2007-10-02

Ferramentas de produtividade

Ser produtivo, especialmente como freelancer é importante. Importante e DIFICIL! Há tanto a acontecer que é muito fácil perder rumo e atenção, até nas tarefas mais simples.

Há imensas formas de tentar controlar todo o processo. Eliminar as distracções, dentro do possível ajuda. Desde algum tempo para cá que tenho o mail e o leitor RSS desligados, abrindo apenas em alguns intervalos do dia, como ao inicio da manhã, e logo após a hora de almoço, e fim de dia. A excepção será a de algum aviso de chegada de qualquer coisa de importante. E acredita que ajuda tanto. Agora em vez de ir de 5 em 5 minutos ver a chegada de mais uma mensagem de spam, ou publicidade/newsletter, vejo em 5 minutos noutra altura qualquer.

O importante é conseguir entrar naquilo que muitos chamam de "the zone". Elimina-se a distracção e concentra-se na tarefa concreta actual. E muito mais consegue ser efectuado assim. Sites como o Freelance Switch entre outros tem imensos artigos como as dicas.

Mas para além destas dicas, de alterações de rotinas, existem aplicações e documentos que nos permitem planear e organizar o dia a dia. O mais simples será, secalhar a agenda, ou um organizer "típico". O calendário do Outlook é óptimo, e existe o plugin Lightning para o Thunderbird. E isto é óptimo para planear algumas tarefas e marcar reuniões e afins. Tenho que começar a utiliza-los mais.

Muito do meu trabalho de planeamento de tarefas passa por listas de "a fazer" - ou como prefiro, o To-Do-List. E para isso há um pequena e excelent aplicação que é um óptimo complemento a uma agenda, que é o "ToDoList". Foi me recomendado no inicio do projecto que estou a desenvolver e tem sido uma ajuda a planear ou pelo menos a marcar os passos do desenvolvimento do projecto. E é muito ocmpleto.

Mas mesmo assim, por vezes, parece que ainda há mais alguma forma de planear as tarefas, não só de projectos, como das tarefas individuais do dia a dia. Ontem numas pesquisas que andava a efectuar, voltei a encontrar o site do David Seah. O David Seah tem uma série de documentos livres para planeamento de tarefas, a que ele chama de "Printable CEO Series". É muito completo e uma óptima ajuda. Tem formulários de marcação de objectivos, acompanhamento e temporização de tarefas entre outros. Os formula´riso são simples, bonitos e funcionais, e tem algo que aprecio - estão no papel, onde podes escrever e marcar e afins. Existe uma versão do calendário compacto com os feriados portugueses no Reflevível

Vou tentar adicionar estes formulários ao workflow, para tentar organizar melhor as tarefas.

2007-10-01

Image Makers, Image Takers

Acabei há pouco de o ler, e estou pronto para o reler. É mesmo muito interessante o livro. As entrevistas, apesar de serem curtas são muito ricas em informação acerca das visões e modos de trabalho de cada fotografo entrevistado, e também muito informativo acerca do "outro lado" - os editores e curados, que trabalham com os fotógrafos e com as imagens finais, e que sempre evidente para quem está atrás da lente.

É uma leitura que recomendo, sem dúvida!

Image Makers, Image Takers @ Amazon uk

2007-09-26

Layers Magazine Podcast

Da NAPP (a associação que criou e produz o Photoshop Users TV) surge um novo podcast, ligado à sua revista Layers Magazine. Layers Tv, como a revista, são dedicados a "tudo" Adobe, desde o Photoshop e inDesign ao Flash e Dreamweaver. Os episódios são mais curtos (12min) e podem ser vistos directamente na página.

Links:
LayersMagazine
LayersMagazine - episódios
Feed RSS

2007-09-24

Muita coisa de uma só vez...

Detesto deixar o blog parado tanto tempo, mas eventualmente acontece. É ciclico. Mas aqui vão alguns links e novidades e tal:

Hasselblad H3D-II e os Flextight X1 e X5

A Hasselblad apresenta novidades, principlamente a nova H3D-II - a 4ª geração de máquinas digitais da marca. 22,31, e 39MP são as resoluções de captura, todas com LCD de 3", entre outras coisas.

O site tb apresenta a linha de scanners da Haselblad, e recomendo ver a forma interessante de funcionamento da Flextight. Ao contrario da horizontalidade dos habituais scanners de mesa, o Flextight funciona com base num cilindro sobre a qual o suporte de película flexível enrola. É visivel na animação no site.

Polaroids

E por falar em película, finalmente chegou aquilo que espero há 24 dias. Películas Polaroid. As caixas da 55 são gigantes! Sério, tem as dimensões de um 20x30 / A$ e uma espessura de uns 6 cm. O cartão grosso protege bem a película.. o mais dificil foi encontrar espaço no frigorífico para o guardar. Também veio packs de 690, mais pequenos. Espero poder fazer proximamente uma analise da película aqui no blog para apresentar as características.

Recibos Verdes

Nesta(s) ultima(s) semana(s), tem surgido perguntas de colegas meus sobre o uso de recibos verdes. Para quem trabalha como freelancer, os recibos verdes são a principal forma de comprovativo de pagamento ao trabalhador independente. A contrapartida do estatuto é, principalmente, a falta de protecção social que o regime tem. É estúpido, mas é verdade. como costumo dizer, somos a escumalha do sistema fiscal nacional. Ainda por cima, infelizmente, há empresas que tentam abusar do estatuto e tentam "empregar", com sucesso, trabalhadores neste regime, o que é ilegal.

Aos meus colegas, já lhes dei as minhas dicas e a minha sabedoria limitada sobre fiscalidade, e em concreto, deste regime. Para quem não conhece bem o estatuto, fica aqui um link para um artigo com o regime bem explicado (e o tom sarcástico necessário) no site/blog do Luis Silva.

E nunca esquecer o Blog do FERVE (fartos destes recibos verdes).

2007-09-17

Concurso de Fotografia Juv.Move

O Concurso de Fotografia Juv.Move organizado pela Divisão de Juventude da Câmara Municipal de Aveiro, pretende seleccionar a melhor reportagem fotográfica sobre a Semana da Juventude de Aveiro, a decorrer de 22 a 29 de Setembro de 2007. Pretende, igualmente, contribuir para estimular competências e talentos na arte da fotografia.

Candidatos: Podem participar todos os jovens a partir dos 14 anos de idade.

Candidaturas: Todos os interessados podem candidatar-se até 20 de Setembro de 2007, na Casa Municipal da Juventude de Aveiro, mediante o preenchimento de ficha própria, na qual constará: nome, morada, idade, telefone, número de contribuinte, e-mail, e indicação do pseudónimo.

Entrega do trabalho: Até dia 03 de Outubro, na Casa Municipal de Juventude de Aveiro


Prémios: 1º Prémio: 250,00€
2º Prémio: 150,00€
3º Prémio: 100,00€

Regulamento e Ficha de Inscrição disponíveis em:

www.cm-aveiro.pt (Área de actuação Juventude)

2007-09-14

500GB por 89€!!

Com problemas de espaço para dados? Agora é a melhor oportunidade para adquirir muito e a bom preço. A Staples tem uma produção para discos externos de 500GB por apenas.. 89€! Óptimo preço para tanto espaço de armazenamento, e uma óptima oportunidade não só para reforçar ou alterar a capacidade de armazenamento de qualquer sistema, ou para ter um backup extra de dados. Ao preço q está, 2 discos ficam a um preço acessível para montar em RAID.

http://staples.pt/Produto.as*x?*d=25055

2007-09-13

Work for free?

Há algo recorrente na área fotográfica (em especial) mas que presumo estender-se a todas as áreas artísticas. Trata-se da ideia do trabalho gratuito. Não é necessariamente o voluntário, em q propões o trabalho. Nem uma simples participação, para dar uma opinião (que em muitas profissões também é pago) É uma oferta de trabalho, que é trabalho, e que te propõem fazeres em troca de .. nada. Ou supostamente de crédito fotográfico (i.e. - o teu nome lá no sítio) ou o uso em portfólio.

Já estive metido nisso.. bastante até. Duvido que isso não aconteça a ninguém que se envolva na área. Independentemente de ser profissional ou amador. E quando se perde bastante, a dura lição é aprendida. Eu já aprendi. E felizmente agora há muito mais informação disponível - o blog do John Harrington (donde encontrei o artigo q apresento de seguida), o Freelance Switch, etc..

Isto tudo a propósito de um excelente artigo que publicado no site NO-SPEC, dedicado principalmente a este fenómeno recente de trabalho especulativo. Gostei principalmente das frases:

"So, given that they are less rare, and therefore less in demand, would it make sense to ask your mechanic to work on your car for free? Would you look him in the eye, with a straight face, and tell him that his compensation would be the ability to have his work shown to others as you drive down the street?

Would you offer a neurosurgeon the “opportunity” to add your name to his resume as payment for removing that pesky tumor? (Maybe you could offer him “a few bucks” for “materials”. What a deal!)"


ou em 'tugues'

"Dados que são mais abundantes, e portanto em menos demanda, faria sentido pedir ao mecânico para trabalhar gratuitamente no teu automóvel? Olharias olhos nos olhos a ele, com cara séria, e dizer-lhe que a compensação dele seria ter a possibilidade de ter o trabalho dele à vista de outros enquanto segues pela estrada fora?"

Oferecias a um neurocirurgião a "oportunidade" de adicionar o seu nome ao curriculum dele como pagamento pela remoção de um tumor chato? (Talvez pudesses oferecer-lhe uns trocos para "materiais"... Grande negócio!"

Depois disto, parece ridículo, não parece?...

2007-09-12

Debugging is fun!...

E porque hoje faz exactamente uma semana desde o último post... É verdade.. desta vez estiquei-me um bocado em termos de ausência, mas que foi algo forçado. E não, nem foi pelo S.Paio (a que nem fui este ano, infelizmente).

Está a chegar um momento crítico no projecto de software que tenho desenvolvido nos últimos meses, e a atenção ao detalhe tem de ser redobrado. Há muitos formulários web ainda a fazer no backoffice da aplicação, com detalhes de funcionalidades que por fezes são técnicamente complicados de resolver. Isso e os problemas de debugging...

O que é "debugging"? É o processo de apurar os erros e suas causas em software. Em termos de método, permite correr o código que define a aplicação, linha a linha, e ver os valores que as variáveis tem. O cumulo surgiu no sábado, que, devido a UMA LETRA TROCADA, estive das 3 da tarde até às 4 da manha a olhar constantemente para as mesmas linhas de código vezes sem conta. Só descobri na manha seguinte. Pelo menos aquela funcionalidade da aplicação ficou bem mais rápida com as mudanças que apliquei!

Alias, só saí no fds para ir jantar (e que calhou e bem no mesmo sábado em que me andava a passar com o código). Fui a Águeda jantar com colegas, mas não necessariamente ao local da festa do leitão que se fazia nessa terra. Foi uma muito boa escapatória, em especial para passar o jantar a gozar com o Nuno Gomes ao ver o jogo. (Porque é que não dá o rugby???). Foi bom para descarregar. E descansar um pouco para a maratona que se seguiu.

Outra coisa que foi acontecendo, em especial na semana passada, mas também na anterior, foi a filmagem e produção de uma pequena curta metragem em stop-motion no estúdio do Dom Rubirosa. O trabalho era um projecto em falta para a finalização do curso de NTC, e devido a uma série de complicações com o grupo envolvido, o trabalho não foi efectuado em tempo devido.

Stop-motion define um método de animação de objectos em filme/vídeo em a a animação é criada imagem a imagem. Cada imagem do filme é tirado individualmente. A combinação de todas em sequência produz a animação. Dá MUIIIIITTTOOOO trabalho. São milhares de imagens para fazer os 3 minutos ou pouco mais de filmagem. A produção acabou por ser bem realizada e com muito pessoal amiga envolvida para conseguir acabar a tempo. Eu estivo, naturalmente a ajudar mais na área de iluminação, mas também andei a resolver alguns problemas técnicos a nível do site da curta (requisito do trabalho) e do software utilizado.

A captura foi feita com uma miniDV. É complicado usar uma mini-DV, especialmente as q tem muito pouco controlo ao nível da focagem e exposição. Usei a modelação das cabeças de flash do meu kit Profoto para iluminar. Foi um setup simples - Softbox á frente e por cima para uma luz global suave, e uma atrás com a grelha para recorte. Apesar de a modelação ser efectuada com lâmpadas de 250W, continua a ser uma potencia baixa para filmar; Mais, tendo em conta q a miniDV n tem controlo nenhum e que o tempo de exposição máximo (mais longo) rondava os 1/60s... parece qeu o ganho de luminosidade subiu e com ele o ruído de imagem. É claro que, se fosse uma D3, não havia problema - até a 1600ISO a imagem está limpa. Mas com uma miniDV, sem possibilidade de prolongar a exposição... é complicado.

E porque a miniDV e não a máquina fotográfica? Duas razões - primeiro, as imagens já saiem dimensionadas correctamente; Segundo, a aplicação que usamos - o Stop Motion station - tem funcionalidade de onion-skinning aliada à captura. O onion-skinning permite sobrepor o que a câmera está a captar com o que foi captado na imagem anterior para ter a possibilidade de ver o movimento realizado e facilitar o posicionamento dos bonecos. Foi um detalhe técnico que dependeu muito da solução de compromisso onde, neste caso, foi escolhido a questão da eficiência.

Espero brevemente colocar por aqui o resultado, até para poder comentar alguns detalhes. Ficou bastante giro, e foi muito interessante de se fazer (se bem que requer muita paciência, mas foi um bom momento passo).

Também tive a oportunidade de finalmente ver o "Noites Assim" - uma curta metragem filmada em Aveiro há alguns meses, onde tb ajudei a iluminar a cena. Nessa criei uma softbox custumizada para o filme - uma caixa 1mx1m, tremendamente arcaico, e com 6 lâmpadas de 100W lá dentro. Substituiu um candeeiro da sala. O resultado também ficou bem fixe. Essa devo conseguir colocar on-line mais rapidamente, penso eu.

Relativamente ao D.I.Y. tripé, esteve muito parado por me faltar uma ferramenta essencial - a serra de cortar ferro. Mas já regressou a casa. :D

2007-09-05

Construir um Laboratório

builddarkroom

Se há algo que gostava de experimentar, é a experiência de laboratório. Completo. Até agora, apenas revelei uns rolos.O que não é mau, mas não entra aquele momento mágico de ver a imagem a formar-se no papel fotográfico. Já usei bastante película de vários formatos, mas nunca tive a experiência da impressão, com grande pena minha. Nem no 8º ou 9º ano na EB 2/3, quando a minha turma tinha um grupo no laboratório em Ed. Tecnológica. Revelei, mas não imprimi...

Portanto, impressão está no meu TODO list. Portanto, adorava ter lab próprio. O problema no meu disto tudo é ter as condições mínimas para realizar a tarefa. Nomeadamente o espaço e o equipamento. Se bem que a nível de equipamento a coisa "faz-se" (a GF é modificável para um ampliador; moveis constroi-se ou modificam-se...), o espaço é que complica. A minha casa até tem diversos espaços úteis e óptimas, mas devido aos hábitos de utilização, não é possível usa-los sem conflitos. A garagem tem um veiculo q ocupa o espaço; A cozinha exterior é quase impossível de vedar... enfim.

A minha ideia agora prende-.se com a montagem de um "cubículo" semi-permanente num dos cantos do meu espaço de trabalho. Há diversos problemas para resolver, seja a nível da montagem das paredes falsas, seja de transporte de agua, seja de ventilação. E especialmente de vedação de luz. 1,5mx2m, ou 2mx2m penso que seriam suficientes para montar uma banca com bacia, uma pequena mesa auxiliar e a mesa do ampliador(em L). Pelo meaos fiquei com essa ideia depois de ler um pouco do "Build Your Own Home Darkroom" de Lista Duren e Will McDonald.

O livro já me esta a abrir os olhos para as imensas possibilidades de construção de acessórios, desde bancas e afins adequados. As instruções são suficientemente detalhadas e simples para serem entendidas, e a diversidade de projectos é optimo. Começa por falar do design do espaço do lab e escolha de equipamentos, depois tem info essencial de trabalho de madeira, depois a vedação e ventilação do lab (com instruções para construir as partes da ventilação necessária, e segue com diversos moveis - mesa de trabalho, suporte de parede para a coluna do ampliador, base ajustável para o ampliador, caixa de luz, bacia (feita em madeira e recorrendo a uso de tintas e tratamentos para vedar), o painel da distribuição de água, e um móvel para secagem das impressões. O livro é mesmo feito para o D.I.Y.er!

Se bem que ainda é cedo para construir o lab (por diversos factores), pelo menso o livro vai permitir começar a pensar de forma eficiente o espaço e começar a imaginar a construção dos acessórios.

Can't wait! ;)

2007-09-03

"Using the View Camera"

ViewCamera

As câmeras de grande formato, em termos de técnica de utilização, têm muito que se lhe diga. Têm toda a complexidade inerente a uma máquina fotográfica normalissima, com a adição dos movimentos técnicos de rise/fall, shift, swing, tilt e nalguns casos "yaw". Adiciona-se a isso regra de Scheimpflug (ligada à alteração da orientação do plano de focagem), a as alterações da abertura com a extensão do fole...

Pela web existe bastante informação. Basta ver os forums do http://www.largeformatphotography.info/forum/, por exemplo. Eu pessoalmente tenho muito gosto em ter um bom livro nas mãos e obter a informação daí. Sempre permite-me afastar do ecrã do PC.

Um que eu já tinha, em formato electrónico, era o "Using the View Camera", de Steve Simmons e publicada pela Amphoto Books. Infelizmente o livro é um scan do original, e portanto de reduzida qualidade. É mau de ler no ecrã e maus de ler impresso. Mas é perfeitamente notório que o conteúdo do livro é claro e de grande qualidade na informação. E daí decidi comprar o livro para o adicionar à colecção.

O livro é bastante completo e serve sem duvida como uma introdução completa - tem desde a informação das máquinas e formatos, das objectivas e obturadores, os princípios ópticos, os movimentos das máquinas, os modos de operação da máquina, películas, revelação, o sistema de zonas, e no fim uma série de exemplos de imagens usando a grande formato. Um livro pequeno mas completo.

2007-09-02

D.I.Y. Tripod... meu próximo tripé?

O D.I.Y. é contagiante, sem dúvida. Agora que tenho uma Grande formato funcional, necessito de um suporte tb funcional. O tripé que tenho em uso actualmente, o Slik U212 não é propriamente das melhores coisinhas do mundo.. até o tripé mais "fraco" da Manfrotto deve ser melhor.

Para ser sincero, não dou muito uso ao tripé. Grande parte do que faço é "handheld". Com o grande formato não pode ser - é necessário um suporte seguro e estável. Caso contrario, o movimento e instabilidade serão notórios na película de área maior.

No vídeo, usei o 161MK2 da Manfrotto, que me foi emprestado pelo Victor Martins, por um tempo (enquanto continua o estágio em Lisboa). É um fabuloso ( e caro!!) tripé. Extremamente estável, é enorme - extensível até os 2,67m e pesa quase 8 kg! Infelizmente, n terei acesso continuo ao tripé, e n é muito agradável acartar aquele peso nem numa curta distância, pelo que necessito de encontrar uma solução.

Na verdade, não quero fazer grande investimento num tripé, pelo menso para já. Reconheço a importnacia do acessório em qualquer kit, e que, a comprar, justifica-se comprar de qualidade. O Slik em termos de pernas até nem é mau. O problema é a cabeça, que sendo de plástico, é extremamente maleável, O peso da máquina de grande formato facilmente o torce. Substituir a cabeça é uma solução possível, mas penso que n ficaria muito satisfeito depois com as pernas.

Tripés de madeira geralmente tem boa fama. Mas as versões comerciais são caríssimos. Vejam só o caso dos Ries. Mas é uma bela peça. E bons tripés custam dinheiro e justificam-se.

E é aqui que entra o D.I.Y. Será possível construir um bom tripé, com pouco dinheiro? Não considerando a cabeça do tripé, acredito que sim. Aliás, até acredito que seja bastante simples. Tão simples que, olhando para algumas imagens e fazendo umas pesquisas pela web, aprecebe-se que é.Aquilo que me "aflije" são 3 peças - o aperto das pernas, a montagem da cabeça, e o modo de travão da abertura das pernas. E acredito que todos tem soluções perfeitamente viáveis. Aliás parece que construir tripés é até bastante comun no mundo da astrónomia para os telescópios.

E portanto decidi dar o passo e iniciar a tarefa. preparei no papel aquilo que queria e os modos de apertos e afins. Alguns links para inspirar:

  • Make a stirdy wood tripod

  • Make your own tripod head

  • DIck Streff's Camlock Tripod

  • Ries tripods


  • De manhã passei no IZI para comprar algumas peças. a madeira por acaso até já estava cortada ao comprimento que eu queria (ou quase). Vou utilizar caibre aplainadas 90x30x20. A outra opção era 40x15, que ao mesmo preço, era mais largo mas mais fino. Para as abraçadeiras, tenho duas barras de aluminio. Mais uma caixinha de cavilhas e parafusos e anilhas e porcas, a juntar a material que sobrou da máquina anterior... Pouco mais de 20€ em material para produzir o q espero ser um tripé decente.. vou fazer por isso :D

    Mais um pouco de diversão!

    2007-08-31

    Apresentação da Máquina D.I.Y.



    Em cima estão os dois clips de apresentação da montagem da máquina de grande formato (4x5")que construi. Eu gostava de ter mencionado mais detalhes no clip, mas com o decorrer da gravação fui apenas dizendo aquilo que me vinha á cabeça. No clip podem ver os detalhes da montagem e também falo de alguns detalhes da construção que podem ajudar a quem decidir tentar construir uma.

    Por acaso falta uma parte que não estava muito boa, mas que n era tão importante, que eram os detalhes da lente de grande formato e o pára-sol para o despolido.

    Obrigado ao Miguel Santos pela ajuda na gravação e montagem do vídeo, e desculpem as minhas falhas de vocabulário técnico no meio disso tudo... à pressa é assim!

    English:
    Up top are two clips (playlist) where I present my D.I.Y. 4x5" camera that I built. It's in portuguese, so those who don't know the language might get lost. Spanish speaking folks might understand something. I basicly shows the camera parts, how they setup (which is usefull for anyone looking for ideas for building one). I also mention come of the construction details.

    2007-08-30

    Mark Cornelison - photoshoot



    O strobist hoje tem um clip publicado pelo fotografo Mark Cornelison, com uma amostra de uma sessão com jogadores de futebol americano. Tem uma óptima amostra de esquema de iluminação e resultados bem interessantes e dramáticos, típicos deste fotografo quando fotografa desportistas. E vejam a Crown Graphic.. :D

    More tests

    moliceiro

    Ontem saí um pouco com o Miguel Santos para filmar um pequeno clip sobre a máquina que construí, a apresentar alguns detalhes da maquina. Se tudo correr bem, terei isso on-line até amanhã. O Miguel, para quem não sabe, é pós-produtor audiovisual, tendo acabado o curso recentemente na Restart. Portanto, tendo em conta que ele estava por cá tive que aproveitar para filmar o clip e por a conversa em dia. Demos um salto à Cambeia que estava com óptimo aspecto - a luz de fim de tarde esta boa, o vento estava calmo, e a maré estava cheia e a transbordar o cais.

    Depois do clip optei por sacar mais umas imagens de teste. A primeira foi a do moliceiro que saiu óptima. As entradas de luz estão resolvidas depois de uma camada extra de tinta no interior e o veludo no back. Depois tentei um retrato do pós-produtor. Dado a hora, o sol já estava baixo e eu não tinha comigo a iluminação extra. Mas a luz estava óptima em termos de modelação - suave e lateral para a composição. mesmo assim era algo como 1/30s a f 5.6 +2/3. A imagem saiu bem exposta, mas a focagem na face ta muito fora. No visor estava bem, mas a acção de introdução do back pode ter afectado a posição. Ou então foi pelo back estar mais baixo q o painel frontal e portanto a parte superior da imagem , por n estar no centro do circulo da imagem, ficar um pouco degradado. O tronco ta sharp; a face não. Testei numa segunda imagem, que ficou sharp, mas sub-exposto, isto após a a remedição da luz e ajusto. Possivelmente ha um problema com os tempos de obturação lentos , que vou ter de testar...

    miguel-santos

    2007-08-28

    S.Paio da Torreira 2007



    Tem havido algum tráfego constante do Google para o blog à procura de info sobre o S. Paio da Torreira deste ano. Bem, nesse caso recomendo o salto ao Santa Terrinha, blog do Januário Cunha para detalhes sobre o programa.

    Neste post prefiro falar das oportunidades fotográficas que a festa oferece. Para já, estamos a falar de uma festa que atrai gentes de toda a região. É uma altura em que tudo cai na Torreira, e a população quadruplica. O povo passeia pela avenida principal incessantemente, parando para ver os produtos que os feirantes apresentam. É um óptimo motivo para quem gosta do género de "street photography" - não falta pessoas nem actividade. É daquelas situações em que uma grande angular produz maravilhas.

    A vertente religiosa também será uma atracção interessante para alguns. A procissão apresenta motivos ligados ao trabalho na ria e no mar interessantes e típicos. É de notar que a procissão geralmente sai em hora de sol alto, que não é a condição mais favorável em termos de iluminação. Um flash para encher será certamente um grande auxílio a menos que prefere imagens com sombras carregadas (também depende do céu limpo ou enublado.

    Dois dos pontos altos da festa são, sem duvida, os momentos pirotécnicos. O primeiro efectua-se no "mar". Grande parte do fogo de artificio desta apresentação são objectos animados (como por exemplo um homem a andar de bicicleta) em que as linhas são construídos com elementos pirotécnico, iluminado e animando a figura. A apresentação tem uma série de figuras intermeadas com fogo lançado para o ar a partir das areias da praia. Há uns anos fotografei o fogo a partir das areias da praia. Com uma grande angular (na altura uma fisheye), é possível captar o cenário do mar de gente no passeio junto á praia e tb nas areias da praia (silhuetas) e ainda o fogo no ar (a imagem que abre o post é desse momento). Um tripé é naturalmente um acessório obrigatório para este efeito.

    A segunda amostra de fogo é realizado na ria. Esta amostra tem uma característica muito interessante que é o facto de o fogo ser lançado para as águas da ria a partir dos bateiras, e disparadas da água. Existem dois ponto idiais para visualizar este evento. O primeiro é junto do cais , na ria, do lado da Torreira. "Up close and personal". O outro ponto é no outro lado da ria, no cais da Bestida. A fotografia a partir da Bestida requer tripé e teleobjectiva - algo na gama de uma 300mm para 35mm ou mais. Dado o crop do sensor nas DSLR, creio que uma uma 300fixa ou algo na onda dos 100-300 serão mais que suficientes. O único risco que existe em fotografar do lado da Bestida é o tempo. Se estiver enublado, nevoeiro, ou o vento não puxar os fumos convenientemente, torna-se bastante dificil fotografar. Em ambos as amostras (mar e ria) o show é longo - de 15 a 30 minutos, o que dá bastante tempo para efectuar imagens, sendo os climaxes no fim, normalmente.


    Outro ponto alto são o conjunto de corridas quer das bateiras a vela, quer dos Moliceiros, que são sempre uma atracção. Para quem estiver nas margens, a teleobjectiva é a melhor opção. Felizmente o ano passado tive a oportunidade de seguir quer na bateira do meu tio, quer num moliceiro, o que foi uma experiência fantástica, e permitiu outro tipo de apreciação do evento.

    Por último, refiro as festanças típicas pelos bares, e os concertos de musica popular portuguesa no palco principal da praça da varina, que naturalmente move milhares de personas a participarem e apreciarem os eventos.

    30fps.. alguem?

    Veja só este "rig" que o fotografo da USA Today Robert Hanashiro montou para captar a sequência de uma tacada de basebol do Bary Bonds, jogador que acabou de bater o recorde de homeruns da carreira (que esta assim meio defraudado pelo facto de ele ter usado esteróides em anos anteriores...).

    Anyway, 3 câmaras que disparam a 10fps, 3 objectivas de 600mm montadas em paralelo, e arduamente alinhadas, e pocketwizards com um atraso definido. Deste modo, as 3 máquinas captam aproximadamente a mesma composição e perspectiva, e o atraso definido nos disparos permite as maquinas dispararem desfasadamente , em sequência (maquina A, depois B, depois C depois A...)de modo a elevar os 10fps aos 30fps.

    O vídeo: http://www.sportsshooter.com/special_feature/30fps/
    A sequência: http://www.usatoday.com/sports/graphics/bonds-756/flash.htm

    2007-08-26

    Test shots

    Ontem finalmente "acabei" a máquina. Entre aspas porque na realidade ainda n está completamente acabada. Há melhoramentos a fazer e problemas a corrigir. De qualquer forma dei um salto á bestida no fim da manhã para efectuar os primeiros testes.

    bestida1

    Esta foi a primeira :D. Só para situar, tinha um pack de Fuji FB100 num back de packfilm próprio para maquinas 4x5. A área da imagem é naturalmente mais pequena. De qualquer forma não me recordava qual o tempo de revelação da película, mas arrisquei uns 60 segundos. Fiz a medição (1/30 @ f22.7). A focagem é aproximado do infinito portanto não tive que compensar pelo comprimento do fole. Aguardei pelos 60 segundos da revelação e quando abri, naturalmente não estava correcto. Tentei o mesmo com uma segunda imagem, mas baixando o tempo de revelação para uns 40s e o resultado foi aproximadamente o mesmo. Mais que um problema de revelação (o resultado era muito parecido) parecia-me um problema de entrada de luz. Também, logo a seguir descubri que cada película tem lá o revelação impresso - 30s @24º. Tava quentinho potanto supus os +20º.

    Para tentar detectar a verdade da entrada de luz, fiz uma exposição apenas retirando o darkslide durante 30 segundos. Após a revelação - o resultado :

    fog

    Tendo em conta a inversãoi da imagem, a luz vinha a entrar da parte superior. Para verificar, tapei o back com o casaco (que estava a ser usado como pano de focagem) e fiz uma terceira exposição:

    bestida2

    Esta um pouco sujo do scan , mas o contraste esta bem melhor e a entrada de luz foi convenientemente combatida.do painel frontal e fole, não vejo luz absolutamente nenhuma, nem qualquer pinhole no fole. Além do mais, ontem dei uma camada de tinta acrílica (preto matt) sobre as madeiras interiores para remover os brilhos internos.

    Há pouco apliquei uma camada de autocolante aveludado no back na zona de encaixe do suporte de película a ver se resolve. o papel aveludado tinha resultado bem no pinhole do género que criei há tempos. espero resultar bem novamente. Por fim ainda fiz uma para ver o efeito de desfoque numa proa que ainda n conhecia - a abertura esta a f8 e estou aproximadamente a 2 metros da proa nesta imagem:

    proa

    E ainda alguma fuga de luz...

    2007-08-23

    Já não era sem tempo!

    Parece que a Nikon volta a ser a marca a responder aos avanços da concorrente, e desta vez parece uma resposta bem boa - as novas D3 e D300! A D3 é o avanço significativo - a Nikon entra na gama das full-frames com a nova maquina. Mantém os 12Mpx da antecessora, mas agora num sensor full-frame, com ISO base entre 200 e 6400 (o sensor maior permite melhor rendimento em situações de iluminação fraca), e sequências de 8 a 11 fps - considerada a mais rápida das DSLRs no mercado! Outra vantagem - o preço. a nova D3 custa aproximadamente $5000, 3000 a menos que a MkIII da Canon, se bem que a MkIII tem uma resolução superior. Já a D300 iguala os 12MPx mas num sensor mais pequeno de formato DX.

    Os reviews completos estão no D-Preview: D3 e D300

    2007-08-22

    MAGNAchrōm



    E eis uma óptima forma de começar a manha de hoje. MAGNAchrōm é uma revista electrónica dedicada ao médio e grande formato, seja ele de captura química ou electrónica. A revista está muito bem produzida, com detalhes para melhorar a experiência de leitura no ecrã (páginas à medida e texto bem dimensionado). As revistas contém entrevistas a fotógrafos, portfólios de imagens, e reviews comparativos de equipamentos (por exemplo, cabeças de tripé) além de muita informação técnica.

    Actualmente existem 5 edições, e para aceder ás revistas é necessário registar-se (merece o esforço, na minha opinião).

    http://www.magnachrom.com