
Não é muito comum eu utilizar uma distância focal "normal" (entre os 35 e a tele) quando estou a fotografar skate. Desde que orientei a fisheye, de certa forma "colei-me" a ela. Em skate, é mesmo muito útil, e para muitas situações é quase norma usar. Com costumo dizer, a lente permite acentuar a manobra de skate - o skater parece mais rápido, o obstáculo mais longo e mais alto, a distorção acentua o movimento e o dramatismo, e a curta distância focal aumenta a sensação de profundidade - é um expoente máximo de "in your face". Acho que a imagem do lipslide do Diogo Teixeira no post anterior é uma boa demonstração disso.
Mas a fisheye não é a única lente a utilizar. Distâncias focais normais e especialmente as teleobjectivas são comuns, e o efeito é complementar - linhas normais (horizontais e verticais) para uma imagem mais calma e relaxada, compressão da profundidade de campo fazendo os obstáculos parecerem reais em forma e dimensão, curta profundidade de focagem (para aberturas maiores) exigindo uma focagem mais precisa e que ajuda a salientar o skater, e um ponto de vista de observador, mais distante.
No fim de semana experimentei usar as focais normais para algumas imagens onde normalmente utilizaria a fisheye. A composição é mais complexa que com a fisheye. Com a fisheye (ou uma grande angular no geral), a grande preocupação são os objectos do primeiro plano e a forma como aparecem - elementos completos na imagem e as linhas e formas criadas pelos objectos do primeiro plano. Tudo o resto é fundo e geralmente não interfere. Já com as tele, a compressão dos planos faz com que todas as formas estejam evidentes e próximas (focadas ou não). O plano principal fica composto com mais elementos. Escolher o que fica e o que sai exige muita atenção do fotografo. Outra preocupação que tenho é das verticais serem verticais; Pontos de vista baixos ou muito altos tornam as verticais convergentes. Uma altura intermédia e o plano do sensor paralelo ao obstáculo garantem verticais correctas (há de ser interessante aplicar os movimentos da view camera nestas situações). Como sempre é uma decisão de compromisso.
Há mais um detalhe importante a ter em conta ao usar teles - iluminação. E é nesta situação que os comandos por rádio são um "must". Com uma tele nas digitais, facilmente ficas a mais de 10-15m de distância da acção e dos flashes. Cabos nesta situação e a preocupação do "line of sight" dos sensores ópticos só atrapalham. Com radio, a liberdade de movimento é total e não há risco de terceiros interromperem uma ligação acidentalmente, nem ninguém disparar os teus flashes.
Creio que esta imagem é uma boa demonstração disso. Um frontside nosegrind relaxado na caixa de grinds curva do skatepark da Gafanha da Nazaré.
2007-02-06
Distâncias focais
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09:59
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2007-02-05
Diogo Teixeira - Lipslide
Ontem, nem tudo correu como planeado, mas não deixou de ser muito bom. Inicialmente tinha combinado ir para a Maia com o Diogo, pra skatar e fotografar uns toques dele no street nortenho. Mas infelizmente no sábado e domingo de manhã, o tempo estava muito estranho e não arriscamos. Portanto ficou combinado ir até à GAF skatar lá no parque.
Verdade seja dita, ja não ia àquele skatepark há já bastante tempo.. talvez meio ano,talvez mais. Sabe sempre bem voltar para desenferrujar. O parque continua a ser um óptimo parque, mas já se nota a necessidade de manutenção. Há algumas placas com buracos (especialmente nas quinas da pirâmides) e o desgaste da madeira nalgumas partes da minirampa. São uma dúzia de placas q tem de ser mudadas ao todo, mas nada que impéça a skatada.
Lá fui eu e o Sebolinha (que ainda não tinha lá ido) estrada fora pra skatar. Quando lá chegamos já estava um grupo porreiro a skatar... pessoal que eu já não via há muito tempo e que deu para notar a evolução. O Elson continua com os toques potentes de nollie, o Tiago "brasileiro" com boa técnica, os "putos" e novos membros da team da Blast Boardshop com segurança nos obstáculos grandes, o "Casal" com boa evolução na mini-rampa... tempo passa pessoal evolui.
Bem, já que não pude sacar as imagens na Maia, saquei-as na GAF. Tive a testar os triggers por radio para os flashes compactos ao mesmo tempo. Funcionam bem, apenas um deles tem alguns problemas a disparar.. de vez em quando falha, se saber bem porque (ainda).mas realmnete, por rádio é tudo muito mais simples e eficiente - nada de cabos, nada de line of site. E a possibilidade de usar a teleobjectiva e efeitos de compresão.
E por falar em teleobjectiva, ontem experimentei tirar algumas imagens sem a fisheye. Confesso que a fisheye é grande vicio para o skate. É muito natural o seu uso pelas vantagens q trás - próximidade, distorção positiva, sensação de dimensão e grandeza, etc... Mas a teleobjectiva é sem duvida muito util e capaz de mostrar outro lado... depois mostro.
Por agora fica o lipslide do Diogo...
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2007-02-04
Diogo Teixeira
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2007-01-31
Heaven to Hell
Tenho andado completamente fora nos últimos dias - ora pro culpa da gripe, ora pro alguns trabalhos novos a aparecerem. E bloggar fica em segundo plano, infelizmente.
Felizmente, nestes dias, tive acesso ao livro de David LaChapelle, cedido por meu amigo Victor Martins. O livro e o trabalho de LaChapelle é verdadeiramente fantástico, e o livro é uma bela peça para a colecção. Até está inserido numa caixa - algo que nunca tinha visto para a embalagem dum livro. Incluido está tambem um indice de todo o trabalho apresentado no livro.
Muita cor, muito brilho, uma grande aventura. É um must-have. Mal poso esperar para adquirir a minha própria cópia.
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2007-01-25
Fotojornalismo na agenda da Almedina Estádio em Coimbra
(...) Adriano Miranda, fotógrafo do Público, Sérgio Azenha e Dinis Manuel Alves, fotojornalistas, são os convidados da Livraria Almedina Estádio na próxima Quinta-Feira, 25 de Janeiro, às 21h00, para uma conversa sobre a “fotografia de informação”. A fotografia de imprensa será a primeira vertente da fotografia a ser analisada ao longo do ciclo “Fotografia”, organizado pela Ideias Concertadas para a Almedina. A iniciativa conta também com outras sessões sobre fotografia científica, fotografia de arte e história da fotografia.
Quem tiver por Coimbra, e estiver interessado, pode aparecer hoje para ouvir o amigo Sérgio Azenha. A info completa do evento está em :
http://www.ideiasconcertadas.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=54
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2007-01-20
bmx...
Ontem houve um pico de visitas no blog - pessoal vindo do fórum da FreerideZone, dedicado ás modalidades com bicicletas (downhill, freestyle, bmx, etc). Basicamente, alguém encontrou uma foto minha do Renato a saltar o gap da Câmara Municipal de Aveiro (flat para flat), colocou-a no fórum e comentou o quão fixe era o salto e o quão maluco foi o Renato para tentar tal coisa. A imagem está no blog practicamente ano e meio, mas volto a mostrar:
A primeira resposta, e passo a citar: "PhotoShop!!!!"... e a partir daí gerou-se uma certa discussão em volta de duas questões - o ser ou não ser verdade o salto (ou seja photoshop-ado ou não), e o quão "parvo" o biker era por saltar de flat para flat, e o risco que isso envolvia. (se seguirem o link da foto, poderão ver uma versão bem maior).
Na realidade é bastante engraçado ler os comentários e ver o quão pouco algum pessoal sabe sobre a actividade. Não estou a falar tanto da fotografia, que enfim, terá aspectos técnicos que a maioria nem sequer terão interesse em conhecer, mas sim acerca do BMX. E isso assusta-me.
É verdade que o gap é algo abusado. Estamos a falar de algo com 2m / 2m20 de altura. Não é sem duvida uma mera brincadeira. Tem riscos, quer físicos, que para o equipamento. Mas não é nada de novo, e nada que nunca tenha sido feito antes. Parece que algum pessoal nunca viu uma revista ou vídeo estrangeiro. Até eu, que não ando de bike, nem tenho qualquer ligação directa com a actividade, já vi coisas bem abusadas...
A isto não se chama loucura, mas sim ultrapassar limites. É o ir mais além. É uma demonstração de total confiança nas capacidades. Alias, basta pensar um pouco noutras modalidades. Alguma vez alguém chamou um ginasta de maluco, por ele andar a mandar grandes voos com a maior das precisões quer nos tapetes, no cavalo, ou nas barras? Muito pelo contrário, procuram cada vez ir mais além - perfeição técnica, mais uma revolução, mais um movimento mais complexo. Olhem para a patinagem por exemplo - há uns anos uma dupla pirueta era grande coisa.. e hoje? Já vai em triplos, não é? Neste caso o limite é estendido de outra forma. Um voo mais alto, menos comum.
Muitos estavam a queixar-se da dor da aterragem. Mas a aterragem pode ser perfeitamente suave. Está tudo na forma como é feito. Mais uma vez olhamos para ginastas - eles conseguem duplos mortais com aterragens perfeitíssimas - os pés tocam e não se mexem mais. Com as bikes e mesmo o skate e patins, a história é a mesma. E uma das chaves é a velocidade. Quanto maior a velocidade, maior a quantidade de energia que está distribuído na direcção da trajectória, e menor na direcção vertical. É uma questão de física (se tiver errado, espero que alguém deixa a correcção nos comments). Depois disso é só o contacto bem feito e tá resolvido... sem dores.
Esta questão da dor fez-me lembrar uma coisa... quem é que se mete neste tipo de actividade sem ter em conta que é preciso cair de vez em quando e que pode doer?... Além do mais não é tão perigoso ou tão arriscado como muitas vezes se faz querer. Eu já vi colegas meus saírem do andebol mais mal tratado que de andar de skate... incrível, né? hehehhe
No fundo é tudo uma questão de diversão. Sem diversão não tem piada nenhuma. E parte da diversão vem da evolução. Evoluindo, tornamos mais capazes de de mandar as manobras, e tornamos capazes de mandar manobras mais abusadas como esta. A minha esperança é que imagens como esta possam abrir os horizontes das possibilidades do pessoal que anda, e levar o pessoal a evoluir mais um pouco. Que sirva de motivação.
A adrenalina aumenta, o sorriso na cara também! :D
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2007-01-19
Color Management, Extra..
Em relação ao post sobre a gestão de cores, eocnontrei no site do Martin Evening o capitulo do livro, com complemento, sobre o tema. Para os interessados, podem descarregar o PDF. Alem do mais, na página (Photoshop Works -> Color Management) tem mais links sobre o tema.
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Tags: gestão de cor, livros, Photoshop
Nuno Relógio - switch backside blunt

Esta já tem um tempito, e é grande (nem cabe na maioria dos monitores). O toque é fantástico - já blunt naquele corrimão é puxado, quanto mais em switch - mas a sequência tá bastante fraca - a imagem principal tá completamente fora em timing e composição. A manobra merecia mais... Mas como decidi dar uma volta pelo baú, e lembrei-me q esta estava por se ver, assim ficou...
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Tags: fotografias, Skate
2007-01-18
Gestão de Cor
Hoje no FS apareceu um thread sobre um problema que um utilizador teve com uma imagem - a imagem aparecia de diferentes formas em vários monitores; nuns apareciam as rugas do tecido de fundo, noutros não. O problema prende-se principalmente que as calibrações variam de monitor para monitor - todos temos os monitores calibrados de forma diferente, e as semelhanças só se manterão entre monitores calibrados da mesma forma (precisa, com auxilio a equipamentos), e as imagens vistas sobre um esquema de gestão de cor.
De qualquer forma uma boa gestão de cores no workflow é importantíssimo para obter cores correctas constantemente. Aproveitei para colocar uma resposta no thread, sobre o que li no Livro "Adobe Photoshop CS2 for Photographers" de Martin Evening e que é basicamente um resumo muito curto do capitulo sobre gestão de cores:
Aqui vai (é longo):
Segundo o autor, o clássico do ajusto do monitor para igualar a impressão é má politica. Até lhe chama de "mess up the monitor to match the print". Apesar de ser possível acertar bem para um conjunto de tons, é muito provável o desvio noutros, e não permite obter consistência (com o tempo que o monitor desvia-se da calibração inicial..). Eu concordo que possa ser usado este método, se for único o meio de impressão. Senão, é impossível garantir a consistência...
A solução passa pelo uso de perfis, como os perfis ICC, por exemplo. Os perfis basicamente são tabelas de conversão, indicando como converter determinada cor, contida na imagem, para a cor que o equipamento ou programa deve mostrar de modo a estar correcto. É o que acontece quando criamos os perfis do monitor com o Adobe Gamma, por exemplo. O Gamma apresenta as cores, e ajustamos de modo a parecerem correctas, e o perfil ICC contem a info da conversão a fazer para que o vermelho , o verde, azul, cinzas, etc. apareçam correctamente. Evidentemente que o Adobe Gama impõe um ajusto visual e imprecisa, mas com um equipamento de calibração a precisão será bem maior. O elo de ligação entre os perfis e os espaços de cor é o "Profile Connection Space" - um género de espaço base que as tabelas usam como referência.
O mesmo acontece com os perfis de cor nas imagens. Se a imagem tiver o perfil embutido, será possível ao PS converter as cores para o espaço de cor em uso, e mostrá-los correctamente. Naturalmente a aplicação terá de ter o Color Management activado. As cores são convertidas do espaço de cor integrado na imagem para o espaço de cores em uso no PS e depois para o monitor segundo o perfil deste. Assim, mesmo que as máquinas e monitores sejam diferentes, desde que estejam correctamente perfiladas (a palavra existe?) a cor será consistente. É importante perceber que o que se vê no monitor não são as cores como estão nos ficheiros (os valores que lá estão), mas sim as cores corrigidas segundo os perfis.
O mesmo acontece para a impressão, exigindo que a impressora também esteja perfilada. Quando da impressão, as cores são convertidas do espaço em uso no PS para o espaço da impressora, segundo o perfil. Garante-se cores corretas (dentro dos limites do hardware / clipping do espaço de cor) e consistentes. Por exemplo, a Fuji Frontier tem perfil ICC, que muitos labs oferecem, para embutir nos ficheiros de imagem para a gestão da cor.
Espaços de cor
Basicamnete há dois a ter em conta - sRGB e Adobe RGB.
sRGB é mais fechado, mas é reprodutível por todos os equipamentos (supostamente). Corta severamente a gama CMYK (na conversão). Óptimo para trabalho web, mas mau para fotografia e trabalho sério de impressão.
Adobe RGB é o standard, se assim o podemos chamar, para trabalhar imagens, especialmente se tiver que ser posteriormente convertido a CMYK.
Juntando tudo
Portanto, tudo deverá ser calibrado e perfilado - monitor (usando o Gamma da Adobe, ou equipamento apropriado), equipamentos de entrada (scanners usando alvos de cor, câmeras se possível apesar de ser bastante complexo), equipamentos de saída (impressoras caseiras, dos labs, etc).
A gestão de cores deve ser activado no PS (color settings). Adobe RGB pode ser o espaço RGB por defeito, e é útil activar o aviso de se a imagem a abrir está no espaço de cores predefinido da aplicação ou noutro para uma gestão correcta de cores.
Deste modo, se enviares o ficheiro de imagem para alguém que tenha o gestão de cores activa na máquina deles, as imagens deverão ser visualizadas correctamente. A presença do perfil na imagem permitirá o PC interpretar correctamente a mesma.
Se não souberes se a pessoa a quem estás a enviar a imagem tem a gestão de cores activa, há que assumir que o espaço de cores em uso é o sRGB (mais fechado) e a imagem deve ser convertida para este espaço. Caso tenham a gesta de cor activa, a aplicação irá ler a info e reconhecer que o sRGB está em uso e reproduzir as cores correctamente.
E assim fica um cheirinho de gestão de cores no blog :D
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MytyMyky
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3 Exposições novas em Aveiro
Esta Sexta-feira, 19 de Janeiro, abrem ao público três exposições. Uma mostra fotográfica que assinala os vinte anos de integração na Europa de Portugal e Espanha e duas exposições de dois alunos do Mestrado em Criação Artística e Contemporânea. Visite-as na Reitoria e na Livraria da UA até Fevereiro.
A mostra fotográfica «Portugal e Espanha vinte anos de integração na Europa» (...) é composta por fotografias que ilustram as principais transformações históricas vividas por Portugal e Espanha, ao longo das últimas décadas. Depois de ter estado patente ao público, na Assembleia da República até finais de Julho, e de ter circulado por Cadaval, Faro, Setúbal, Beja e Castelo Branco, a mostra chega agora à Universidade de Aveiro. (...)
«Além do Silêncio» vai estar patente entre 19 de Janeiro e 9 de Fevereiro, na Galeria de Exposições da Livraria da UA. A mostra, que retrata «o mundo esquivo das paisagens serranas, das terras de fronteira, dos percursos de transumância», reúne cerca de 40 fotografias da autoria de Luís Oliveira Santos, bem como seis textos do escritor e jornalista Francisco Duarte Mangas. A inaugaração da exposição contará com a presença do seu autor e de Francisco Duarte Mangas e está agendada para 27 de Janeiro às 17h00. (...)
No âmbito da disciplina de Estudos de Fotografia, Liliana Ribeiro, aluna do Mestrado em Criação Artística e Contemporânea do Departamento de Comunicação e Arte, vai apresentar uma instalação e um conjunto de fotografias da sua autoria. Sob o título «Variações de um corpo para subir uma escada + ‘O Bilhete importante’», esta exposição poder ser visitada entre 19 de Janeiro e 9 de Fevereiro, no átrio da Livraria da Universidade de Aveiro. (...)
O artigo/noticia completo(a) pode ser visto no Jornal Online da UA
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MytyMyky
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13:17
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Victor, by Hasselblad

A Hasselblad, fabricante de uma das melhores séries de maquinas e objectivas fotográficas, tem um nova revista - a "Victor". A revista é toda ela sobre produção de imagem de alto nível, e apresenta produções de moda e comerciais, entrevistas, e detalhes técnicos. Na web, é possível visualizar as introduções dos artigos, e ainda alguns vídeos do podcast, disponível também através do iTunes (o da Bugatti é tão potente). É possivel comprar uma cópia da revista ou assinar a ela via página. Cada edição custa €16 e a assinatura €39.
Victor, by Hasselblad
Hasselblad oficial website
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2007-01-17
Arnold Newman
FINALMENTE!!! Finalmente chegou o livro que aguardava há praticamente um mês - a edição da Taschen das fotografias do grande Arnold Newman. É um belo livro de 280 paginas, recheada de retratos fabulosos produzidos por Newman ao longo da sua vida. Conta ainda com introdução do autor e prefácio do Philip Broockman.
Arnold Newman é um dos retratistas mais importantes do século XX. Ele practicamente criou o retrato "ambiental" tirando os retratados do estúdio e fotografando-os nos seus locais e ambientes comuns, integrando-os com os ambientes das vidas e trabalhos nas imagens. Ele também tinha um olho fantástico para a forma, e é notório como ele o utiliza nas composições.
Algumas das imagens mais famosas:
Igor Stravinsky (compositor)
Alfried Krupp (industrial e condenado da 2ª Guerra Mundial)
There's only twice I ever tried to deliberately show an individual as bad, and that was Alfried Krupp and Richard Nixon. Actually, I didn't do it on purpose to Nixon -- he did it to himself.
I deliberately put a knife in Krupp's back, visually. He was a friend of Hitler's and Hitler let him use prisoners as slave labor. If the prisoners fell, he just unchained them and they went directly into the crematoriums in Auschwitz.
Krupp's people realized I was Jewish, and they were worried that I might not be kind to him. I was trying to figure a way to show who he really was without being obvious. I lit from both sides and I said, "Would you lean forward." And my hair stood up on end. The light from the sides made him look like the devil. It's an un-retouched photograph. He actually was a handsome man.
O livro é simplesmente fabuloso, e vai sem duvida, ser uma boa inspiração para o projecto de retratos que estou a planear (adianto info brevemente,.espero eu).
Para os interessados, vale a pena ver a apresentação "Legends Online" na galeria PDN, e ainda um slideshow com entrevista "Behind the Lens" da Getty. Alias, o que não falta na net são leituras interessantes sobre o fotografo, como esta entrevista da ASMP.
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MytyMyky
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O blog do John Harrington
Hoje no Rob Galbraith veio a noticia que o John Harrington iniciou um blog. Para quem não conhece, o John Harrington é fotografo comercial em Washington DC, EUA, e autor do livro "Best business practices for photographers". No blog, ele cobre aspectos ligados ao negocio da fotografia. Uma leitura muito boa e muitas, especialmente para quem ganha a vida ou pretende fazê-lo com fotografia.
http://photobusinessforum.blogspot.com/
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2007-01-14
As origens da arte
Amanha, na RTP 2, inicia a amostragem de uma série documental de cinco episódios bem interessante - "As Origens da Arte".
Ok, é aqui que começa a ligeira confusão. Pela apresentação do anúncio, eu reconheci as imagens. Há uma série documental que encontrei na web e vi na integra, produzida pela BBC chamada "How Art Made the World". Apenas uma confusão de nomes? Provavelmente. Bem, pelo menos há o grande conveniente e vantagem de a série ficar legendada na TV - mais acessível a quem tiver dificuldades com o inglês.
De qualquer forma, sendo o "How art made the world" como suponho que seja, devo dizer que a série está muito bem feita e extremamente interessante. Eu fiquei colado a vê-lo no PC, e acho que vi um ou outro episódio mais que uma vez. É muito fácil de ver, sendo apresentado pelo Dr. Nigel Spivey, e segue muito o estilo de documentário da BBC, muito informal e muito cativante.
A série analisa a evolução da forma de humanos descreverem pictorialmente outros humanos, desde o exagero das formas à representação exacta; a origem do desenho; a arte da persuasão (especialmente política); o contar histórias; e o fascínio da morte na arte. O site da série contém muita informação sobre os episódios e merece uma visita. Um óptimo complemento para a série visual!
PBS - How art made the world
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13:29
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2007-01-13
Aveiro Jovens Criadores 2006
Voltei há pouco da entrega de prémios do concurso "Aveiro Jovens Criadores 2006" com um sorriso. Recebi uma menção honrosa por um conjunto de 5 retratos que submeti. É sempre óptimo obter algum reconhecimento. Ajuda o ego... :P O prémio foi um livro, com a obra do pintor aveirense Lauro Corado (biografia e trabalhos) editada pela Câmara Aveirense.
Dos trabalhos fotográficos, gostei imenso do trabalho de Henrique Loff. Foi sem dúvida o que mais saltou à vista. Trata-se de um conjunto de 6 imagens, 3 retratos close-up, e três imagens gráficas, produzidas com Polaroids em grande formato. É mesmo brutal. E incrível a capacidade de ampliação.
Naturalmente o conjunto me atraiu especialmente pelo uso da Polaroid no grande formato. Ando ansioso para experimentar as Polaroids em grande formato, e experimentar o grande formato, e aplica-lo no projecto que tenho em mente... Ver aquilo deu-me uma pica extra... (Se o Henrique ou alguém conhecido dele ler isto, agradecia que me contactassem para fornecer o contacto dele - a info do contacto está na minha página. Tenho umas questões a pôr! :D )
Em todas as áreas, houve excelentes trabalhos (infelizmente de escrita não pude ver (ou ler) as obras...). A lista de premiados:
Pintura
1º Elizabeth Leite - "homen e Homen"
2º Estela Pereira - "sem titulo"
3º Teresa Dixo - "O Coelho Azul é um excelente Lord"
Escrita (o catalogo apresenta erros nesta listagem pelo que não garanto que esteja totalmente correcto)
1º Vasco Melo - "Palavras para quê"
2º Ana Pereira - "lista de Compras"
3º Sandra Oliveira - "aura"
Fotografia
1º Pedro Colaço - "End of Story"
2º Diogo Morreira - "Desenhos de Luz"
3º Henrique Loff - "Sem titulo"
Arte Digital
1º Ana Machado - "Picopico"
2º Brimet Silva - "The question is..."
3º Vasco Melo / Luis Queiroz - "Tachos"
As obras estão expostas no Museu da Cidade (tb conhecido como Museu da Republica, ao lado do turismo, nos Arcos), e está aberto de terça a domingo, das 13:30 (?) ás 17h.
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2007-01-12
Lighting and the Dramatic Portrait

Ontem recebi, graças a uns amigos, o ultimo livro de Michael Grecco - "Lighting and the Dramatic Portrait: The Art of Celebrity and Editorial Photography". O livro é um dos q mais tem sido falado ultimamente em blogs como o Strobist e com justiça. O Michael é fotografo profissional há já muitos anos tendo iniciado a sua aventura no fotojornalismo até passar para a fotografia editorial / retrato. Actualmente fotografa grande parte das estrelas do cinema e musica, produzindo trabalhos para diversas revistas, como a Time, GQ, People magazine, e muitos outros.
Ao longo do livro, Grecco fala de técnicas empregues nos retratos que ele produz, desde a escolha de máquinas à utilização de luzes e adereços. As técnicas de iluminação que ele emprega não são muito convencionais - não são propriamente novas, mas muitas quebram as regras do típico retrato. Ele faz muito uso de Fresnels e de grelhas para iluminar os seus sujeitos.
O livro é bem fácil de ler, e contém muitas imagens fantásticas com a informação da produção.
Web: http://www.michaelgrecco.com/
Entrevista: Studiolighting.net
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2007-01-11
Julia Fullerton-Batten

Julia Fullerton-Batten é uma fotografa alemã a residir em Londres. Tem imensos prémios no curriculo, e o site dela apresenta um portfólio extenso e fabuloso de imagens pessoais e comissionadas.
http://www.juliafullerton-batten.com/
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2007-01-10
Aveiro Jovem Criador 2006
Este sábado, dia 13, pelas 17h, realiza-se a entrega de prémios do concurso "Aveiro Jovens Criadores 2006". A cerimónia terá lugar no Edifício da Assembleia Municipal (Ex-capitânia), e de seguida dará lugar à inauguração da exposição no Museu da Cidade.
info: C.M. Aveiro
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FUR: un portrait imaginaire de Diane Arbus

Estreou (ou estreia) hoje nos Estados Unidos um novo filme dedicado à vida de Diane Arbus, fotografa americana que foi muito importante na década de 60. No papel principal, a representar a Diane está a Nicole Kidman.
Mais info sobre o filme:
http://www.furmovie.com/
IMDB
Mais info sobre Diane Arbus:
dianearbus.net
WIKI
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2007-01-09
Peliculas fora de prazo
Recentemente comprei uma série de rolos de películas fora de prazo - Fuji NPS160, principalmente para usar com a Holga. A qualidade de imagem da Holga é tão má e o scan tão virado para a manipulação, q precisão e qualidade de pelicula não eram para mim muito importantes. E peliculas fora de prazo são sempre bem mais baratas.
No entanto, apercebi-me que comprei demasiadas! Ao todo foram 10 caixas de 5 rolos, e que não tenho utilizado ao ritmo que previ inicialmente. Não quero "despachar" todas". No máximo quero tirar umas 5 caixas do frigorífico, até porque vou precisar de espaço para por algumas películas novas, que vou ter que comprar. Portanto por uns 10€ levam uma caixa de cinco, portes incluídos.
UPDATE: já só há duas caixas!
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MytyMyky
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