção completa. É natural que eu venha postar sobre algumas imagens encontradas e/ou edições. :P
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2007-07-06
Pontosi
Hoje recebi do meu colega e fotog Paulo Carrasco (vejam o novo projecto dele!) um link para um site/loja online "novo" - o Pontosi. é um aloja de informática e fotografia, mas tem uma grande gama de produtos de iluminação, coisa rara de se encontrar em Portugal, ainda por cima, na web!
A iluminação disponível é, na generalidade, produtos genéricos do género encontrado no Ebay, como nas lojas Ebay da Wallimex (alemã). São óptimas para quem procura um kit de iluminação de estúdio eficiente e sem gastar muito dinheiro. Também serve pelos acessórios, como as sombrinhas, para quem quer seguir os métodos Strobist e usar flashes compactos.
Verdade seja dita, se procuras luz de estúdio, e não estás disposto a investir no material de topo - Profoto, Broncolor, Bowens, Elincrohm, etc. (que geralmente são mais rápidos, e mais robustos e mais potentes.. e mais caros! muito mais caros!) - este é o caminho. Conheço várias pessoas que tem kits do género e estão satisfeitos. Os pontos negativos deste tipo de flash é apenas ser um produto menos robusto, e mais lento (pode demorar de 2 a 5 segundos a recarregar, ao invés do <1 segundo de uma cabeça Profoto ) mas em contrapartida, consegues obter um kit completo ao preço de um acessório dos outros. Antes encontrava um outro defeito que era a limitação de acessórios, mas isso já não e problema! Alguns acessórios de iluminação até tem adaptação a sistemas de outras marcas.. talvez encontre o produto que já há algum tempo procurava. Eu para já vou vendo as caixas...
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2007-07-01
Como lemos uma imagen?

Acabei de ler o segundo capítulo o The Photograph de Graham Clarke. O título é idêntico ao deste post - "How de we read a photograph". Achei este capitulo muito interessante (é uma leitura relativamente "pesada" mas se tomado bem a atenção é enriquecedor).
"Longe de ser um 'espelho', a fotografia é um dos modos de representação mais complexos e problemáticos. (...) Necessitamos de não só ver a imagem, mas lê-lo como uma representação activa de uma linguagem visual. (...) temos de nos lembrar que primeiramente é um produto do fotografo. É sempre uma reflexão de um ponto de vista específico (...). Segundo, no entanto, a fotografia codifica os termos de referência com que moldamos e compreendemos o mundo tridimensional. Portanto existe dentro de um contexto de referência mais alargado e relaciona-se a uma longa série de histórias (...)"
O autor passa então a utilizar a imagem de Diane Arbus "Identical Twins" (1967) como exemplo. Apesar de ser uma imagem que à primeira vista parece simples e imediato - uma fotografia de gémeas verdadeiras - a imagem é na realidade um bom exemplo "da natureza difícil do significado fotográfico".
À partida, a noção de gémeas verdadeiras sugere a semelhança entre as duas miúdas, quase espelho uma da outra. Esta noção também reforça o conceito da fotografia como um registo documental, o espelho daquilo que vemos. "Uma gémea é o reflexo da outra. Mas 'idêntico' infere 'identidade' e o retrato do ser limitado à presença superficial de uma única imagem. Os dois aspectos abrem uma lacuna crítica entre o que 'vemos' na fotografia o que é nos pedido para 'visualizar'.
A colocação das gémeas contra um fundo uniforme e sem qualquer informação para contextualizar, quer a época, que a condição social, retira-nos a possibilidade que colocar os sujeitos num contexto. Arbus neutralizou efectivamente o 'espaço' e 'tempo', e portanto os termos da sua existência. (Este método também é típico de outros fotógrafos, como o Richard Avedon, o que limita a visualização ao retratado e o que a superfície do retratado nos transmite).
O elemento que nos dá uma base de introduzir a analise é efectivamente o caminho que vemos na parte de baixo da imagem, e que corre a um ângulo. Isso reflecte a abordagem da Arbus ás gémeas - a foto não via ao encontro das gémeas de uma forma paralela a elas, as olha para elas algo de lado. "Então aquilo que a imagem começa a reflectir é que, como uma linguagem, o seu significado funciona não através das semelhanças, mas através das diferenças". E são as diferenças que nos dão a identidade. Quanto mais olhamos para a imagem, mais diferenças encontramos - uma está com o sorriso e feliz, a outra esta entristecida; os narizes são diferentes; as golas tem formas diferentes; as dobras dos vestidos são diferentes; as sobrancelhas, as fitas do cabelo, a forma do cabelo, o comprimento dos braços.. diferentes. E quanto mais olhamos, maior o numero de detalhes que encontramos que aumentam a tensão. Contrário ao titulo, as gémeas não são idênticas, mas sim diferentes, e portanto cada uma com uma identidade própria!
Clarke continua no capítulo referindo Barthes e o ensaio "Camera Clara" e a visão deste sobre a leitura de imagens. "(...) ele identifica dois factores distintos no nosso relacionamento com a imagem. (...)studium sugere uma resposta passiva (...) mas punctum permite a formação de uma leitura crítica. Um detalhe na superfície perturba a unidade e estabilidade superficial, e como um corte, inicia um processo de abertura a uma analise crítica. Logo que encontramos o nosso punctum, tornamo-nos leitores activos da imagem. (...) O punctum permite-nos desconstruir, por assim dizer os [seus] termos de referencia, e alerta-nos para o facto que a fotografia reflecte o modo como vemos o mundo em termos culturais.
Procurar no nosso "punctum" (palavra estranha, né?) será efectivamente aquilo que nos permite fazer uma leitura crítica de uma imagem. Por vezes aquilo que nos pode parecer banal, correctamente contextualizado e lido, pode abrir a nossa visão para algo mais alargado, e a visão que se pretende ter da imagem à nossa frente. Mas isto também leva-me a pensar sobre o mesmo conceito, mas antes de produzir a imagem. Será que o fotografo consegue encontrar o "punctum" na cena que está a retratar de forma consciente? De continuamente o encontrar e o utilizar nas imagens que produz? Hmm...
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2007-06-29
Go Skateboarding Day - Carlos Santos

Lembro-me de quando comecei a visitar o skatepark de Ovar, e nos vários eventos de skate na região, havia um fotografo constantemente presente, e que era o ovarense Carlos Santos. Durante esse tempo tornei-me amigo do Carlos, com o qual, mais que a fotografia, o skate é a maior ligação.
O Carlos tem estado muito activo na revitalização do parque de Ovar, e em conjunto com a organização do "Go Skateboarding Day" de Ovar, ele produziu uma exposição fotográfica, com alguns dos melhores e mais importantes momentos da vida do skatepark, que conta com imagens de importantes skaters do panorama nacional e internacional. É um registo importante do espaço e da cidade.
A exposição está presente no café/bar paralelo 38, e presente até ao dia 19 de Julho.
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Through my eyes

O meu colega José Carlos Nero abre uma nova expo, em Sesimbra, dia 7 de Julho, no Espaço Atlântico de Sesimbra. A exposição conta com cerca de 30 imagens dos últimos 4 anos e estará em amosta até ao dia 22 de Julho.
Segue uma pequena entrevista que efectuei ao Nero para este post:
"O que tem sido para ti a fotografia, nestes quatro anos?"
JCNero - Foi em 2004 que descobri esta grande paixão, foi como "nascer" outra vez. Desde então posso dizer que cada vez gosto mais de fotografar e que tenho uma enorme necessidade de o fazer. E o melhor de tudo é que sinto-me muito bem quando o faço!! Quando estou naquele ambiente é com se estivesse numa liberdade total. Enfim, adoro isto!!
"Grande parte do teu trabalho é ligado ao mar e à paisagem litoral. Porquê a escolha deste tema para as tuas imagens?"
JCNero - O mar sempre esteve presente em mim. Nasci numa terra de pescadores (Sesimbra) e a minha relação com o mar sempre foi constante. Transmite-me muita calma e muita serenidade. É este o poder que o mar tem em mim e de certa forma é isso que eu tento também transmitir ás pessoas quando vêem uma fotografia minha.
"Esse sentimento é a razão da escolha do P&B?"
JCNero - Pois… o P&B, é uma coisa difícil de explicar, apenas posso dizer que gosto muito desses tons monocromáticos, toca-me muito mais uma fotografia a p&b, identifico-me bastante, é muito mais intimista! O p&b transmite essa calma e serenidade bem melhor.
"Que pretendes com esta primeira exposição?"
JCNero - Pretendo dar a conhecer ás pessoas a minha maneira de ver tudo o que me rodeia, daí também o nome da exposição “Though my eyes”. Esta exposição é uma mostra de parte do meu trabalho desde o início desta minha grande paixão
"A expo marca o fecho de um ciclo para dar inicio a novo ciclo, ou pretendes aprofundar mais os temas em que te aplicaste nos últimos anos?"
JCNero - A exposição não marca o fecho de um ciclo. Antes pelo contrario, acho que vou aprofundar e desenvolver mais nos temas que tenho andado a fotografar. Claro que também tenho outros temas em mente, algo mais inovador, mas isso fica para uma, quem sabe, e outra expo...
Web: http://www.jcnero-fotografia.pt.vu/
Blog: http://jcnero.blogspot.com/
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Reflectir.. sobre leilões fotográficos
O Sérgio Gomes, autor do blog Arte Photoraphica e um dos blogs fotográficos que sigo via RSS, colocou um post interessante sobre o fenómeno dos leilões fotográficos em Portugal, que passo a citar:
O crítico do semanário Expresso Jorge Calado escreve na última Actual (23 de Junho) um texto de reflexão sobre o fenómeno dos leilões de fotografia em Portugal. O professor de química do Técnico lamenta a escassa oferta no mercado (?) de fotografia em Portugal justificada pelo "desprezo" a que está votado o património. Para Calado, os três leilões já realizados pela Potássio Quatro demonstraram que existe por cá "não um, mas vários públicos para a fotografia", razão pela qual os lotes postos à venda são tão diversificados. Do lado das áreas com menos futuro, segundo Jorge Calado, estão as cartes-de-visite, monarquia, memorabilia e Estado Novo. Já os lotes históricos, os relacionados com África, o fotojornalismo e os livros estão em alta. O crítico refere-se depois à falácia das "edições limitadas" da imagem fotográfica e explica como, normalmente, esta manobra é usada como artifício para fazer subir a cotação de determinado autor.
Jorge Calado aponta a internacionalização como um dos aspectos mais positivos dos leilões da Potássio Quatro (mais de 50 por cento dos lotes foram para o estrangeiro) e sublinha a importância da venda do retrato de Fernando Pessoa (2º leilão, por 9775 euros) e do livro Lisboa: Cidade Triste e Alegre, de Victor Palla e Costa Martins (3º leilão, por 3047 euros).
E, por último, deixa esta pista:
“No mundo da fotografia, um dos desenvolvimentos recentes mais surpreendentes é a emergência da fotografia anónima e espontânea, dita vernácula. Já chegou ao museu e à galeria especializada. Se uma imagem é boa e desperta interesse é arte; se, além disso, for também um documento, tanto melhor; o resto é especulação financeira.”
E realemente me deixou a pensar. Senti necessidade de deixar um comment:
Há realmente dois pontos que menciona (citando o autor do texto que infelizmente n li) que me puxaram a reflectir...
1- "escassez de imagens". O (?) é mais que compreensível. Como é possível falar de escassez de imagem quando há tanta imagem a ser constantemente produzida? (Quase) Toda a gente sempre teve uma camera fotográfica e quase toda a gente continua a ter uma camera fotográfica (agora compactas digitais e telemóveis). É impossível falar de escassez de imagem. Se calhar foi retirada a menção a fotografia de qualidade, de processos antigos e/ou analógicos especificas (baseados em processos químicos clássicos), ou algum outro tipo de especificação... Será?
2- "o resto é especulação financeira" - esta frase sumariza muita coisa. Algo que sempre me passou pela cabeça quando via os catálogos da P4 era "mas quem é que quer isto". Talvez não estivesse concentrado ou curioso o suficiente para descobrir as imagens e sua importância (a imagem em si e não propriamente o seu suporte), grande parte do que via não suscitava grande interesse. Reconheço que peço por não conhecer a história da fotografia portuguesa, e isso pode representar uma das falhas.
Mas de qualquer forma fica a sensação que o comprador acaba por comprar a peça como um coleccionável, não necessariamente pela imagem que esta representada na fotografia nem o seu contexto histórico-cultural, que lhe interessa ou que toca directamente com a sua vivência, mas porque é uma fotografia de um determinado tipo, ou época, ou autor, qualquer que seja a imagem representada nela. Género se E.Weston tivesse fotografado uma pata de uma tartaruga, e um print muito mau se escapasse (totalmente desfocada, mal exposta, etc etc... que não tivesse leitura possível) será que vendia bem por ser um Weston, apesar de aquilo que continha nem o autor queria que alguém visse?
Consigo compreender e aceitar que isso é possível e até considero válido, como por exemplo um alunos ou adepto de fotografia que queira ter na sua colecção um elemento de cada processo fotográfico existente, para poder ver os resultados dos processos (como menciona o Jeff Curto nos seus podcasts de história da fotografia), mas este tipo de caso seria algo raro. Não justificaria tão grande procura.
Por outro lado há o aspecto de "autor morto". Como dizia um colega meu, Paulo Carrasco (www.paulocarrasco.com) "só vende bem obra de morto, por isso tira fotografias e depois morre :D". Será que é daí o interesse? O autor morto simplesmente é mais valioso? Não recordo com detalhe o conteúdo das ultimas edições dos leilões mas... quais as imagens mais recentes nesses leilões? Alguma coisa de impressões com base em imagens digitais? ou apenas processos "extintos". Há autores actualmente em acção, emergentes ou não, com obras no leilão? Há interesse do mercado nesse sentido? Ou prevê-se o surgimento desse interesse?
Enfim, arte é arte, há todo um mercado (estranho e que não compreendo) à volta dela, e por vezes (ou geralmente) o dinheiro movimenta interesses estranhos. Se calhar por estar mais virado mentalmente para o lado de produção da imagem, em vez do colecciona-lo e entender o coleccionar da imagem, a ideia de pessoas comprar imagens sem ser pelo interesse do seu conteúdo ainda não está bem entendida e portanto mal aceite. Espero um dia entender!
Talvez não faça muito sentido, mas será que faz?
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2007-06-28
The Photograph

Ontem à noite passei algum tempo a ajudar o meu colega Victor Martins com um trabalho escolar. Como é habitual nos reencontros, há sempre um pequeno período de troca de novidades, nomeadamente os novos livros de fotografia que cada um tem. Ultimamente não tenho tido livros fotográficos novos para ler/ver. Ele, dado o curso que anda a frequentar, tem que ter novo material constantemente. Como é o caso do livro The Photograph: A Visual and Cultural History (Oxford History of Art) de Graham Clarke.
Não se trata de um livro de portfólio de autor, mas sim um ensaio sobre a fotografia e a forma como a analisamos e lemos uma imagem. O autor, na introdução, menciona como ele tenta, neste trabalho, aplicar um método de leitura de imagem em que qualquer fotografia se possa inserir. É uma leitura da imagem que ultrapassa o fotografo e as questões técnicas. "... something which, as part of our everyday lives, seems so obvious and simple, and yet is endlessly complex...". Lembro-me de ler algures uma frase que dizia (traduzida): "numa sociedade tão carregada de imagens e estímulos visuais, os novos analfabetos serão aqueles que não sabem nem ler texto nem ler uma imagem...".
Com tanta imagem a ser produzida hoje em dia, saber ler imagens, interpretá-las, é de elevada importância. Como fotógrafos, por vezes a nossa percepção da imagem é apenas a fotografia e aquilo que é mais técnico e estético da imagem (exposição, cores, composição). Por vezes esquecemos da leitura da sua inserção num contexto mais alargado. A leitura da imagem e não necessariamente do elemento físico da fotografia; do conteúdo e do seu significado em vez de o elemento físico e o seu suporte. ( Espero que isto faça sentido que é difícil por em palavras...). Espero que leitura deste livro me abra os olhos para uma leitura melhor de imagens!
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2007-06-27
Direitos de autor
Há dois blogs que acompanho já há algum tempo e que me tem ensinado muito sobre a área de negócio da industria fotográfica. São eles o blog do Dan Heller e o do John Harrington (principalmente este e o livro dele). Tenho aprendido muito quer sobre a colocação do preço, quer de protecção, quer sobre o licenciamento (não é que aplico sempre correctamente o que aprendia mas...).
Entretanto hoje li o útlimo post no blog do fotografo Chase Jarvis sobre a sua batalha legal com a empresa desportiva K2, sobre o uso ilegal das suas imagens. Essencialmente, a empresa utilizou as imagens produzidas pelo fotografo fora do prazo estabelecido pelo licenciamento. Como não foi possível resolver a situação a bem, foi necessário usar os tribunais e felizmente o fotografo ganhou o caso.
O que há de comun em todos eles é a menção do registo das imagens, indicando como propriedade intelectual/artístico do autor. Apesar da legislação (também a portuguesa) assinalar automáticamente o copyright ao autor da imagem, sem o registo da imagem, torna-se muito difícil a defesa dos seus direitos. E foi graças à existência desse registo que o fotografo conseguiu levar o caso em frente.
Em Portugal, a instituição que resolve as questões de direito de autor é a SPA - Sociedade Portuguesa de Autores. Abrange todas as áreas artísticas, desde a música, ao cinema e artes plásticas, incluindo a fotografia. Segundo o FAQ:
"O registo oficial das obras é efectuado na IGAC (Inspecção Geral das Actividades Culturais - telf. 21 321 25 00). No entanto se o autor desejar ser representado pela SPA para a protecção das suas obras (elaboração de contratos, protecção jurídica, cobrança e pagamento de direitos de autor, controlo das obras etc.), deverá para o efeito proceder à sua inscrição nos nossos Serviços de Atendimento ao Autor."
A alternativa que existe é o Creative Commons, mas este é mais virado ao registo não comercial e não tem o apoio jurídico que a SPA oferece. Os sites da SPA e do IGAC merecem uma visita para obter a informação, estando os sites até bem completos a esse nível (mais que aquilo que esperava).
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2007-06-26
Tiago Xavier

Hoje fiz algo que já não fazia há bastante tempo (a sério). Estive a ver sites de comunidades fotográficas! O que há sensivelmente um ano era o dia-a-dia, ultimamente tem sido uma raridade. Em tempos alguns sites simplesmente perderam o interesse. Basicamente passei a visitar apenas o Fotosensível, que é o meu site preferido a nível de comunidade.
Dois a que nunca liguei muito deixaram de existir - iso600 e fotografia-na.net; O 1000imagens continua igual, e o olhares parece ter evoluído em qualidade. Não estive neles muito tempo, mas dei uma vista de olhos sobre as galerias de retrato que digamos é o tema que prefiro ver. Foi nesta galeria que descobri o trabalho do Tiago.
Os retratos dele saltam logo à vista. Não é o típico retrato de rosto meio cândido que TODA A GENTE posta nos sites (não é que seja mau... mas enfim...). Há muito mais que isso nas imagens. E o trabalho de cor e luz é excelente - fez me recordar algumas coisas do Jean Baptiste Mondino (pelo menos o aspecto geral de algumas imagens no livro "Mondino"). O site deste freelancer residente em aveiro merece, sem dúvida, a visita e apreciação do trabalho.
http://www.tiagoxavier.com
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2007-06-25
40º Aniversário da revista Photo!

Se há revista de que gosto e que recomendo vivamente a quem goste de fotografia, a primeira a mencionar é sem dúvida a revista PHOTO. A revista francesa dedicada a apresentar o melhor que se faz, quer a nível artístico, quer a nível profissional na fotografia, celebra este mês o seu 40º aniversário!
É a única revista que colecciono de forma dedicada. A primeira edição que comprei foi a 399 e desde a 4007 (Março 2004) que não falho uma edição. A edição mais antiga que tenho é a 119 de Agosto de 1977 (com trabalho de Bresson e Bourdin). A evolução da revista desde daquela altura é notória estando bem mais completa com as novidades das publicações e noticias das exposições. Além do mais conta com as entrevistas e alguma info do mercado, tudo elementos que faltavam nessa edição de '77. Mas mesmo assim a revista de então era uma delícia para a visão.
Adoro o formato e conteúdo da revista e considero-o o mais completo. Só tenho pena de estar em francês, pois não estou muito à vontade com a língua (se bem que consigo entender boa parte do que leio). Contém sempre info sobre exposições e sites de interesse, especialmente de fotógrafos a merecer destaque, lista de livros novos no mercado, artigos dedicados a fotógrafos e a tipos de imagem (sempre com imagens de topo, quer de qualidade quer de produção) e informação breve sobre compras e software e tutoriais (e basta). Os fotógrafos e os seus trabalhos que aparecem na revista tem sem dúvida o destaque e tratamento merecidos.
Esta edição especial tem na capa (e interior) a Natalia Vodianova, modelo muito destacado pela revista ao longo dos anos, e ainda tem: lista de 40 livros escolhidos pela revista (o que é sempre uma dor de ver pois há tantas que quer e tão poucas que posso comprar...), 40 imagens imagens/artigos sexy publicadas ao longo dos anos, os 40 sites web incontornáveis, 40 talentos com os seus 40 anos (mais ou menos) nas areas da moda, retrato, paisagem, jornalismo, natureza e artes (incluindo David Lachapelle, Terry Richardson, Marino Parisotto, Jill Greenberg, Denis Rouvre, Martin Schoeller, Philip Blenkinsop, Nina Berman, Guido Mocafico, Gregory Colbert, Tim Flach e muitos outros) e entrevistas a alguns dos peritos da área sobre a evolução da fotografia nas últimas 4 décadas. A não perder!
Para acabar, hoje quando fui ao quiosque da Torreira para comprar a revista (repare que tenho de andar uns belos quilómetros para conseguir obter a revista), comprei-o no dia em que chegou ao quiosque (tive sorte) e tive a sensação que pela primeira vez tinha falhado uma edição. Felizmente verifiquei, ao chegar a casa que era apenas impressão e que na realidade a última que eu tinha era efectivamente a de Maio, numero 439. Está "completo"!
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Tags: revistas
Como são feitas as objectivas
Indicado pelo Paulo Carrasco e presente no strobist.
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Utilizando a ferramenta Black and White do Photoshop CS3
Na leitura dos RSS de manhã encontrei no Art-nudes um post com um tutorial interessante de conversão para preto e branco usando a nova ferramenta black and white do Photoshop CS3. É bem mais eficiente que o método da desaturação ou memso o Channel Mixer (não é necessario ajustar as percentagens de modo a equilibrar nos 100%). E existe como camada de ajuste (adjustment layer)!
- Permite ajustar os tons em 6 gamas de cor (vermelhos, amarelos, verdes, cyans, azuis e magentas);
- Tem filtros de cor prédefinidos (como no channel mixer);
- Permite realizar a coloração do preto e branco;
e talvez o mais interessante:
-Permite ajustar os tons de um canal clicando e arastando directamente sobre a imagen, evitando o processo de adivinha de canal de cor associado!!!
Mais videos em photoshopsupport.com
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Tags: channel mixer, Photoshop, Photoshop CS3, preto e branco
2007-06-24
Vinhetagem em Photoshop

Andei a brincar com uma imagem que tirei há já uns bons meses, mas que só agora scanei (até parece que ando numa de Winogrand a revelar meses depois de tirar :P ). Trabalhando a imagem, passei-o para preto e branco (usando o Channel Mixer com um filtro amarelo, por dar o toque que mais me interessava).
Por fim achei que lhe devia dar uma vinhetagem ligeira, que creio que reforça a imagem. Encontrei um pequeno tutorial interessante com um método em http://digital-photography-school.com/. É um processo simples:
- Cria uma selecção para a área da vinhetagem. Como a minha imagem é quadrada, criei uma selecção quadrada distanciado da margem 100 pixeis (dos 2500 da imagem).
- Entra no modo quickmask (Q). A selecção fica transparente e a área não seleccionada (externa) fica vermelha.
- Aplicar um Gaussian Blur, e manipular o valor para ter o gradiente desejado na área vermelha da máscara. Eu usei um valor na ordem dos 70.
- Remove o quickmask (Q). Deve ficar uma selecção quadrada de cantos redondos.
- Inverte a selecção (shift + ctrl + I).
- Aplica uma nova camada de ajuste de cor sólida preta. Altera a opacidade para o valor desejado (coloquei-o na ordem dos 70).
Et voilá. Simples e funcional
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2007-06-23
A grelha das palhinhas
Um dos grandes problemas que sempre encontrei nos flashes compactos era a falta de acessórios. Softboxes, reflectores, grelhas.. nada disso é feito a pensar nos flashes compactos, ou pelo menos há muito poucos exemplos de produtos de qualidade nesse sentido. (Minha opinião).
Felizmente há sempre a alternativa - a mentalidade D.I.Y. (do it yourself). Nem sempre é fácil conceber o produto, e de uma forma apresentável. Mas volta e meia aparecem os génios que conseguem produzir muito do nada.
No blog do Strobist, quem acompanha já terá descoberto a solução do reflector e snoot. Se bem que não é propriamente novo (é comum usar Cinéfoil para produzir snoots), o método do cartão é de tão baixo custo que é de ficar parvo. E nos speedlights não há problemas de calor. para sombrinhas, já existem suportes apropriados, e para caixas de luz há soluções... o mais simples uma vulgar caixa de cartão.
Mas talvez o mais útil dos modificadores - a grelha - se apresenta como a mais difícil de reproduzir. grelhas comerciais são geralmente estruturas metálicas, resistentes a calor (as lâmpadas de modelação aquecem, e bem, a grelha!) e dimensionadas com precisão. Reproduzir a estrutura de favo de mel é uma tarefa nada fácil.
Não sendo a estrutura idêntica possível ou fazível, procura-se a aproximação - círculos! E que é fácil de usar para estruturar círculos na forma da grelha? Palhinhas! E assim se tem uma grelha de palhinhas, óptima para os speedlights. Como fazer? O blog do Rui Leal, fotografo português e também adepto do blog do Strobist explica o processo, passo a passo! A não perder!
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MytyMyky
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Tags: D.I.Y., flash, Grid, iluminação, Rui Leal, softbox, strobist
Torrents e fotografia
Tal como o google, os Torrents são óptimas formas de encontrar informação, especialmente no formato de documentários. Aliás, diria que os documentários são a principal fonte de informação que retiro do formato... isso e umas series animadas (Samurai Jack e SouthPark).
Felizmente no último ano ou mais tenho conseguido encontrar alguns bons documentários sobre fotografia, ou arte no geral. As melhores, na minha opinião, são as que a PBS e a BBC produzem. Muita qualidade na produção dos programas. E a TV assim exige.
De tempo a tempo aparece uma ou outra ligada directamente a fotografia. Ainda hoje vi um sobre o David LaChapelle do Channel 5 (2002). Foi muito interessante ver o processo de trabalho do fotografo e da sua equipa, e muito fixe poder ver algumas imagens que já conhecia a serem criadas!
Portanto para o post de hoje decidi listar alguns dos Torrents que já obtive (alguns ainda não tive oportunidade de ver)
Documentário Biográfico (ou quase):
Portrait of a Photographer - David LaChapelle Channel 5, 2002;
Photographer-Annie Leibovitz-1993
Photographer-Sebastião Salgado–The Spectre of Hope-2000
Photographer - Man Ray - 1998
PBS - american Masters - Andy Warhol - 2 episódios
BBC - Power of art - série de 8 episódios documentando os grandes artistas como Caravaggio, Rembrandt e Picasso. Há uma versão legendada em PT.
Arte:
BBC - Design Rules - serie de 6 episódios muito bons sobre como melhorar o design interior, e explica de forma simplificada muitas das "regras" de design (e arte).
BBC - How art made the world - serie de 5 episódios (+1 de extras) sobre a história / desenvolvimento da arte.
Geral:
PBS - The War in Iraq, Through Photographers' Eyes
Alguns são tão "raros" (não há assim tanta gente a obter este tipo de vídeo ou a suporta-lo) que os tempos de obtenção são longos ou nulos... ou então sou eu que continuo com a ligação super lenta. Também, dado que alguns são reproduções de cassetes VHS gravadas da TV, a qualidade poderá não ser a esperada... Mas a espera vale a pena!
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2007-06-22
Digitalizar Película

Ontem o Go Skateboarding day em Ovar esteve 5 estrelas. Já não participava num dia de eventos assim há muito e soube muito bem. Praticamente não fotografei nada porque tava a curtir tanto andar ás voltas no skate. Esteve uma tarde excelente, mesmo óptimo para o evento! Parabens a todos que participaram e organizaram. Há muitas mais imagens do evento no blog do evento: http://gsdovar.blogspot.com
ANyway, gosto imenso de fotografar com película. Sei que não é o mais eficiente em muitas ocasiões, (nem o mais seguro) mas ainda sabe muito bem pegar numa Bronica ou Yashica ou mesmo a Holga pra mandar uns disparos. No domingo levei para o parque a Yashica, uma TLR, para disparar um rolo. Acabei por fazer uns retratos de alguns por lá.
Fiquei contente com algumas das imagens. A capacidade de reduzir a DOF nas médio formato é fabuloso. Se calhar é por isso que gosto tanto. Esta selectividade é muito útil. Também, a dimensão da película de médio formato é óptimo para digitalizar. Dá para sacar muito detalhe com uma digitalização a 1200DPi (dá uma imagem 2500x2500pixeis, aprox.)
Infelizmente, não é fácil digitaliza-los! Ou pelo menos ainda não acertei no workflow. Tenho uma Epson 4180 Photo, e estou a usar o software Epson Scan, que veio com o scanner.Gostaria imenso de usar o Silverfast. Até tenho uma cópia legal do software (versão SE distribuída noutros scanners da Epson), mas infelizmente não consigo activá-lo (actua como se de uma demo se tratasse). Não é que o Software da Epson seja mau, mas é muito automático - os crops são automáticos (o que é problemático com as imagens da Holga, pois muitas vezes uma sub-exposição e vinhetagens são consideradas espaçamento entre imagens e é impossível incluir as marcas da película - a numeração lateral), a exposição é automática, o controlo das cores é automático... É possível efectuar ajustes, mexendo nos level, curves e afins que o software disponibiliza, mas por alguma razão é tão esquisito.
Basicamente nos scans, preparo a imagem o mais próximo que consigo daquilo que quero e resolvo o resto no Photoshop. Geralmente aplico uma curva que abre os midtones tb, para clarear a imagem. Mas o tratamento da cor é o que complica tudo. A típica escolha do branco com os levels nem sempre funciona. Há grão e brancos impuros. Escolher o cinza é uma chatice tremenda... Se calhar ainda não interiorizei ou descobri o esquema correcto para o ajusto da cor, especialmente de película!
Se alguém tiver dicas, agradecia que deixasse nos comments, ou que me enviasse um mail! Gracias!
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Tags: Médio formato, retratos, Skate
2007-06-20
Vista e cor... um problema?
No fim de semana decidi tentar calibrar, dentro do possível, o monitor do portátil que tenho, e que está com Vista. Escrevi "tentar" porque 1) o monitor é quase incalibrável (LCD e muda facilmente o contraste consoante o ponto de vista, infelizmente e 2) não encontrei os controlos de calibração do Adobe Gamma, que estava habituado a usar no desktop e 3) não tenho nenhum equipamento de calibração. Na verdade o único controlo que encontrei foi o da placa gráfica, no painel de controlo da NVidia.
De qualquer forma, tentei procurar informação sobre a calibração de cor no Vista, a ver onde encontraria o Gamma no meio daquilo e encontrei um artigo/post no Digital Outback Photo. Trata-se de um artigo publicado inicialmente no Cromix Newsletter #26 (escrito por Steve Upton) em que o autor apresenta informação sobre o tratamento de cor nos sistemas MS Windows (passado e presente). O artigo merece uma leitura atenta, especialmente se estiveres atento a questões de cor e calibração da cor no teu workflow de imagens.
Resumidamente, a Microsoft apresenta no novo S.O. um novo sistema de gestão de cor (CMS) - Windows Color System (WCS). O WCS vem substituir o CMS anterior - Image Color Management (ICM) e que era baseado em perfis ICC. O WCS tem sido desenvolvido pela Microsoft em parceria com a Canon. O WCS não é compatível com ICC (são estruturas de informação diferentes) mas é possível a conversão da informação. No Vista, ainda é possível usar perfis ICC desde que todos os perfis em uso são ICC. Caso contrario, WCS é usado e os ICCs são convertidos para a estrutura WCS. Mais, os perfis WCS podem ser embutidos nas estruturas do ICC. (Confusão, né?... Eu sei...) As conversões no WCS são calculadas "on the fly", sendo rápido e eficiente. Os perfis WCS também armazenam informação do ponto negro.
No entanto, apesar das vantagens que o WCS apresentaa (e estão listadas no artigo), há problemas associados... que aparentam ser mais do Vista do que própriamente do WCS. O primeiro que salta á vista no artigo é a dificuldade em carregar as curvas de calibração dos monitores. É um problema de conflitos de carregamento das Tabelas de consulta (lookup tables - LUT). O Windows sempre dependeu de aplicações externas para carregar esses dados (nos MAC é carregado no arranque desde o OS 8). Como tal, duas aplicações podem ter LUTs diferentes carregadas.
O segundo problema que chama a atenção é o "bug" da autorização. Se já usas ou usaste o Vista, é natural que tenhas ficado farto do contínuo pedido de autorização para efectuar uma tarefa administrativa. E quando isso acontece, o ecrã escurece. Pois é, esse escurecimento é algo que altera os perfis de cor carregados! Ou seja entras no Vista, carregas a calibração do monitor com uma aplicação externa, e 5 minutos depois num pedido de acção administrativa, a calibração é alterada na gráfica (para o escurecimento) e nunca é reposto... é facil perder confiança na calibração que tens, com o Vista. Felizmente é possivel eliminar a alteração desligando o UAC e o escurecimento do ecrã (ver: disable user account control uac the easy way on windows vista & make user account control uac stop blacking out the screen in windows vista )
Naturalmente o WCS parece interessante e um avanço no tratamento de cor no Windows. Mas os problemas que o Vista apresenta são problemáticos e até "corrigidos", poderá ser problemático usar o WCS eficientemente, especialmente a um nível profissional onde é necessário garantir precisão na côr. Mas convém ler o artigo completamente para ter a correcta percepção da questão da gestão da cor no Vista.
Agora já só falta calibrar o monitor....
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2007-06-19
Desatenção, desleixo...

O que não mencionei no post de ontem foi o quão mau saí fotograficamente,no domingo. Para já, saquei muito poucas fotos. Estava mais interessado em andar e ver andar que andar com a máquina na mão. É uma "mudança" que ás vezes apetece. E quando se está com a máquina, nestas condições, o desleixo aumenta, e os detalhes escapam.
Esta foto e a do post de ontem é exemplo... Dois bons toques, duas fotos relativamente fraquinhas. E porquê? Total desatenção aos detalhes.
Basicamente para as duas fotos, usei um esquema de duas luzes (em cross-lighting). Mas se olhares bem para as imagens, só há luz de uma fonte. Que aconteceu, perguntas? Desleixo e desatenção! Geralmente tenho os dois flashes (Metz 54Mz-4) na mochila, uma com sapata para a máquina e outra com a célula fotossensível montada (SCA 3083). Visto que tinha os dois flashes afastados, montei a ligação por rádio - transmissor na máquina, e receptores nos flashes. E se tiveres mais atento que eu a ler isto, já terás percebido o problema - receptor montado na sapata da célula....
A base da célula é visualmente idêntica às sapatas "normais" do flash e não tem qualquer contactos externos. Ao ligar a receptor ao flash nada acontece. Carrego no botão do teste do transmissor e o flash não dispara. Ver settings, botões de power, etc.. teste... nada. Aliás de vez em quando até disparava, aleatoriamente, porque o segundo flash também estava ligado e por vezes a célula disparava e por simpatia, em vez de ser por estar ligado ao receptor. Esquisito não é? Acredita que sim! Só detectei o erro quando olhei para a frente do flash e vi a janela da célula... e aí já era "tarde demais".
De qualquer forma, a desatenção do estado do equipamento (o acessório ligado a ele) comprometeu completamente a imagem ao nível da luz. Queria duas luzes, fiquei só com uma. A escolha da lente / composição também não foi a mais famosa. Tele na vertical neste corrimão funciona bem, ou a fisheye numa posição mais paralela ao obstáculo. Fica para a próxima.
E fica atento ao que fazes!
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MytyMyky
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Tags: equipamento, iluminação, Skate
2007-06-18
Go Skateboarding Day

Ontem foi um dia bem divertido. Já fazia algum tempo que pegava no skate para andar. Pelo menos num skateparque para mandar uns toques. De vez em quando ainda há hipótese de dar umas voltas pela rua e assim. Mas com trabalho e tarefas, tempo para dar um giro sobre a tábua escasseia...
Ontem foi o primeiro dos eventos do Go Skateboarding Day em Ovar. O dia oficial é apenas quinta, mas o povo de la organizou parte do evento no domingo, com o intuito de sensibilizar a comunidade para o estado do skateparque, que realmente necessita de manutenção. É um parque com muitos anos e naturalmente precisa dos toques.
Infelizmente o dia de manhã esteve com um tempo muito mau, e não foi possível skatar no parque de manhã. A alternativa do o estacionamento subterrâneo do antigo Modelo. Foi uma session divertida e simples lá por baixo. Alguns jogos de skate amigáveis e afins.
Felizmente o dia clareou e permitiu uma tarde muito boa. O parque esteve cheio de pessoal, coisa que já nãi via há anos, literalmente. E deu para estar com amigos que já não via há bastante tempo como o Diogo e povo que costuma estar na Gafanha e o Dantas que anda por Lisboa. Também o pessoal que andava antigamente de Ovar esteve presente. Também deu para ver que há sangue novo que está com o nível bem alto, como o Renato Aires que atirou-se ao corrimão que antigamente toda a gente tinha "medo" de dar. Boardslide e 50-50 (a foto de cima), foram os toques dados. Espero na quinta ver o 5-0!
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MytyMyky
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2007-06-07
Tech Week #1 - Backups - III
No ultimo post, falei sobre os meios tecnológicos que podem ser usados para suportar os dados do backup. Vamos ver melhor alguns esquemas de utilização.A melhor escolha para a tua situação dependerá naturalmente da quantidade dos dados que geras, e a importância das mesmas.
Organiza-te!
Algo que ajuda imenso na decisão dos métodos de backup ideais está ligado à organização que dás aos dados. Tudo ao molho complica ou limita as decisões. Já uma boa organização da informação poderá simplificar em muito o processo.
Por exemplo, usar pastas bem seleccionadas para suportar os conteúdos. Uma pasta para trabalhos com subpastas de cada trabalho; Uma pasta dedicada a fotografias com pastas para o tipo de imagem (trabalho, familiar, produções finais, impressões); Pastas para os multimédia - musicas, filmes, livros electrónicos, podcasts...). Este tipo de separação ajuda em muito a classificar os dados quanto à sua importância. Trabalhos, são sem duvida, dos dados mais valiosos que se tem, pois geralmente são as que dedicamos mais tempo a criar. Documentos, relatórios, produções de imagem, base de dados, etc... Se bem que, depois de realizar a primeira vez, poderão ser novamente efectuadas, a perda de tempo necessário para a reprodução é insuportável. Logo estes são os dados que tem de ser salvaguardados em primeiro lugar e mais frequentemente.
Para esse efeito, o CD ou DVD é a melhor solução. São baratos, e tem uma capacidade suficiente para suportar muitos dados, sem exagerar. Se determinado projecto ou conjunto de projectos rondar os 500MB de dados, um DVD, pode ser utilizado para armazenar umas 8 versões dos dados. A gravação é rápida, é barata o que admite múltiplas cópias de dados, e são óptimos para arquivo. No caso de fotografias, é muito fácil organizar sessões de imagens por data e ir inserindo em DVDs á medida que se tenham acumulados imagens suficientes. Considerando as dimensões dos ficheiros que as máquinas habitualmente gerem, facilmente se enche um DVD. De qualquer forma, este é o tipo de dados que é muito importante "ir guardando". É muito importante fazer periodicamente o backup da informação. Diário, semanal, mensal... depende da quantidade e frequência de criação de dados. O mais difícil, especialmente tendo em conta que exige a acção directa do utilizador, é mesmo criar uma agenda de backups e mantê-lo.
Uma opção também interessantes é usar espaço web para armazenar versões dos ficheiros. Este é particularmente útil se as dimensões dos ficheiros são reduzidos (até alguns megas). Basta ao fim do dia de trabalho enviar o ficheiro por FTP para o servidor. Se a maquina local falhar, há uma cópia remota que poderá ser recuperada.
Se a situação de "acção directa" incomodar, uma solução mais automatizada é necessária. Neste caso, discos externos são ideais. Existe diversos softwares que permitem efectuar cópias de segurança dos dados. E facilmente podem ser colocados numa drive externa. O próprio Windows XP já inclui um aplicativo de backups. Podem encontra-lo navegando no menu de programas a Programas -> Ferramentas do Sistema -> Backup.
O Backup do Windows uma aplicação extremamente simples, e muitas vezes desconhecida (eu mesmo descobri-o há muito pouco tempo). Podes definir quais as pastas a armazenar, e onde armazená-los. Geralmente é gerado um ficheiro com o backup efectuado. Também é possível agendar a tarefa do backup criado, com a frequência desejada e no modo desejado - completo, incremental, diferencial, etc... Podes por exemplo seleccionar as pastas importantes e guarda-los num ficheiro, outros dados noutro backup, os dados do sistema noutro. Cada backup é um ficheiro (com os restantes ficheiros guardados lá dentro.. podem imagina-lo como um zip. Localmente (isto é guardando os dados de um computador no próprio computador), é bastante eficiente. Uma grande vantagem que tem é que consegue efectuar copias de ficheiros em uso - como o ficheiro do Outlook que geralmente está sempre aberto. Se os ficheiros gerados forem pequenos, podem ser facilmente armazenados num DVD para arquivar, ou copiar para um disco que fica off-line. Um artigo sobre o backup do Windows que recomendo é 10 things you should know about Windows XP Backup.
Infelizmente não está muito documentado (ou na altura tive dificuldade em encontrar a informação que eu queria). Já o utilizei nalguns ambientes mais complexos - guardando os dados de dois computadores para o mesmo disco. Basicamente cada computador fazia o seu backup para uma pasta própria num disco externo ligado a uma das máquinas. No disco da própria máquina, tudo corria ás mil maravilhas. Do computador ligado por rede, por vezes não encontrava a pasta partilhada/ficheiro onde devia armazenar o backup efectuado. Também, agendar a tarefa tendo em conta permissões da AD pode ser mais complexo do que possa parecer... Um último problema era que cada backup duplicava os dados (apesar de ter escolhido backups diferenciais) e facilmente enchia o disco (cada backup gerava cerca de 60GB). Não sei bem como, mas eventualmente (suponho) a aplicação fazia um backup completo dos dados e livrava o espaço das versões completas e diferenciais anteriores. Mas localmente, funcionava (e ainda funciona) na perfeição.
O backup do Windows é óptimo porque é simples e gratuito. No entanto há outros aplicativos no mercado. WinBackup e soluções da Norton são exemplos. Por vezes os próprios discos externos tem software proprietários que permitem fazer backups. Podem ser soluções que vão ao encontro das tuas necessidades.
Acabamos de ver que os dados importantes e gerados mais frequentemente devem ser prioritariamente salvaguardados. Guardar versões também é útil - sempre é uma cópia extra, mesmo que não completa. Num projecto em que estou a trabalhar actualmente, o meu backup é, na prática, diário. Não só serve como forma de entrega, mas garanto a salvaguarda de múltiplas cópias do ficheiro, mesmo que incompletas (mas que com um pouco de trabalho, ficam "refeitas"). Agora como tratar os dados menos frequentes, e menos importantes. Um exemplo são músicas e vídeos, podcasts, publicações web, etc.
Vale a pena criar um backup com esses dados? Depende da importância que lhes dás. Boa parte desse tipo de dados é geralmente "descartável". Digo descartável porque boa parte é de uso temporário. Vemos o filme ou podcast uma ou duas vezes e nunca mais lhe mexemos. O mesmo acontece com alguns álbuns. Mais, boa parte desses dados podem ser readquiridos sem grande esforço. Cabe então a cada um escolher o que é importante e se compensa o pequeno ou grande investimento nos meios para armazenar a info. Recomendaria armazenar os conteúdos mais utilizados ou favoritos, no mínimo, e também materiais, quer vídeo, áudio ou literário didáctico (por ser uma referência que se consulta com frequência) em arquivos externos como o DVD.
Se o investimento não for problema, conjuntos de discos externos podem ser uma solução. Manter um conjunto em ligação continua ao computador e utilizar um segundo conjunto para guardar o backup e armazenar off-line. Rotatividade periódica dos discos pode ser interessante, mas é necessário ter cuidado para não eliminar cópias únicas de ficheiros no processo de troca. Mais informação fica concentrada num espaço fisicamente mais pequeno.
NAS
Estas soluções são óptimas para um computador singular. Mas se se trata de uma rede de computares (doméstico) a coisa fica mais complicada. Imagina a situação de uma família com vários PCs (pais + filhos), ou uma pequena empresa com vários PCs funcionamento. Todos usam o seu próprio computador para gerar dados. A solução mais óbvia e comuns é cada um ficar responsável pela salvaguarda dos seus dados. Mas porque será natural existir uma pequena rede interna, com ou sem fios, e é muito natural que haja partilha de informação (especialmente multimédia), uma solução de centralização de dados poderá ser uma mais valia. Um NAS será sem duvida uma óptima escolha.
Como vimos anteriormente, o NAS significa Network Access Storage, ou seja armazenamento em rede. Neste cenário, teremos um ou vários servidores cuja função é exclusivamente armazenar informação. Para o cenário caseiro, computadores tornados obsoletos podem ser recuperados para esta função, já que não necessitam de ser muito exigentes ao nível de requisitos de processamento. O equivalente a um Pentium IV é mais que óptimo. Basta a placa de rede rápida e memória RAM extra. Para esta situação, o sistema operativo Linux é muito apropriado pelos poucos recursos que exige, especialmente para as versões server que não tem ambiente gráfico, e a disponibilidade de software gratuito e dedicado à função.
São também conhecidos como "file servers" por fazerem isso mesmo - servir ficheiros. Cada utilizador da casa poderá ter uma quota de espaço pessoal no servidor e um conjunto de pastas acessíveis a todos. Multimédia pode ser distribuído pelas pastas partilhadas; documentos e trabalhos pelas pastas pessoais. Este armazenamento centralizado pode complementar o armazenamento pessoal ligado directamente a cada computador e servir de cópia complementar. O backup a partir do servidor de ficheiros torna-se simples, pois é um backup dos ficheiros da própria máquina. Até pode haver uma segunda máquina dedicada ao processo do backup, salvaguardando os dados no servidor de ficheiros E os das maquinas individuais, se necessário.
O NAS apresentado no último exemplo, como servidor de ficheiro, pode servir para efectuar backups, mas não parece estar optimizado para o processo devido á falta de automatização. Mas se lhe dermos essa característica, torna-se uma ferramenta poderosa na salvaguarda dos nossos dados. Para obter essa autonomia, basta inserir-lhe um software que permita buscar, de forma automática e periódica, os ficheiros a cada computador ligado na rede. Conseguindo isso, terá um computador dedicado ao processo dos backups de todas as maquinas ligadas na rede. Automaticamente. No caso do Windows, não conheço o software (penso que a Norton tem e provavelmente alguma versão cara do WinBackup permite isso), mas para o Linux, existe uma aplicação interessante chamado BackupPC, e que faz isso mesmo. E não está limitado a backups a maquinas Linux; correctamente configurado consegue efectuar os backups a máquinas Windows e MAC (lindo, né?). Nesta máquina, RAID e/ou rotatividade de discos são óptimas adições para melhorar a configuração e aumentar a segurança! Por ser centralizado, exige alguns cuidados extras, como garantir que a maquina esteja ligada nas horas importantes do backup, e alguma protecção contra falhas de energia ou picos de tensão.
Tipos de backup
Um conceito que me esqueci de explicar foi o dos tipos de backup, mais propriamente os que mencionei já neste post. Essencialmente há dois tipos, e ligados á forma como é efectuado a copia. São o "full backup" (completo) e o incremental. No completo, todos os dados são armazenados/copiados. No incremental, apenas os novos ou alterados desde o último backup completo são acrescentados. Geralmente o processo de backup inicia-se com um backup completo, segue uma temporada (uma semana por exemplo) com backups incrementais periódicos, e após algum tempo efectua novamente o backup completo. O processo é cíclico. Este processo de utilização de incrementais é mais eficiente, por exigir menos tempo de transferência de dados e ocupar menos espaço.
Os restantes modos, cópia, diário, diferencial, etc.. são derivados destes. Estes que mencionei são específicos da aplicação do backup do Windows.
Os problemas que não devem ser esquecidos!
Por fim, vou mencionar apenas alguns problemas que devem ser tidos em conta com backups, e pensados para os percaver, e mencionados no site do Backup Critic:
O problema da frequência - imagina que passaste um dia completo á volta de um ficheiro, e no fim do dia por distracção, apagaste-o. Lá se foi o dia de trabalho! Meso que efectuasses o backup diário, essa periodicidade não foi suficiente para evitar a perda de alguma informação. Existe sempre um período finito de risco de perda.
O problema da distância - estas longe de casa, e, apesar de efectuares backups frequentemente, houve um desastre (como um incêndio) que te destruiu todos os meios de armazenamento. É para estes tipo de casos que a adição de uma solução remota é importante, pelo emnso para os ficheiros mais importantes.
O problema da retenção - este prende-se com o numero de cópias de backups efectuados. Imagina que um vírus ataca o sistema, mas só o descobres após algumas semanas. Nesse período continuaste a efectuar backups do sistema, mas que se sobrepuseram a copias do sistema quando estava limpa. O que poderia ser simples (limpar o vírus e repor o sistema limpo) ficou complicado por não teres cópias do sistema quando estava limpa.
O problema da obsulência - trata-se de meios... vamos supor que tinhas um trabalho importantíssimo que realizaste há uns valente anos e que estavam armazenados em floppies .. do grandes! Vamos supor que hoje precisas desses mesmos dados. como recuperar? hoje em dia é quase impossível encontrar máquinas com esse tipo de drive de leitura. O mesmo está prestes a funcionar com os sistemas Beta/VHS e CDs, e algum tempo mais para a frente será os DVDs.
O problema da degradação do meio - nenhum material é perfeito. Uma das razões para o backup é guardar os dados precavendo avarias, mas os materiais em que guardamos cópias também podem se estragar!. Convém periodicamente verificar o estado dessas cópias para garantir que estão acessíveis. Este é um problema grave que irá afectar muitas famílias ao nível de das fotografias digitais. Um dia, sem saber, os CDs com as únicas cópias das fotos estão inúteis e as imagens perdidas para sempre.
Como podem ver existe sempre um factor de risco extra, mesmo efectuando backups...
Por hoje é tudo. Para a próximo deverei descrever melhor o processo de backup que tenho em mente, para os meus futuros backups.
A Serie TechWeek#1 - Backups
Backups I - O porquê;
Backups II - Os conceitos e tecnologias;
Backups III - Soluções, Tipos, e problemas
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MytyMyky
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A ultima foto de feridos no Iraq?

Esta foto, fotografado pelo fotojornalista Michael Kamber há 15 dias no Iraq, poderá ser das últimas a mostrar soldados americanos feridos na guerra. Portanto poderá bem ser uma imagem histórica, como menciona o Michael Shaw num artigo de opinião sobre o caso.. Isto porque as novas regras militares americanas exigem consentimento escrito do soldado ferido para publicar a fotografia onde aparece (obviamente se o triste morre no processo, é impossível obter o consentimento...). É efectivamente mais um elemento de censura disfarçada de protecção do direito de privacidade do soldado...
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MytyMyky
às
13:52
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2007-06-06
Chase Jarvis - Ninjas
Aqui fica o vídeo de uma produção interessante de Chase Jarvis, fotografo comercial. Esta sessão não é de um trabalho comercial, mas apenas um género de momento criativo pessoal. De treino até.
Além do site, o Chase também tem blog!
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MytyMyky
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09:52
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